Casada Com Seu Maior Rival

Casada Com Seu Maior Rival

Louie Joanes

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Capítulo

Meu namorado de dez anos, Lucas, me ofereceu um copo com um suposto antídoto. Ele disse que eu precisava esquecer nosso amor temporariamente para que ele pudesse se casar com minha meia-irmã, Serena, e salvá-la de uma maldição. Mas durante uma explosão, ele não hesitou em me empurrar contra uma parede de pedra para proteger Serena, me deixando ferida e sangrando. Ele nem sequer olhou para trás. Naquele momento, o amor de uma década se transformou em cinzas. Eu finalmente entendi que para ele, eu era apenas um sacrifício descartável. Sete dias depois, no dia da festa de noivado deles, aceitei a proposta de casamento de seu maior rival. E quando o segurança anunciou: "Senhor, a senhorita Jordão está... casando-se com o líder do Grupo Rêgo", vi o mundo de Lucas desmoronar.

Casada Com Seu Maior Rival Capítulo 1

Meu namorado de dez anos, Lucas, me ofereceu um copo com um suposto antídoto.

Ele disse que eu precisava esquecer nosso amor temporariamente para que ele pudesse se casar com minha meia-irmã, Serena, e salvá-la de uma maldição.

Mas durante uma explosão, ele não hesitou em me empurrar contra uma parede de pedra para proteger Serena, me deixando ferida e sangrando. Ele nem sequer olhou para trás.

Naquele momento, o amor de uma década se transformou em cinzas. Eu finalmente entendi que para ele, eu era apenas um sacrifício descartável.

Sete dias depois, no dia da festa de noivado deles, aceitei a proposta de casamento de seu maior rival. E quando o segurança anunciou: "Senhor, a senhorita Jordão está... casando-se com o líder do Grupo Rêgo", vi o mundo de Lucas desmoronar.

Capítulo 1

ISADORA POV:

O líquido em meu copo cintilava, mas era o veneno nas palavras de Lucas que queimava minha garganta. Minhas mãos tremiam levemente, mas mantive o copo firme. Ele estava ali, diante de mim, o homem que eu amei por dez anos, incapaz de me encarar.

Seus olhos, antes cheios de promessas, desviavam-se dos meus, fixos em algum ponto invisível além da minha cabeça.

"Isadora," ele começou, a voz rouca, "não há outro jeito."

Eu já sabia. A doença de Serena. O conto de fadas que ele havia construído para mim estava desmoronando, tijolo por tijolo, e cada queda era um golpe direto no meu coração.

"É uma maldição antiga, Isadora," ele explicou, a voz quase um sussurro, como se temesse que as paredes nos ouvissem.

"Uma condição genética que aflige a família Meyer por gerações."

Ele descreveu a doença com detalhes angustiantes, sua progressão implacável, a dor que consumia seus portadores.

"O único tratamento," ele continuou, "a única esperança, vem de uma família que só confia em uma união de sangue. Eles exigem que Serena se case comigo."

Sua voz carregava um lamento, uma representação de autopiedade que eu já havia ouvido antes.

"Eu te amo, Isadora. Você sabe disso. Mas Serena... ela é minha irmã. Preciso salvá-la."

Ele me implorava, mas seus olhos ainda não encontravam os meus. Era um sacrifício, ele disse. Um sacrifício temporário por um bem maior.

"Isadora, este é um antídoto experimental," Lucas disse, apontando para o copo em minha mão.

"Ele fará com que você esqueça nosso amor por um tempo. Mas prometo, assim que Serena estiver segura, haverá uma cura para isso também. Voltaremos a ser nós, juntos, para sempre."

Minha mente girou, lembrando-me de cada promessa que ele havia feito.

Nossos primeiros beijos sob o luar. Suas mãos nas minhas enquanto eu apresentava minha pesquisa mais audaciosa. Os sussurros de um futuro juntos, de uma casa cheia de orquídeas raras, exatamente como eu sonhava.

Serena Meyer. Minha meia-irmã.

A mulher que sempre me odiou, sempre tentou roubar o que era meu. Desde que éramos crianças, ela competia por tudo. Minha boneca favorita. As flores do jardim da nossa mãe. Minhas notas na escola.

Até mesmo Lucas. Ela sempre o cobiçou, com aquele olhar de possessão que eu reconhecia tão bem.

E agora, ela vencia.

Este "sacrifício temporário", como Lucas o chamou, era o fim de uma década. Dez anos de amor, risadas, planos e sonhos, tudo jogado fora por uma mentira elaborada. A ironia era cruel. Ele, o homem da minha vida, me oferecendo o esquecimento como um bálsamo para o meu sofrimento, enquanto eu via a verdade em seus olhos.

O silêncio na sala era pesado.

Lucas, talvez alarmado pela minha quietude, começou a gaguejar.

"Isadora? Você... você me ouviu? É um sacrifício... por um tempo. Eu juro. Há um antídoto. Haverá. Nós ficaremos bem. Eu prometo."

Ele se aproximou, estendendo a mão para tocar meu rosto, mas eu recuei imperceptivelmente.

"Este é um efeito retardado, Isadora," ele continuou, sua voz se recuperando um pouco da pânico.

"Sete dias. Apenas sete dias e você estará livre da dor. E então, eu voltarei para você."

Eu conhecia a pesquisa. Estudava drogas que manipulavam a memória há anos. Não havia antídoto. Não para esta formulação. Uma vez tomada, a substância reescreveria as sinapses, apagando seletivamente as memórias relacionadas a ele e ao nosso relacionamento. Para sempre.

No entanto, um sorriso se formou em meus lábios. Um sorriso doce e amargo.

"Não se preocupe, Lucas," eu disse, minha voz surpreendentemente calma.

"Eu entendo. Você fará o que for preciso. E eu... eu vou lidar com as consequências."

Meu olhar foi direto para o dele, firme e sem vacilações.

Ele pareceu relaxar, um suspiro profundo escapando de seus lábios. Um sorriso de alívio se espalhou por seu rosto, como se um peso enorme tivesse sido tirado de seus ombros. Acreditei que ele pensava que eu havia engolido a pílula do esquecimento.

"Eu sabia que você entenderia," ele disse, sua voz ganhando uma confiança renovada.

"Eu vou resolver tudo, Isadora. Sempre faço."

Mas eu não estava mais ali para ele.

Não para suas promessas vazias ou suas mentiras cuidadosamente construídas. Um plano, distorcido e doloroso, começou a se formar em minha mente. Se ele queria me apagar da memória, eu o apagaria do meu coração. Mas não antes de ver a verdadeira face do homem que eu amei.

De repente, uma dor lancinante perfurou minha têmpora, tão forte que meus joelhos cederam. O copo caiu de minhas mãos, estilhaçando-se no chão. A sala girou. Minha visão escureceu nas bordas.

Lucas correu para mim, pânico genuíno em sua voz pela primeira vez.

"Isadora! O que está acontecendo? Você está bem? O que foi isso?"

Ele me segurou enquanto eu cambaleava, minha cabeça latejando.

"Lucas... quem... quem é você?" eu murmurei, minha voz fraca e confusa, fingindo a amnésia imediata.

Sua expressão mudou. O pânico de antes se transformou em algo mais, um brilho de satisfação em seus olhos.

"Isadora," ele disse, uma nova calma em sua voz, mas com uma nota de triunfo mal disfarçada.

"Não se preocupe. Eu sou Lucas. Seu... seu amigo."

Ele me segurou nos braços, e eu senti o cheiro familiar de seu perfume. O cheiro que já me trouxera tanto conforto, agora me sufocava.

"É apenas um efeito colateral da medicina, querida," ele sussurrou, acariciando meus cabelos.

"Você vai ficar bem."

Ele me pôs suavemente de volta na cadeira, seu sorriso se alargando.

"Eu tenho uma notícia maravilhosa para compartilhar com você, Isadora. Com todos."

Ele se afastou, sua voz ecoando pela sala.

"Eu e Serena vamos nos casar!"

Era o anúncio. O golpe final. Ele havia me convidado para a sua própria execução.

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