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Adeus, Velho Sofrimento

Capítulo 1 

Palavras: 883    |    Lançado em: 04/07/2025

e João, Maria foi ao cemit

de lírios brancos, as

nto que soprava entre as lápides era

ia de cor, passando por túmulos de famílias que

ulo não e

nome "João Alves" deveria estar, agora

a, o coração bate

o que talvez tives

a árvore de ipê ao lado, as flo

e João tin

funcionário do cemitério, a confusão

o varrendo folhas s

arido... sumiu. João Alves. Era

u com pena, co

A família pediu pra m

mília era ela e o filho deles, P

r para onde?

taram os corpos, sabe? Agora el

ou

mais denso, mais

u as pernas

stado de torpor, os lírios e

televisão. Ele tinha vinte e dois

está o túmulo

saiu trêmul

tamente tenso. Ele sabia exatam

A gente preci

saber por que você moveu o corp

o, parecendo um hom

xou uma carta. A Ana faleceu há seis meses, e

n

ferm

João teve um cas

ma vida inteir

sto fazer isso?

de Maria era

.. ele disse na carta que se sentiu forçado a casar

avra era

obri

oda a vida que cons

ou no cemitério agora escor

ia vazia, u

, as cores se misturando, a voz de P

desejando que tudo

ma escurid

lhos novamente, ela não

de hospital, a luz fluorescen

iar latejava

ou para

ovem, suas mãos não tin

cia aquel

ia aqu

ofreu um aborto espont

aquele dia com um

uma hora, o rosto impaciente, olha

telefone

tava com uma cr

o está bem. Você fica bem, né?

ozinha na cama do hospital, sangran

ou para conso

chorou. Ela implo

agor

ão entrou, o mesmo rosto preocu

você está s

que a humilhou por uma vida int

velação de seu filho

eria lágrimas. Não

calma gélida to

uma segu

reconqu

se libe

esculpas esfarrapadas sobre precisa

a palavra. Apena

echou, ela pegou o tel

ara amigas

para a r

passagem, só de ida, para o Rio de Ja

ando. E desta vez, ela não

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Adeus, Velho Sofrimento
Adeus, Velho Sofrimento
“Quatro anos após a morte de João, fui ao cemitério, como fazia todo ano. Mas a lápide com o nome do meu marido simplesmente tinha sumido. Um coveiro, com um olhar de pena, revelou: "A família pediu pra mover. Ele tá enterrado com a outra lá." A outra. Ana, a enfermeira com quem ele teve um caso por trinta anos. Meu filho, Pedro, que eu pensava me apoiar, confirmou: "O pai amava a Ana. Ele disse na carta que se sentiu forçado a casar com você. Que o verdadeiro amor da vida dele era ela." Trinta anos de casamento, uma farsa. Eu era uma obrigação, não uma esposa. A dor foi tão avassaladora que perdi a consciência. Quando abri os olhos, a dor familiar no meu ventre e o quarto do hospital me disseram que eu estava vinte anos no passado. Era o dia do meu aborto espontâneo, o dia em que João me abandonou, sangrando e despedaçada, para consolar a amante. Desta vez, quando João veio com sua falsa preocupação, não houve lágrimas. Não haveria súplicas. Eu tinha uma segunda chance. Não para reconquistá-lo, mas para me libertar dele. Peguei o telefone, não para reclamar, mas para comprar uma passagem de ida para o Rio de Janeiro. Eu recusei o presente dele, rejeitei sua chantagem sobre o prêmio de "trabalhadora exemplar" para Ana, e encarei a verdade sobre a minha vida. João, para me destruir, usou minha maior vergonha, o segredo da minha infância brutalmente exposto. Mas ele não me quebrou. Levantei a cabeça, olhei para todos na sala e disse: "Eu me demito. E a partir deste momento, eu renuncio a qualquer laço, qualquer conexão, com João Alves. Para mim, ele não existe mais." Eu estava livre.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10