/0/17405/coverorgin.jpg?v=28421f9e7a054cc96a73fde5f3249fff&imageMogr2/format/webp)
× Liz
Minha vida tomou um rumo totalmente diferente quando Kubrick tomou a direção da minha vida, como um filme de Kubrick: violento e explícito.. deixe-me te introduzir nessa bagunça.
Eu me chamo Elizabeth, sou baixinha e por sempre sentar na frente, usar óculos e ser um pouco nerd algumas pessoas da minha sala me apelidaram de Velma.
Eu não tenho amigos na escola só fora e apenas uma, ela se chama Cris; loira, altura mediana e corpão, diferente de mim, chama atenção por onde passa. Ela, infelizmente, estuda num colégio público e eu num de freiras. Sim, freiras! Rígido, frio e cheio de irmãs passando medindo as saias das alunas. "Meu corpo, minha culpa".
Cris estava parada na minha frente devorando a pizza de ontem a noite, ela tinha dormido na minha casa; seus pais tinham pedido que ela ficasse lá enquanto eles viajavam. Os pais de Cris são liberais, se tivesse que definir eles seria como uma folha solta que se deixa levar pelo vento; já os meus são rígidos e definir eles seria como um jarro de vidro delicados e frios, sou filha de psicólogos e sempre estou sendo avaliada durante as nossas conversas, mesmo num simples "bom dia", o que me fez ser uma ótima mentirosa mesmo que eu não goste.
Cris, com a boca cheia: estou morrendo de fome ainda, vamos no shopping comer algo e andar sem rumo?
Liz: eu não sei.. amanhã começa a escola de novo e..
Cris: Liz, para! Amanhã começa o novo semestre e você só tirou notas boas no semestre passado, seus pais não podem reclamar dessa vez. vamos?
Meia hora depois estávamos no shopping, após lançarmos no burguer Cris me fez ficar andando a toa até que as coisas começaram a ficar desconfortáveis, não por causa de Cris, mas porque tinha um grupinho do meu colégio lá. Assim que me viram ele sorriram e começaram a gritar "velma", e todos começaram a me olhar, eu odeio esse apelido e ser o centro das atenções, não sei como reagir. Mas Cris sabe e sabe que não eram apelidos carinhosos, ela se aproximou do grupinho; e com a mão na cintura começou a falar.
Cris: a área das crianças fica pra lá, no segundo andar. Mas caso vocês estejam procurando o zoológico ou veterinário, este fica a duas quadras daqui, talvez lá eles encontrem uma solução pra ignorância e infantilidade de vocês mas se não der certo, já que parece ser difícil, se matem.
Júlia se levantou, a boneca Barbie humana da escola e olhou toda enjoada pro nosso lado. O grupinho se baseava em Júlia, Gustave (seu namorado machista e louco por músculos), Vinícius e Ben; seus dois amigos. se juntasse Gustave, Vinícius e Ben não daria nem uma pessoa.
Vinícius e Ben se afastaram um pouco e Júlia saiu rebolando, Gustave foi o único que ficou só para tentar se intimidador com Cris e comigo.
Gustave, enquanto da um esbarrão na gente se retirando do shopping: dois v, velma e virgem!
Quando ele já estava a cinco passos da gente Cris gritou: o que cara!? Você já deu seu cool?!
Gustave parou e estava pronto pra voltar quando Júlia irritada deu um grito, chamando-o e eles foram embora.
Na manhã seguinte, o circo estava armado. Seria um inferno disfarçado de paraíso.
No dia seguinte eu cheguei meia hora antes dos portões do colégio abrirem e fiquei na rua ainda deserta esperando. Sempre gosto de chegar adiantada para pegar um bom lugar e também para evitar ficar lá trás junto com o grupinho da Gustave.
Eu estava lendo um livro de romance quando escutei alguém bocejar bem atrás de mim, eu dei um pulo e segurei firme minhas coisas; era um cara de terno e ele estava fumando, sua pele era clara , cabelo castanho claro encaracolado ele me olhava atentamente.
xx: esse livro é entediante.
Liz: que?
xx: eu disse que esse livro é entediante.
Eu permaneci segurando minhas coisas firmes e calculando para onde correria..
Assim que ele percebeu que eu estava nervosa riu.
xx: sou o novo professor. Acho que cheguei cedo demais..
Liz, se recompondo e voltando a respirar normalmente: ah sim, você pode entrar já.
xx: e você vai ficar aqui sozinha? Venha comigo, eu te coloco lá dentro.
Eu olhei a minha volta e não havia ninguém, caminhei atrás dele e não trocamos nenhuma palavra. Entramos pela secretária e ele deu uma piscadela pro monitor que já abria a boca para reclamar que estudantes não poderiam entrar aquele horário.
Eu agradeci um pouco envergonhada e sem encará-lo e corri para a porta da minha sala mas ainda estava fechada, então fiquei sentada no chão esperando as horas passarem. Quase quinze minutos depois o mesmo cara apareceu e sorriu ao me ver.
xx: Parece que você vai ser a minha aluna.
Eu sorri envergonhada enquanto ele abria a porta e eu pegava as coisas no chão. Já tinha escutado rumores de que um novo professor de física entraria na escola mas não imaginava que fosse tão jovem e simpático, o último era velho e ranzinza. E não era nem um pouco bonito.
Eu entrei na sala e escolhi a segunda cadeira, ele se sentou na mesa e começou a mexer nos papéis que carregava, eu continuei a ler o meu livro mas vezes ou outra notava ele me observando curioso; confesso me deu arrepios ficar ali sozinha com ele.
Eu estava cochilando quando o sinal tocou, os portões tinham sido abertos e já dava pra escutar as pessoas papeando do lado de fora da sala.
xx, disse com um sorriso: espero que você aprecie a minha aula do mesmo jeito que dorme tão sonhadora.
As últimas pessoas a entrarem na sala foi o grupinho de Gustave e Barbie, assim que eles passaram por mim Gustave me chamou de virgem, alto o suficiente para o resto da turma ouvir e rir junto. O professor novo ouviu.
xx: Pode sair.
Gustave parou e se virou em direção ao professor, estava de pé ainda e cruzou os braços.
Gustave: o que você disse?
xx: a porta está aberta, pode sair.
Gustave, disse e se sentou na cadeira logo atrás de mim: meu pai que paga o seu salário, fique quieto que é melhor.
xx: E? Pode sair. Não vou tolerar essas coisas na minha sala.
Gustave permaneceu sentado e riu.
xx: então fique, mas já começa me devendo 10 pontos. Tenho certeza que seu pai não paga suas notas.
/0/5603/coverorgin.jpg?v=e5744b0c379dc505f3219c48107ed380&imageMogr2/format/webp)
/0/11671/coverorgin.jpg?v=77426b60dc3f6178b4fff1728ccbf6da&imageMogr2/format/webp)
/0/11553/coverorgin.jpg?v=db1ffd9813eb652135080d505e94daad&imageMogr2/format/webp)
/0/14659/coverorgin.jpg?v=89a49b5d8ba0b7fc8337d4202d0a6dfc&imageMogr2/format/webp)
/0/6489/coverorgin.jpg?v=550f606c2897d0427159f4c93d6dfcb4&imageMogr2/format/webp)
/0/12488/coverorgin.jpg?v=171378dd7d59b91200ad45a59ce58e4a&imageMogr2/format/webp)
/0/2609/coverorgin.jpg?v=41254a468a10c11626a248716e109b5d&imageMogr2/format/webp)
/0/13279/coverorgin.jpg?v=f3696137fa8ca0932a1f3efb35a2ce41&imageMogr2/format/webp)
/0/6005/coverorgin.jpg?v=6e8fbf1704a553df04259537a0d468b1&imageMogr2/format/webp)
/0/12499/coverorgin.jpg?v=578ee63fa272a1ea33b11fc1475c777f&imageMogr2/format/webp)
/0/6407/coverorgin.jpg?v=73607504c0b4b4b2cb9189a4fb26b748&imageMogr2/format/webp)
/0/1544/coverorgin.jpg?v=374c31d9b87ad0707333e98bce9bca1b&imageMogr2/format/webp)
/0/3330/coverorgin.jpg?v=12142296301edae1cea6623d8fdaca70&imageMogr2/format/webp)
/0/4855/coverorgin.jpg?v=e7b599477fc88578050b2f4017decfc2&imageMogr2/format/webp)
/0/12131/coverorgin.jpg?v=b69e6b69780ac7f41e823feea3db82a2&imageMogr2/format/webp)
/0/5337/coverorgin.jpg?v=e4fc86718873271869eb402da6b7fb3c&imageMogr2/format/webp)