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Eu, a Curvilínea!

Capítulo 4 Memórias que machucam

Palavras: 1555    |    Lançado em: 22/11/2023

zabeth

tá na minha bolsa, levo um tempo para encontrá-lo en

do finalmente consi

é ouvida do outro lado. Desculpe-me por não ligar antes, mas

avia muitos candidatas, mas não se pre

ado e um ruído estranho e agudo

do o nosso relacionamento nos últimos anos se reduziu a telefonemas rápidos entre viagens ou reuniões,

egundos para continuar falando. -Ontem, a clientela do restaurante aumentou e não pude pedir permiss

zer outra viagem. Desta vez, será um pouco mais longa do que o normal. É uma v

mbora de novo? -Sento-me na beirada da cama, sem conseguir lidar com

-Você sabe que meu trabalho exige muito de mim, não posso fazer nada contra isso. É uma respons

pode, não nos vemos há mais de três meses porque ele está sempre viajando e, nas poucas vez

xperiência ruim com Dante, mas, por coincidências do destino, Victor veio à barraca onde eu costumava ajudar minha avó p

, ele me disse sentir algo especial por mim e que esse

até que aceitei ser sua namorada e aqui estamos, 7 anos depois, nos tratando como estra

e belos que aparecem no momento certo para reparar os danos que outros deixaram para trás, aqueles que nos fazem

ar? -Minha pergunta já é b

resposta, embora pareça conciliatória, é apenas uma pro

boa v

u um "cuide-se", como eu gostaria de ter ouvido hoje. Sinto falta daquele homem que fazia de tudo para estar comigo, aquele que me tra

o é suficiente para desabafar meus arrependimentos, as lágrimas começa

não posso ser feliz com Victor, isso é

naquela tarde me ve

.)(

da le

você, Lissy, por que e

pernas, pega meus braços e os coloca acima da minha cabeça, exerce

violentos. -Eu lhe disse sentir o mesmo, não disse? Eu sempre a tratei bem, todo o meu amor e atenção foram sempre para você, embor

ado, sinto-me muito assustada

a testa na minha e vejo seu maxilar tremer. -Vo

uma bola na garganta. É claro que me importo, muito mais do que ele imagina, mas is

ero, longo e exigente que não me deixa nem respirar normalmente, n

te; nem é preciso dizer que sou sempre o perdedor quan

fazer entender que me tem exatamente onde quer, para seguir um caminho

cia. Seu desejo de me possuir é óbvio, sua respiração está acelerada e sua mascul

uspira de ódio por mim. -O quanto eu quero faze

rosnado rouco surge do fundo de sua garganta, enquanto eu começo a soluçar, incapaz de s

ntre soluços sufocad

ouve. Ele permanece dentro de mim, mas não se move,

ndo com eles as lágrimas que caem sem controle. -Você é minha,

me tornar sua esposa, adorando cada parte de seu ser e agora

nte, com a diferença de que agora é suave. Seus movimentos

mpla. Não raciocino mais, simplesmente me deixo levar pelos milhares de sensações que

que não consigo controlar. Meu corpo obedece

eclaração de amor tão importante,

ixa sem batimentos cardíacos por vários segundos, um tremor que

le repete em alto. -Você é mi

da le

.)(

u torpor. -Acho que há más notícias, por

banheiro e tiro a roupa, depois entro na água quente do chuveiro para li

te» penso comigo mesmo. «Nunca consegui

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Eu, a Curvilínea!
Eu, a Curvilínea!
“"Alguma vez te disseram o quão repugnante você é?" Essa foi a frase que acabou com a pouca autoestima que me restava, que não era muita, levando em conta tudo pelo que havia passado desde criança; mas naquele momento, ela me derrubou completamente. Não é que eu a tivesse escutado pela primeira vez, na verdade, era bastante frequente onde quer que eu fosse ou com quem eu encontrasse, mas aquele dia acabou sendo um dos piores da minha vida, quando aquela cruel expressão saiu da boca da única pessoa que nunca me menosprezou. Parece que não foi suficiente para destruir minha vida e ela preferiu ter certeza, fazendo isso na frente de todos, na minha festa de aniversário de dezoito anos. Poderia haver algo mais vergonhoso do que isso? Bem, sim... As risadas e zombarias que se seguiram àquela triste e devastadora cena preencheram o espaço, tornando impossível respirar. Eu podia ver seus rostos cheios de desdém e satisfação pelo que havia acontecido, como se o maravilhoso plano tivesse sido um completo sucesso. Eu segurei firmemente meu vestido floral, o qual minha avó tinha comprado especialmente para essa ocasião. Dei alguns passos para trás, tentando me salvar da crueldade que irradiavam, mas tudo foi em vão quando minhas costas tocaram a parede daquele salão. Foi então que soube que era impossível escapar. Tudo o que aconteceu depois ainda me atormenta em minhas noites de sonhos, ou de insônia, conforme o caso. E sei que deveria me sentir melhor após dez anos, mas não é assim. Hoje, aos vinte e oito anos, continuo carregando dentro de mim aquela jovem insegura e desajeitada que todos zombavam, com a diferença de que agora consigo distinguir as pessoas que realmente me amam. Pelo menos era o que eu pensava, até nos encontrarmos novamente e tudo se repetir.”