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O Amor Que a Morte Não Apagou

Capítulo 1 

Palavras: 1064    |    Lançado em: 03/07/2025

avra um prego no meu caixão. Tumor cerebral, estágio terminal. O méd

Leonel Contreras, o arquiteto prodígio, regressava a Portugal depois de anos

o-irmão. O homem que eu amav

mais próximo. Se só me restavam três meses, não os ia passar nu

clínica de repouso em Cascais, onde

para mim, a falar ao telemóvel. A sua silhueta alta

tou a tratar de um assu

no momento em que me viu. Aquele rosto que eu c

lie

meu nome, sem qualquer em

, ir

ra o provocar. Vi um brilho de

tás a faz

i, referindo-me à mãe dele. "So

. "E como é que soubeste? Apaguei o teu número há muito tempo.

eta, sem rodeios. Doeu,

inhas fonte

rada da clínica. Ele não me impediu, mas seguiu

a, a olhar para o nada. O seu olhar estava vazio. O caso da minha mãe

ado dela e pegue

Sou eu, a Julie

os azulejos que pintava, qualquer coisa para preencher o silêncio. Fazia isto sempr

do-me para cima. Era Leonel. A sua cara estava a ce

erto dela. Fica lo

um rosnado bai

Para te casares?" perguntei, a

te diz r

seu olhar. "Eu não vim aqui pela tua mãe

afrouxou o aperto no meu braço. Por um momento, vi

O fumo envolveu-nos. Por puro reflexo, um hábito an

eu não gost

o cigarro, e depois para mim. A

nunca mudam, n

o apagar no cinzeiro. Depois, virou-me as costas e foi-se embo

, de gente. Precisava de esquecer a dor que me consumia. O Fado que sa

r no ar. Pedi uma ginjinha e virei-a de um só tr

te, meu

tanto com um Leonel mais novo, mais inocente. Era por isso que o tinha ajudado, para tentar preencher o vazio qu

queres,

quase a ganhar o grande prémio. Dep

ram gananciosos. Ele era um parasita. E e

go. Não há m

sobre a cabeça dele. O líquido escuro escorreu-lhe pelo cabel

disse eu, a minha v

ros da carteira e atirei-a par

a lava

ista. Dizem que ela é louca por homens que se parecem com o

pensassem o que quisessem. A min

meu rosto. Olhei para cima, para as var

on

te. Sofia. A noiva dele. Ele disse algo ao ouvido dela, e ambos riram. A sua expressão era de puro desprezo enquanto olh

atamente disto q

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O Amor Que a Morte Não Apagou
O Amor Que a Morte Não Apagou
“Eu segurava o relatório médico, cada palavra um prego no meu caixão. Um tumor cerebral terminal. Três meses, na melhor das hipóteses. Nesse mesmo dia, o jornal anunciava o noivado de Leonel Contreras com Sofia. Ele, o meu ex-namorado. O meu meio-irmão. O homem que eu amava mais que a própria vida. Amassei o papel. Se a morte se aproximava, eu não a passaria num hospital. Iria lutar para ter de volta o que era meu. Eu sabia que ele me desprezava, que me via como uma manipuladora, a filha da mulher que destruiu a sua família. O ódio nos seus olhos era um espelho do meu próprio desespero. Mas a verdade era que eu estava a morrer. E ele, o único que eu queria ao meu lado, escolheu humilhar-me, rejeitar-me, e expor a minha intimidade para o país inteiro. Um dia, ele atendeu o telefone e ouviu a marcha nupcial. Eu estava a morrer, esfaqueada num armazém escuro, e ele estava no altar. Mas o destino tinha outros planos. O monitor cardíaco na igreja parou, e a minha morte revelou uma trama de mentiras e traições. Anos mais tarde, numa nova cidade, com um novo nome, senti um inexplicável regresso a casa ao entrar numa sala de reuniões. E à cabeceira da mesa, estava ele, com os mesmos olhos.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 2325 Capítulo 2426 Capítulo 2527 Capítulo 2628 Capítulo 2729 Capítulo 28