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Grávida do CEO mafioso - Irmãos Rodrigues Livro 1

Grávida do CEO mafioso - Irmãos Rodrigues Livro 1

Chloe Reymond

5.0
Comentário(s)
235.6K
Leituras
57
Capítulo

Os Rodrigues são uma família poderosa no Brasil. E o poder vai além de serem o nome quando se fala em joias e pedras preciosas. Por trás da fachada de CEO existe uma rede que envolve desde de vendas de informações a assassinatos encomendados. Nesse livro vamos conhecer Alexandre Rodrigues, o Grande Pai como é chamado entre seus subordinados. Alexandre viu o vestido prateado no corpo perfeito daquela mulher em sua boate. A desejou instantaneamente. E o que ele deseja, tem que ser seu. Ordenou a um dos seguranças que a levasse a seu camarote e usou todo seu poder de sedução para tê-la. Mas havia implicações que ele só percebeu quando não podia mais voltar atrás. Ela era virgem. E, pior, o destino ainda decidiu que aquela primeira vez seria suficiente para uma gravidez e grandes complicações. Willow Fernandes era para ser um sexo casual, porém parece que não consegue se livrar dela. E será que realmente queria isso? * Contém cenas adultas com linguagem sexual e violência. Pode conter gatilhos.

Capítulo 1
Só depois do casamento

Chegou a hora

O amor bate à sua porta

Vai ficar ou esquecer?

Willow

― Por que faz isso, baby? Sabe que te desejo. Estamos sozinhos aqui ― reclama frustrado.

Já tem um ano que estamos juntos e Ricardo ainda não entendeu.

― Você sabe. Conversamos sobre isso. ― Me levanto do sofá arrumando a blusa. Por pouco ele não me deixa com os seios de fora.

― Willow, você tem vinte e dois anos e age como uma menina de treze. É sexo, não é o fim do mundo.

― Eu prometi a ela e vou cumprir ― falo séria.

― Essa história de sexo só após o casamento para agradar mortos deve ser um pretexto pra me fazer casar logo ― reclama.

Não gosto quando Ricardo me olha assim, como se eu fosse uma jogadora tentando seduzi-lo. Ele sabia as minhas condições desde o momento em que me pediu em namoro.

― Vou fingir que não ouvi essa merda. ― Viro as costas e vou até o balcão pegar a água mineral que abri mais cedo.

Ele só bufa.

Sim, eu quero transar tanto quanto qualquer outra pessoa na minha idade. Mas prometi no leito de morte da minha mãe que só me entregaria depois do casamento. Ela sofreu muito para me criar sozinha depois de ter sido enganada pelo meu pai e abandonada grávida. Quando ela descobriu que era amante de um homem casado já era tarde demais, a barriga já aparecia sob a roupa. Por isso ela me fez prometer que esperaria até o casamento, só assim garantiria que eu não caísse na lábia de nenhum aproveitador como meu pai. Eu prometi. E não me arrependo. É difícil, mas não me arrependo.

Termino de beber a água e me viro para ele.

― Ricardo, se você pretende se casar comigo apenas para transar, devo dizer que está perdendo tempo. É um objetivo muito pequeno para tamanha responsabilidade.

Ele vem até a mim e me puxa de volta para o sofá.

― É claro que não! Eu te amo, ovelhinha. Venha aqui.

Eu vou e me sento em seu colo, fingindo não sentir a ereção. Ainda estou irritada.

Ricardo acha que não quero transar, só pode. E só pode estar louco também. Estou subindo pelas paredes. Só que não posso ― e não vou ― quebrar a promessa que fiz.

― Não vamos brigar por isso outra vez. Estou cansada. Não vejo a hora de nos casarmos e resolver nossas briguinhas na cama.

Dessa vez não briguei por ele me chamar de “ovelhinha”. Odeio esse apelido e não faço ideia de onde ele tirou.

― Eu também ― beija meu ombro.

― Você sabia onde estava se metendo quando nos conhecemos.

― Achei que estava brincando. Confesso.

― Estamos namorando há quase um ano. Acho que é tarde demais para se arrepender.

Ricardo começa a beijar e morder meu pescoço.

― Preciso ir. Vou dormir mais cedo. Te falei que trabalho amanhã. ― Me afasto do seu toque.

Na verdade, praticamente não vou dormir. Tenho que dar aula em uma cidade vizinha.

― Dorme aqui, ovelhinha. Esse lugar é tão seu quanto meu. Não precisa mais ficar naquela pensão.

― Ainda não somos casados. Me sentiria mal em me enfiar na sua vida assim.

― Pois eu adoraria me enfiar na sua.

― Tarado! ― saio do seu colo rindo.

Namoramos mais um pouquinho e ele me leva até o Brás, onde fica a pensão onde moro desde que minha mãe morreu.

Ricardo vem sendo meu apoio e melhor amigo. O conheci em um bar karaokê onde minhas colegas de pensão me arrastaram. Ele é quarentão, com corpo normal, um pouco mais alto que eu, e sei que mantem os cabelos pretos com tintura, mesmo que não confesse eu sei. É bonito ― nenhum deus grego, mas bonito ― e gosto muito dele, faz de tudo para me agradar.

Nós ficamos no carro quando nos conhecemos, ele insistiu, mesmo eu ― sob efeito do álcool ― ter confessado que não pretendia transar antes do casamento. Não foi um FICAR, apenas nos beijamos e depois trocamos contatos. E assim estamos juntos até hoje, noivos.

Não sou burra de achar que ele é fiel nas condições que ofereço, mesmo que ele insista que sim, só deixei claro que depois do casamento não aceitarei que fique com mais ninguém. Serei a única.

Deixamos seu apartamento na Barra Funda e ele me leva para pensão. Ele diz que vamos morar no apartamento depois que nos casarmos. Tem apenas um quarto, sala conjugada com cozinha e um banheiro. Mas acho perfeito. É gigante perto do meu quarto na pensão. Ele quer que eu fique aqui mesmo quando viaja a negócios, mas não quero. Só vou morar com ele depois que nos casarmos e faço questão de ajudar nas despesas. É para isso que trabalho. Nunca viverei as custas de homem nenhum.

Na porta da pensão, em seu carro, nos despedimos com um beijo e ele volta para o apartamento.

E eu trato de dormir o mais rápido possível, pois levantarei em poucas horas para enfrentar aulas em uma escola onde nunca trabalhei.

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