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O Brilho da Traição

Capítulo 4 

Palavras: 1138    |    Lançado em: 03/07/2025

nciosamente, para que Lucas não ouvisse. Eram lágrimas de luto. Luto pela vida que eu pensei que teria, pelo homem que eu pensei que amava, pela

celular, o aparelho que tinha se tornado uma arma contra mim. Com os dedos

dele. A legenda dizia: "Noites que valem a pena." A localização estava marcada: La Mar. O restaurante do "jantar de trabalho". A foto era a prova visual da mentira dele. Rolei para baixo. Havia outras.

ara mim no dia anterior. "Vi na padaria e lembrei de você," ele disse. Eu costumava adorar aquele pudim. Peguei uma colher e comi uma porção. O sabor estava diferente. Doce demais, enjoativ

a que o apoiou, da médica bem-sucedida que validava seu status. Ele me trazia o pudim que eu gostava há dois anos, sem perceber que meus gostos tinham mudado. Ele

s momentos, das risadas, dos sonhos. Mas cada boa lembrança agora estava manchada pela mentira. O perdão parecia impossível. A confiança, uma ve

ibrou novamen

ua falta aqui. Espero que vo

zes ele enviou essa mesma mensagem para ela? Talvez até o me

dvogada de divórcio da cidade. "Preciso de uma consulta urgente. Assunto: divórcio litigioso." Anexei

giu, tão forte que me deixou sem ar. Não era apenas pelo fim

l: uma cirurgia corretiva com baixa chance de sucesso ou uma histerectomia para evitar complicações futuras. Depois de semanas de angústia, eu conversei com Lucas. Falei da nossa von

ara o próximo mês. Mas agora... agora tudo parecia uma piada cruel. O sonho da família, o apoio dele... tudo mentira. Para qu

rectomia. Foi a decisão mais difícil da minha vida. Eu estava desistindo da chance, por menor que fosse, de gerar u

amento entreaberta. Um mau pressentimento tomou conta de mim. Entrei devagar. Havia sapatos femininos pe

m de risadas vindo do nosso quarto. A port

, enquanto Lucas passava loção nos pés dela, rindo de algo que ela dizia. Eles estavam tão à vontade, tão

ransformou em um zumbido agudo nos meus ouvidos. Não senti raiva. Não sen

. Fechei a porta atrás de mim. Do lado de fora, no corredor, finalmente

aquela sujeira. A decisão que eu tinha tomado mais cedo, a da cirurgia, agora se conectava

ar e liguei pa

a daquela vaga de chefia no nosso hospital filial em outra cidade,

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O Brilho da Traição
O Brilho da Traição
“O ar frio do hospital sempre me pareceu familiar, quase um abraço gélido em meio à rotina exaustiva de médica, e Lucas, meu noivo, era o sol na minha vida. Éramos o casal perfeito: anos de cumplicidade, sonhos de casa com jardim e filhos, tudo parecia se encaixar. Naquela manhã, meu pingente de presente dele brilhava no meu pescoço, simbolizando a segurança que ele me dava. De repente, a voz adocicada de Sofia, uma estudante de artes ousada e que eu conhecia vagamente de eventos sociais, cortou o silêncio. Ela se inclinou sobre minha mesa, o perfume forte enchendo o ar. "Aquele seu colar... é lindo. Foi o Lucas que te deu?" , sussurrou ela, com uma intimidade que me arrepiou. Meu desconforto aumentou quando ela, sem cerimônia, revelou detalhes do "jantar de trabalho" de Lucas com ela, no La Mar, e exibiu uma pulseira idêntica à minha, presenteada por ele, dizendo que era a "estrela guia" dele. A raiva me subiu à garganta. No meu ambiente de trabalho, diante dos meus colegas, ela esfregava a traição na minha cara, com uma arrogância que me nauseava. "As coisas estavam muito tensas em casa", as palavras dela ecoavam, machucando mais que um tapa. Lucas mentiu. Meu noivo, meu porto seguro, me traía. A vida que eu construíra desmoronava sob meus pés, e eu, a médica capaz de lidar com qualquer emergência, me sentia impotente diante da dor da traição. Como ele pôde? Como o homem que me abraçou e consolou, o pai dos meus futuros filhos, podia ser a fonte de tanta dor? A ironia era sufocante. Eu tinha investido minhas economias, meu tempo, minha própria capacidade de ser mãe por ele. A felicidade que eu pensava ter alcançado era uma farsa cruel. Naquele instante, quando vi o celular dele vibrar com o nome "Sofia" , e ele gaguejar uma desculpa esfarrapada, a dor se transformou em uma calma fria e cortante. Não era hora de chorar. Era hora de agir. Meu cérebro, treinado para resolver problemas sob pressão, entrou em modo de ataque. Eu não ia ser vítima. Eu ia lutar.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10