5.0
Comentário(s)
3.5K
Leituras
18
Capítulo

Quando ainda era pobre e apenas um menino, Evandro conheceu Paola ao pular o muro da vizinha para pegar manga. Ela era uma frágil menina com leucemia que não podia sair de casa devido à superproteção da sua mãe. Entretanto, isso não impediu que Evandro pulasse o muro da vizinha todos os dias para ver sua amiga. À sombra daquele pé de manga, Paola passou os melhores dias da sua vida. Evandro a fazia muito feliz. Mas os sintomas da leucemia pioraram, ela caiu, bateu a cabeça e foi levada às pressas para para o hospital. Evandro nunca mais a viu, nem mesmo viu a mãe dela para que pudesse pelo menos perguntar se Paola continuava viva. Evandro cresceu, batalhou, ganhou oportunidades e se tornou Evan, o CEO bilionário mais lindo e cobiçado do mundo. E movido pela memória que ainda guardava da sua antiga amiga, construiu um hospital especializado no tratamento de câncer. Tudo o que ele menos esperava aconteceu: naquele hospital, reencontrou Paola, mas como uma residente. Tornou-se uma mulher linda e cheia de vida. Entretanto, não se lembrava dele. Evan está determinado a fazê-la se lembrar dele, conquistar seu coração e torná-la apenas sua. Só que há um empecilho: Paola está perdidamente apaixonada pelo lindo amigo de Evan, o doutor Alessandro. "Paola, vou ter mesmo que te roubar do meu amigo?"

A Memória do CEO Capítulo 1 A residente

Evan

Hoje, no Dia das Crianças, vim ao Hospital Memorial Pequena Paola para entregar presentes para as crianças com câncer. Os jornalistas tiram fotos enquanto entrego os presentes para elas em cada leito do hospital.

Bato na porta do quarto onde está a Pequena Maria.

- Pode entrar. - Não reconheço essa voz, mas é de uma mulher.

Escondo o presente atrás das costas e abro a porta do quarto.

- Com licença. - Sorrio ao ver a Maria dormir ao lado do seu urso de pelúcia favorito. Peço que os repórteres se retirem para que não incomodem ela e fecho a porta.

A médica que está com a Maria regula o soro da pequena e diz baixinho me dando um sorriso:

- Bom dia, senhor Carvalho. A Maria acabou de dormir. Não estava muito bem de madrugada.

- Entendo. Deixarei o presente aqui. - Coloco o embrulho em cima da mesa e pego um bloco de notas no meu bolso da calça. Procuro pela minha caneta nos bolsos da minha roupa, mas não acho. - Pode me emprestar sua caneta?

Ela estende a mão com a caneta, pego-a e escrevo um bilhete para a Maria, deixo em cima do presente e devolvo a caneta para a... médica mais bonita que eu já vi em toda a minha vida. Não havia reparado antes, mas agora me falta até ar para falar.

Olho para o seu jaleco, está escrito Paola S., um belo nome.

- Não te conheço. - Coloco as mãos nos bolsos.

- Perdão. Meu nome é Paola Silveira, eu sou residente.

- É um prazer, Paola! - Estendo a mão e ela a toca. Sua mão é macia e pequena. - Sua mãe está de parabéns por ter te dado esse nome.

Ela dá um risinho e ajeita o coque do seu cabelo cacheado.

- Sim, claro, o nome do hospital...

Alguém abre a porta. É o Alessandro, meu melhor amigo e médico pediatra.

- Já acabou de dar os presentes, Evan? - Ele dá dois tapinhas nas minhas costas.

- Já. Só estava batendo um papo com sua residente.

- Não dá muita corda que ela é tagarela. - Ele dá um riso olhando para ela. As bochechas dela ficam vermelhas.

Alê pega o prontuário da Maria e começa a informar algumas coisas para a residente. Seus cabelos me lembram da Pequena Paola, ela tinha um cabelo lindo, mas me irritava porque sempre tinha um fio do cabelo nas comidas que ela me dava.

Sorrio ao lembrar do dia que esfreguei uma manga mole no seu rosto como forma de vingança...

À noite, voltei ao hospital para obrigar Alessandro a sair comigo para uma noitada.

Ele está conversando com a residente na frente do hospital. Ele ri de algo que ela contou. Aproximo-me dos dois e os cumprimento.

- O que está fazendo aqui? - Alessandro acende um cigarro.

- Vim te chamar para sair, mas parece que já está acompanhado. - Olho para a moça e ela abaixa a cabeça.

- Só estamos batendo um papo enquanto a mãe dela não chega.

Seguro o riso e estreito os olhos. Ela tem quantos anos? Nove?

- É que eu tenho medo de dirigir e ela tem medo que alguém roube meus órgãos no caminho para casa. - Ela encolhe os ombros. - É um saco, mas pelo menos vou continuar com meus órgãos. - Ela dá um risinho.

Viro o rosto para o lado, tentando manter a postura. As duas ainda estão ligadas pelo cordão umbilical?

- Boa noite, doutor Alessandro! - Essa voz me parece familiar. Olho para a mulher que dá um beijo no rosto do Alê e meu peito quase pula para fora. É ela, é a mãe da Paola, mas com cabelos grisalhos. É a mãe da minha amiga.

Dona Janaína me cumprimenta como se não me conhecesse, Paola se despede de mim e do Alessandro e, de mãos dadas com a mãe, ela vai em direção ao carro. Esse é o mesmo sentimento que senti da última vez vendo ela ir embora.

- Evan? Cara...

Dói igualmente.

- Evandro?

Corro até o carro o vendo ir embora enquanto grito para que o pare. Dona Janaína freia abruptamente quando me coloco na frente dele e caio no chão pelo susto da proximidade.

Paola corre até mim e se ajoelha.

- Senhor Carvalho, o que foi isso? - Ela arregala os olhos.

Toco no seu rosto e a abraço. Fecho os olhos e sinto um alívio imenso, até que uma forte dor na cabeça me faz desmaiar...

21 anos atrás:

Minha boca saliva olhando para as mangas da vizinha. Pego uma cadeira da minha casa e coloco próxima ao muro, pego mais dois tijolos e coloco um em cima do outro na cadeira. Subo em cima de tudo e com muito esforço sento no muro. Fico de pé e ando até um tronco grosso do pé de manga, sento em cima dele com uma perna de cada lado e pego uma manga. Mordo e a como com a casca sem nem ver se tem bichinho.

- Ei!

Olho para baixo, uma menina vestida de princesa coloca uma escada perto da árvore.

- Agora você consegue descer.

- Para quê? Oxi. - Pego mais uma manga.

- Não tá preso aí? - Ela coloca as mãos na cintura.

- Não!

A menina sobe na escada quase conseguindo chegar perto de mim e olha para a minha manga.

- Quer?

Ela balança a cabeça querendo.

- Pega para você então.

- Mamãe não deixa eu subir na árvore.

Suspiro. Não tenho paz nesse mundo nem para comer! Só não jogo a manga na cara dela porque minha mãe disse que eu levaria uma vassourada na bunda se não parasse de jogar fruta nas meninas do bairro.

Dou uma manga para menina, ela sorri e pergunta:

- Quer brincar comigo?

- Não! Eu quero comer manga em paz.

- Minha mãe fez goiabada. Posso pegar escondido.

- Eu quero brincar com você!

Ela desce da escada e entra na casa. Também desço e sento no chão de baixo da árvore. A menina volta com um pote de goiabada, queijo e uma colher.

- Só faz silêncio que minha mãe tá cochilando e vendo novela mexicana. - Ela se senta do meu lado.

- Não dá para ver novela e dormir ao mesmo tempo. - Pego o pote, a colher e enfio um monte de goiabada na boca. Que delícia!

- Dá, sim. Minha mãe disse que dá.

Não falo nada, porque gente ignorante não muda de opinião nunca...

Continuar lendo

Outros livros de Sabrina Martinho A.

Ver Mais

Você deve gostar

Cicatrizes da Traição: A Herdeira que Tentaram Apagar

Cicatrizes da Traição: A Herdeira que Tentaram Apagar

Jiu Meier
5.0

Fugi de casa por três dias, esperando que meu marido percebesse. Mas Justino, um poderoso Capitão da polícia e Juiz, não me ligou uma única vez. Até que fui parada em uma blitz comandada por ele. Ele não pediu meus documentos para verificar a lei seca. Ele os confiscou, trancou-me em seu carro pessoal e me levou de volta para a nossa mansão fria, agindo não como marido, mas como um carcereiro. No caminho, o celular dele acendeu no painel. Uma mensagem de um contato salvo apenas como "A": *Dói tanto... onde você está?* Ele jurou que era uma testemunha protegida. Mas naquela mesma noite, o homem que me negou um filho por cinco anos tentou me engravidar à força, usando o sexo como uma algema para me distrair daquela mensagem. Trancada no quarto de hóspedes, investiguei e a verdade me destruiu. "A" não era uma vítima aleatória. Era Angele, a meia-irmã dele. Encontrei fotos onde ele a olhava com uma adoração doentia, segurando a mão dela em camas de hospital, priorizando a "frágil" irmã acima da minha própria vida. Eu era apenas o disfarce de normalidade para o incesto emocional deles. No dia seguinte, em um jantar de família, ele apertou minha cintura com força e anunciou sorrindo para todos: "Estamos tentando ter um bebê." O medo deu lugar a uma fúria gelada. Soltei meu braço do aperto dele, encarei-o diante da família inteira e disparei: "A Angele mandou lembranças, Justino? Ou ela só está checando para ter certeza de que você ainda pertence a ela?" A mesa silenciou. A guerra havia começado.

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Ife Anyi
5.0

Aviso: Conteúdo 18+ para público adulto. Trecho do Livro: Donovan: Seus olhos verdes encantadores, que estavam vivos de paixão no dia em que eu disse que ela podia ir às compras, agora estão pálidos, com apenas o desespero dançando dentro deles. "Estou muito ciente dos meus deveres como sua esposa, Sr. Castellano." Meus olhos escurecem com o uso formal do meu nome. Já disse para ela parar com isso. Parece errado. Como se ela não me pertencesse. Cerrei o maxilar enquanto espero que ela termine a frase, mas seu sorriso frio se alarga. "Ah, você não gosta quando eu te chamo de Sr. Castellano, não é? Que pena. Você não pode forçar a minha boca a dizer o que você quer ouvir." O sangue corre para minha virilha enquanto suas palavras se acomodam no ar tenso entre nós. Será que ela percebe a gravidade do que acabou de dizer? Será que ela sabe que gemeu meu nome enquanto eu tinha sua boceta molhada na minha boca? Será que sabe o quanto ficou carente quando quis que eu a tomasse, mesmo sem estar totalmente acordada? E será que ela tem consciência de que eu sei o quanto ela me deseja em seus sonhos, enquanto na vida real finge me odiar? Ela me encara com raiva enquanto eu ferve, olhando para baixo, para ela. "É Donovan", digo sombriamente, resistindo à atração dos lábios dela e mantendo meu olhar em seus olhos. "Sr. Castellano", ela rebate. Meu rosto se aproxima, pronto para lhe dar um beijo punitivo, quando um som seco ecoa pelo quarto e então percebo, tarde demais, que acabei de levar um tapa, meu rosto virando para o lado, afastando-se de Eliana. Eliana me deu um tapa. A filha de Luis Santario acabou de me dar um tapa. Assim como o pai dela fizera muitas noites atrás. A vergonha me invade, mas logo é esmagada por uma raiva quente e violenta. Como ela ousa? Como essa vadia ousa?! A bochecha dela fica vermelha instantaneamente com as marcas dos meus dedos. O sangue escorre de seu nariz, e o cabelo, que estava preso em um coque bagunçado, se espalha ao redor de seu rosto. A cabeça de Eliana permanece baixa enquanto o sangue de seu nariz pinga sobre os lençóis brancos da cama. --- Eliana: Eu sei que estou assinando minha sentença de morte ao provocá-lo desse jeito, mas o que mais posso fazer quando ele já planejou me matar? Posso muito bem facilitar as coisas para ele, tirando-o do sério. Se eu não o afastar, tenho medo de começar a confundir as linhas entre meus sonhos e a realidade. O Donovan dos meus sonhos é drasticamente diferente do da vida real. Se meus planos para escapar desse casamento não derem certo, posso acabar morta ou, pior ainda, apaixonada por Donovan Castellano. E eu prefiro morrer agora a me apaixonar por ele e morrer depois. --- Anos atrás, Donovan Castellano passou por algo que o mudou irrevogavelmente para pior, e o pai de Eliana foi o culpado. Anos depois, o pai de Eliana morre. Eliana não conhece o passado sombrio do pai nem o motivo de Donovan Castellano tê-la comprado e depois se casado com ela. Mas ela sabe que ele quer sangue e pretende matá-la. Porém, por quanto tempo ela continuará se defendendo quando a forma como ele a toca e a beija em seus sonhos começa a confundir os limites entre realidade e ficção? Donovan conseguirá finalmente se vingar de Eliana pelo que o pai dela lhe fez? E Eliana conseguirá resistir às investidas de seu marido mafioso possessivo, mesmo quando ele diz que quer vê-la morta? Leia para descobrir.

A Traição Fria e Amarga do Bilionário

A Traição Fria e Amarga do Bilionário

Ethyl Minow
5.0

Eu quase morri na queda do jato particular do meu marido, mas a única coisa que me esperava no hospital era a indiferença. Enquanto eu sangrava na chuva após assinar minha própria alta, vi o Bentley de Adão chegar. Ele não veio por mim. Ele desceu do carro e carregou Cássia, sua ex-namorada, nos braços com um cuidado que nunca dedicou a mim. Segui-os até a obstetrícia e ouvi a enfermeira confirmar: doze semanas. Fiz as contas rapidamente. Doze semanas atrás era o nosso aniversário de casamento, o dia em que ele alegou estar preso em uma reunião em Londres. Quando o confrontei na mansão, Adão nem sequer tentou negar. "Cássia é frágil, é uma gravidez de risco. Você é resiliente, Anajê. Foi por isso que casei com você. Você aguenta o tranco." Ele disse que eu não era nada sem ele, uma órfã que ele resgatou. Congelou meus cartões, bloqueou meu acesso e achou que eu voltaria rastejando para a nossa cobertura fria. Ele esqueceu que, antes de ser a Sra. Hortêncio, eu sabia sobreviver com nada. Fui até a sede da empresa. Diante de Adão e Cássia, derramei café intencionalmente sobre os contratos originais da fusão milionária que seriam assinados no dia seguinte. Enquanto ele gritava em pânico, peguei a caixa biométrica secreta da minha mesa — a única alavanca que eu precisava. "Tudo o que você tem é meu!" ele rugiu. "Essas roupas, esse dinheiro!" Olhei nos olhos dele e comecei a me despir ali mesmo, no meio do escritório executivo. Joguei o suéter de caxemira e o jeans de grife no chão, ficando apenas com a minha velha camisola de seda preta. "Pode ficar com seus trapos, Adão," eu disse, pegando a caixa com os segredos dele e caminhando descalça para o elevador. "Mas você nunca mais vai me ter."

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
A Memória do CEO A Memória do CEO Sabrina Martinho A. Bilionários
“Quando ainda era pobre e apenas um menino, Evandro conheceu Paola ao pular o muro da vizinha para pegar manga. Ela era uma frágil menina com leucemia que não podia sair de casa devido à superproteção da sua mãe. Entretanto, isso não impediu que Evandro pulasse o muro da vizinha todos os dias para ver sua amiga. À sombra daquele pé de manga, Paola passou os melhores dias da sua vida. Evandro a fazia muito feliz. Mas os sintomas da leucemia pioraram, ela caiu, bateu a cabeça e foi levada às pressas para para o hospital. Evandro nunca mais a viu, nem mesmo viu a mãe dela para que pudesse pelo menos perguntar se Paola continuava viva. Evandro cresceu, batalhou, ganhou oportunidades e se tornou Evan, o CEO bilionário mais lindo e cobiçado do mundo. E movido pela memória que ainda guardava da sua antiga amiga, construiu um hospital especializado no tratamento de câncer. Tudo o que ele menos esperava aconteceu: naquele hospital, reencontrou Paola, mas como uma residente. Tornou-se uma mulher linda e cheia de vida. Entretanto, não se lembrava dele. Evan está determinado a fazê-la se lembrar dele, conquistar seu coração e torná-la apenas sua. Só que há um empecilho: Paola está perdidamente apaixonada pelo lindo amigo de Evan, o doutor Alessandro. "Paola, vou ter mesmo que te roubar do meu amigo?"”
1

Capítulo 1 A residente

05/03/2023

2

Capítulo 2 Minha Paola

05/03/2023

3

Capítulo 3 Saída

07/03/2023

4

Capítulo 4 Disputa

07/03/2023

5

Capítulo 5 Matando a mãe

07/03/2023

6

Capítulo 6 Não é sua

07/03/2023

7

Capítulo 7 Plano

07/03/2023

8

Capítulo 8 Desejo

07/03/2023

9

Capítulo 9 Doenças

07/03/2023

10

Capítulo 10 Qualidades

08/03/2023

11

Capítulo 11 Intenções

24/04/2023

12

Capítulo 12 Bebê

28/04/2023

13

Capítulo 13 Fuga

02/05/2023

14

Capítulo 14 Viagem

21/05/2023

15

Capítulo 15 Beijo

29/05/2023

16

Capítulo 16 Praia

05/06/2023

17

Capítulo 17 Noiva

09/06/2023

18

Capítulo 18 Sharleny Rayanne Silveira

07/07/2023