“Aos 18 anos, Clementine de Barros foi dada em casamento ao Visconde de Lohan, Antônio Siqueira, tendo o visto apenas uma vez, na noite anterior ao casamento. Ela já sabia desse destino, vindo de uma família de nobres, o casamento arranjado era comum. Ela só não se imaginava dois anos depois viúva. O marido havia saído em uma viagem e contraído uma doença gravíssima, não podendo nem voltar pra casa. Envolta em preto, aos 20 anos, Clementine se vê frustrada. O casamento não tinha sido de todo ruim, mas passar por outro casamento arranjado não estava em seus planos. A espera do parente mais próximo de Antônio, um tal de Lorde Guimarães, que vinha da Inglaterra para tomar posse das propriedades do primo, do qual Clemetine era uma delas, ela não estava disposta a ser apenas mais uma jogada nas mãos de um desconhecido. Do qual ela jurou fazer da vida um inferno. Em uma tarde chuvosa decide cavalgar, para arejar a cabeça, acaba tombando com um rapaz na estrada, e uma amizade surge dali. Ele não sabe quem ela é. Não pergunta sobre o preto que ela usa, não julga seus pensamentos egoístas, sua vontade de ser livre. Dia após dia a amizade acaba se tornando algo mais. Até que ela descobre que ele era o primo que ela tinha jurado odiar.”