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Câmeras Ocultas: O Palco da Traição

Capítulo 1 

Palavras: 891    |    Lançado em: 04/07/2025

antes ágeis sobre os tecidos e croquis, agora tremiam levemente. Ela deixou cair o lápis no chão, e o som seco ecoou no silêncio da casa. Ao se inclinar na ca

uilo ali. Com a ponta do lápis, ela cutu

canto superior da estante de livros. Havia dezenas, talvez centenas delas. Olhos eletrônicos espalhados por cada cômodo, cada canto, cada refúgio que ela considerava seu. A cas

nte. Ela respirou fundo, controlou o tremor em suas mãos e forçou uma expressão se

na garagem, ela agiu confo

azer minha caminhada di

dos os dias. Ele a beijou na testa, um

or. Tenha cuida

re deixava destravada, e se escondeu no grande closet do quarto principal. Havia uma pequena fresta na porta, e de lá, ela podia ver o monitor pri

sociais. Jovem, bonita, com um sorriso que não alcançava os olhos. Pedro a recebeu com um beijo que não era de mar

os de Pedro explorando o corpo de Luana com uma urgência que ele não demonstrava com ela há anos. Cada toq

Pedro, clara e nítida at

ofia volta da caminhad

sdenhoso que fez o s

jada? Ela não serve para nada, Pedro. Po

perando a resposta de Pedro. E

u séria, quase severa. "Sofia é meu maior a

ía em sua própria casa, com uma mulher que a desprezava, e ainda ousava falar de amor. Ele não

barriga, um gesto que Sofi

er o único herdeiro, o dono de tudo isso. Não

nter Sofia, a esposa troféu, paralisada e dependente, enquanto Luana gerava o herdeiro que assumiria tudo

senhou, Sofia sentiu algo mudar dentro de si. A dor não desapareceu, mas se transf

rmigamento nas pernas, a força retornando aos poucos. Ela escondia isso

anterior. Uma oferta de emprego de uma prestigiada casa de moda em Paris. Uma op

ma precisão que a surpreend

ace

mais ser a vítima na história de Ped

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Câmeras Ocultas: O Palco da Traição
Câmeras Ocultas: O Palco da Traição
“Meus dedos, antes ágeis sobre tecidos e croquis, agora tremiam levemente. Deixei o lápis cair no chão e, ao me inclinar, vi o que não deveria: um ponto preto minúsculo, quase imperceptível. Uma câmera. Meu coração disparou; dezenas, talvez centenas delas, espalhadas por cada canto da casa que eu considerava meu refúgio. A casa não era mais um lar, mas um palco de vigilância, e minha privacidade, minha vida, tudo estava sendo observado. Em vez de gritar e confrontar Pedro, meu marido, respirei fundo, controlando o tremor nas mãos, e forcei uma expressão serena. Quando ele chegou, agi conforme o plano: "Pedro, querido, vou fazer minha caminhada diária. O dia está lindo." Com um beijo na testa que agora parecia zombaria, ele me observou sair. Mas eu não fui longe; voltei pela porta dos fundos e me escondi no closet, de onde via o monitor de segurança no escritório de Pedro. Pouco depois, Luana entrou, e Pedro a recebeu com um beijo de amante. No monitor, assisti à cena que quebrou o que restava do meu coração: eles se beijando, as mãos dele explorando o corpo dela com uma urgência que ele não demonstrava comigo há anos. Então, ouvi a voz de Pedro, clara e nítida: "Termine logo, pois Sofia volta da caminhada em trinta minutos." Luana riu, um som desdenhoso: "Você ainda se preocupa com aquela aleijada? Ela não serve para nada, Pedro. Por que você não se livra dela de uma vez?" Prendi a respiração, esperando que ele me defendesse. "Não fale assim dela," a voz de Pedro ficou séria. "Sofia é meu maior amor e meu limite. Tudo que faço é por ela." A hipocrisia naquelas palavras era tão densa que quase engasguei. Luana colocou a mão sobre a barriga. "Nosso filho merece mais, Pedro. Ele merece ser o único herdeiro, o dono de tudo isso. Não o filho de uma mulher que nem consegue andar." Filho. Luana estava grávida. A paralisia, que os médicos não conseguiam explicar, agora fazia um sentido terrível: ele me queria dependente, paralisada, para o filho da amante herdar tudo. Mas a dor se transformou em uma raiva fria e cortante, uma determinação de aço. Eu já estava me recuperando; secretamente, sentia o formigamento nas pernas, a força retornando. Peguei meu celular e digitei a resposta para a oferta de emprego em Paris, que quase recusei por causa dele. "Eu aceito."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10