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Ensurdecido pelas Suas Palavras Odiáveis

Capítulo 3 

Palavras: 1563    |    Lançado em: 15/12/2025

Vista d

ez que a chamei de lar, desde a última vez que vivi sob o teto meticulosamente curado de minha mãe. O ar, fresco com a promessa do

minha infância. Ele simplesmente acenou, pegou minha única mala e me levou ao Bentley que esperava. Se

ecia menos uma jaula e mais uma fortaleza. Ao entrar, o cheiro familiar de lírios caros e madeira polida encheu meus sentidos. Min

ele aço subjacente. Ela não me abraçou, mas seus olhos, geralmente tão guardados, cont

femismo quase ri

e de chá Earl Grey já estava sendo preparado.

eu falava, sua expressão endureceu, uma máscara familiar de desaprovação aristocrática se instalan

nca vendo verdadeiramente os sacrifícios feitos por eles." Ela fez uma pausa, seu olhar direto, inabalável. "Eu também te avisei para

epente com um gosto amargo. E

o um pensamento posterior. "Bem a tempo de ouvi-lo me c

cruel reviravolta do destino. Mas é um presente, Adell. Uma chance de ouvir de verdade, não apenas o mu

"Eu vou. Chega de ilusões românticas. Eu quero es

ocando seus lábios. "Bom. Javie

ieto e inteligente da faculdade, sempre sério, sempre gentil. Ele me admirav

ranha mistura de apreensão e curi

muito respeitado. Construiu sua própria clínica. Sem drama, sem escândalos. Apenas competên

esses anos? O pensamento foi

inha mãe gesticulou para ele. "Enquanto você estava... fora, os problemas de

em Silêncio", "Fãs Exigem Respostas". A seção de comentários, antes cheia de adoração, agora fervia de raiva. Minha his

sa reação pública, é uma faca de dois gumes. Vai destruí-lo, mas também garantirá que você n

. Mas também não queria que ele escapasse das consequências de suas ações. Finalmente entendi a aborda

o minhas têmporas. O peso do mundo, de t

tá pronto. E Adell... bem-vinda de volta." Suas

o caos pulsante da balada. Era um silêncio curativo, um silêncio que prometia paz, não negligência. E

a alma maltratada. Eu sabia que este caminho não seria fácil, mas parecia certo

parecia convidativa. Afundei nela, puxando um cobertor macio ao meu redor. Os últimos vestígios de lágrimas finalmente secaram. M

nte com a vida que eu acabara de deixar. E pela primeira vez, senti um lampejo de esperança q

rtante. Chega de celebrações encenadas. Chega de traições ocultas. Apenas a rec

as no fogo de sua traição. E eu, Adell Salles, estav

Vista de

has ligações não foram atendidas. Minhas mensagens, não lidas. Meu empresário ainda estava no meu pé, exigindo que eu "consertasse ess

legre, tentando me distrair. "Emi, amor, vamos sair! Todo mundo está falando de nós, deveríamos dar um show par

omo uma lixa para meus nervos em carne viva. Eu não suportava o jeito que ela me olhava, como se eu fosse um prêmio que ela

onte constante de agonia. Artigos de notícias e postagens em redes sociais narravam minha queda. "Emiliano Rocha: De Astro do Rock a Destroços", "O

arecia pesado, sem vida. Cada acorde que eu tocava soava oco, zombeteiro. Adell tinha sido minha musa, minha in

renética com um único olhar. Sua lealdade, sua crença inabalável em mim, foram a base do

como eu poderia conquistá-lo? Eu a chamei de fardo. Eu praticamente assinei meu amor para fora da existência

u. Eu precisava encontrá-la. Eu tinha que. Mesmo que significasse rastejar de

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Ensurdecido pelas Suas Palavras Odiáveis
Ensurdecido pelas Suas Palavras Odiáveis
“Por oito anos, eu abri mão da fortuna da minha família e da minha audição para ajudar meu namorado, Emiliano Rocha, a se tornar um astro do rock. Eu era sua musa, seu anjo da guarda, a sócia silenciosa em seu sucesso. Então, um milagre aconteceu: minha audição voltou. Bem a tempo de pegá-lo com uma universitária e ouvi-lo me chamar de "fardo" e "caso de caridade". A traição não parou por aí. Quando a nova garota dele bateu o Opala antigo que meu falecido pai me deu, eu a confrontei na delegacia. Emiliano correu para lá, não para me defender, mas para protegê-la. Ele me empurrou com tanta força que eu caí no chão, e o mundo ficou em silêncio novamente. Minha audição se foi, pela segunda vez, por causa dele. "Você é surda?", ele gritou para mim, furioso por eu não simplesmente perdoá-lo. "Eu te dei tudo! Era exaustivo, sufocante!" Eu olhei para o homem por quem sacrifiquei tudo, o homem que tinha acabado de me destruir mais uma vez. Ele não fazia ideia de que eu tinha ouvido cada uma de suas palavras odiosas. "Não, Emiliano", eu disse, minha voz clara e firme. "A pergunta é: você é surdo? Ou você é só um covarde?"”
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