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Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída

Capítulo 1 

Palavras: 860    |    Lançado em: 08/07/2025

a batida descompassada do meu próprio coração. Eu segurava a taça de vinho com os dedos um pouco trêmulos, ob

ltima joia que meu pai, o mestre joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer. Ele o fez para mim, cada pedra poli

rescimento da empresa, e então sorriu, um sorriso que um d

ecial esta noite," ele anunciou, sua voz ressoando pelo salão. "Um prêmio

. A jovem estagiária que o seguia como uma sombra, cujos olhos brilh

r favor, su

la usava um vestido vermelho que era um pouco ousado demais par

teceu. Algo que congelou

que ele deveria usar. Era uma caixa que eu não reconhecia. Mas

lar. O colar

ou? Estava no meu cofre. E

no pescoço de Camila, bem ali, na frente de todos, na frente de mim.

i, a cadeira arrastando ruidosamente no chão. O s

de. Camila estava lá, exibindo o colar, tocando as esmeraldas com

lsamente doce. "Olha o que o

. Olhei para Lucas, buscando uma explica

voz saiu como um sussurro rou

indiferença que doe

o o suficiente para que as pessoas mais próximas ouvissem. "Não

elho. As últimas palavras do meu pai transformada

um som agu

um tom de falsa pena. "Não f

o, ela arrancou o colar do pescoço.

" eu

Ela o jogou no chão

se formou de repente. Pequenos fragmentos verdes se espal

boca com a mão. "Que pena, Sofia

tremiam enquanto eu tentava juntar os cacos. Cada fragmento que eu tocava parecia qu

ez disso, ele passou o braço pelos ombr

ara ela, mas cada palavra era uma facada para mim.

fastar com ela, sem sequer ol

fusos dos convidados, algo dentro de mim mudou. A dor, a tristeza, a hu

ntindo as bordas afiadas cortarem minha palma.

tei meu

os projetos de design que eu cedi

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Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída
Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída
“A música alta da festa da empresa zumbia em meus ouvidos, enquanto eu observava meu marido, Lucas, o CEO carismático que todos admiravam. Naquela noite, eu usava o colar de esmeraldas que meu pai, o joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer, um tesouro que guardava sua alma. Então, Lucas anunciou um prêmio especial para uma estagiária, Camila, a mesma que o seguia como uma sombra e cujos olhos brilhavam de forma não profissional perto dele. Meu estômago gelou quando ele tirou uma caixa de veludo, e de dentro dela, meu colar; o colar do meu pai, que estava no meu cofre. Com uma naturalidade assustadora, Lucas colocou meu colar no pescoço de Camila, ali, na frente de todos, na minha frente. Minha voz saiu num sussurro rouco: "Lucas, o que você fez? Esse é o colar do meu pai." Ele me olhou com uma indiferença que doeu mais que um tapa: "É só um colar velho, Sofia, quanto pode valer?" A humilhação me atingiu como uma onda quando Camila, com um sorriso triunfante, arrancou o colar e o jogou no chão de mármore. O som das esmeraldas se estilhaçando ecoou no silêncio, e pequenos fragmentos verdes se espalharam, brilhando tragicamente sob as luzes. Eu caí de joelhos, tentando juntar os cacos, sentindo meu pai ali, sua memória sendo profanada. Lucas passou o braço pelos ombros de Camila, dizendo: "Coisas de gente morta dão azar." Naquela noite, Lucas não voltou para casa, nem atendeu minhas ligações, seu silêncio uma confissão de que ele me havia descartado. Meu corpo todo enrijeceu quando a melosa voz de Camila atendeu o telefone dele: "O Lucas está ocupado agora. Ele está no banho. Quer deixar recado?" Eu queria que ela pagasse pelo colar que destruiu, mas Lucas virou a culpa para mim, dizendo que ela ficou nervosa porque eu a humilhei. Ele me acusou de ser dramática e fria, disse que "superou" a morte do pai dele, e me chamou de louca quando a farsa de choro de Camila começou. Eu sentia uma raiva fria e cortante, uma força que eu não sabia que tinha, enquanto ele prometia um anel de safira mais caro à Camila. Mas Lucas não parou por aí: ele me sequestrou, me drogou e me forçou a doar sangue para Camila, que ele falsamente alegava ter uma condição rara. Minha dor e humilhação se transformaram em uma determinação fria. A pior traição não era apenas o caso, ou a violência, mas ele ter roubado meu projeto mais pessoal para dar a ela. Naquele momento, algo terrivelmente calmo se instalou, a calma antes da tempestade. Eu não seria mais a vítima.”
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