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A Garota Que Ele Chamou de Ensaio

Capítulo 4 

Palavras: 1622    |    Lançado em: 08/12/2025

Vista d

no lugar, a umidade das lágrimas ainda grudada nas minhas bochechas. Meu celular estava onde tinha caído, despercebido até que uma no

foi a legenda que girou a faca. "Primeiro café da manhã em Paris com meu incrível Félix! Tão feliz que ele organizou essa es

dele no ano passado, porque ele mencionou querer aprender a fazer "café de verdade". E a "escapadinha", que era obviamente uma mentira, já que ele ti

eldade sem esforço disso, roubou meu fôlego. Apertei os olhos com força, uma nova onda de lágrimas embaçando a tela. Fechei o celular, o pequen

r. Os olhos dela, geralmente calorosos, se arregalaram levemente ao ver o suco derramado e meu rosto manchado de lágrimas. Ela não disse

utra coisa que ele possa ter deixado aqui? - Meu olhar varreu a cozinha, de repente vendo todos os pequenos sinais d

, querida. Considere feito. - O olhar dela permaneceu em mim por mais um

roupão ridiculamente felpudo, uma coleção de livros de arquitetura de primeira edição que ele comprou para o meu aniversário. Cada item guardava uma memória, um sussurro

to. Nem uma vez. A Kiara de antigamente estaria frenética, teria se convencido de que a culpa era dela, teria encontrado uma maneira de transpor o silêncio,

ormas de mídia social. Até mudei o código de acesso da casa de hóspedes, um gesto simbólico de rei

deixaram eu pegar o jatinho particular deles para nossa vila na

re mim e o fantasma de Félix, era inebriante

r a matrícula no Rio. Mas eles também viram o olhar assombrado nos meus olhos, a devastação silenciosa que eu tentava esconde

a voz firme. - Vou voar direto da Toscana para São Paulo, para a US

o de seu jardim de rosas. Ela olhou para cima, o sorriso caloroso. - Kiara, querida! Que surpresa! Félix me d

isão conjunta, não uma fuga desesperada. Ele teceu uma narrativa onde eu ainda era dele, ainda indo para a universidade dele. Foi uma pílula amar

minhávamos em direção ao portão, um flash repentino de movimento chamou minha atenção. Minha respiração f

ando na curva das costas dela. Ela fazia biquinho, depois sorria, depois dava um tapa brinca

nte capaz, Kiara. Independência, certo?" Ele chamava isso de fomentar minha independência. Agora eu via o que realmente era: falta de cuidado, um desrespeito flagrante.

ova final e inegável. Ele não era apenas desdenhoso; ele era indiferent

olhos dela seguiram meu olhar, e ela endureceu, o maxilar

absorto. Ele checava o celular a cada poucos segundos, a testa franzida, depois voltava para Bella com um sorriso forçado. Ele parec

uma onda frágil. Assim que eu estava prestes a embarcar, meu celular tocou. Um número bloq

voz tens

stá atendendo minhas ligações? Por que me bloqueou? - A voz dele ficou mais alta, carregada co

o. - Estou indo viajar, Félix - disse, a voz delibera

vida juntos, Kiara! Não me diga que vai fugir com algum... algum cara aleatório da sua turma de arquitetura. Não pense nem por um segundo que

marga. - Meus planos são meus, Félix - declarei, encontrando uma

ia! Agora! Vou ficar fora por alguns dias para o negócio R

ha mão, ainda tremendo, pairou sobre a tela. Ent

mão, o rosto uma máscara de descrença furiosa. Nossos olhos se encontraram através do terminal. Os

gando minha mão e me puxando em direção ao

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A Garota Que Ele Chamou de Ensaio
A Garota Que Ele Chamou de Ensaio
“Recusei uma bolsa integral na USP para seguir meu namorado de dez anos até o Rio de Janeiro. Achei que meu sacrifício fosse a prova suprema de amor, até ouvi-lo rindo com o melhor amigo na cozinha. Ele falava em francês, confiante de que sua namorada "básica" e "simplória" não entenderia uma única palavra. - *Elle était juste une pratique*, - ele zombou, a voz pingando desdém. - Ela foi só um treino. Uma sessão de aquecimento. Só isso. Meu sangue gelou nas veias. Ele continuou, explicando que eu não passava de um "estepe", uma garantia segura para manter a cama quente enquanto ele perseguia seu verdadeiro alvo: uma modelo famosa chamada Bella. Ele afirmou que eu era patética, leal como um cão, e que jamais o deixaria. A ironia? Eu passei anos estudando francês em segredo para impressionar a avó dele. Eu entendi cada insulto. Cada sílaba de desprezo. Não o confrontei. Não fiz um escândalo. Simplesmente caminhei até o quarto, cancelei minha matrícula na universidade do Rio e aceitei a oferta da USP. Quando ele percebeu que seu "estepe" havia sumido, eu já estava em outro estado, e ele estava bloqueado em tudo.”
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