Irmãos Jones
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aminho, quando se dão conta do peso real do que fazem. Quando entendem que, de fato, estão segu
eu nome já é quase um sinônimo d
guém mais quer fazer. Mas porque o meu sobrenome está cravado nessas p
-se uma lenda no mundo da saúde privada. E agora, c
ma? Eu n
te do conselho administrativo, liderando contratos milion
de uma mesa de vidro, observando os outros
tro da sala de cirur
a voz baixa, firme e sem desv
ousou na minha
ntre meus dedos como se fosslado. As mãos dos residentes sempre tremem quando operam co
o, o coração parado, ligado à má
ricamente expostas sob o fei
elicado, mais um procedimento
eio parar na minha me
ar. Minhas mãos costuravam as artérias com movime
a morte, quatro horas depois, terminei a última sut
em, po
mo sempre, mal prestei atenção nos rostos, não costumo fazer isso. Não crio laços. Não tenho temp
o olhar calculista de sempre. Ele se colocou
aquele tom que não dei
cabelo, tentando c
o. Acabei de sa
ersar - a voz dele soou firme, impaci
ada. Só não quero o q
braços, o ro
ir o hospital, Olive
go e me escorei na pa
esa. Eu salvo vidas, pai. Não qu
om os olhos duro
o em que as suas mãos vão cansar. E quando esse dia ch
posente antes da hora? - O s
foram os mesmos: calculi
. E você é o único capaz de continuar
sei quem não quero ser, me afastei, sem dizer mais nada, o som dos me
tual pós-cirurgia é sempre o mesmo:
s, residentes comentando casos do dia, as
rar, perto da janela, sozinha, havia uma
ado, e um caderno aberto sobre a mesa. Ela mordia a tampa da can
, realçando a curva da mandíbula, a testa franzida
as não desviei, e provavelmente era do prim
uma segurança rara. Uma
ço esse ti
e nossos olhares se encontraram
é e me sentei no canto mais afastado da sal
instante, percebi exatam
e eu sequer sabia o
*
passou, mas minha c
icular do hospital, revisei laudos, dei um
rápida, com o comitê éti
, em cada intervalo, minha mente voltav
nte do primeiro ano. Vinte
jeito como mordia a tampa da caneta, os olhos
la sabia exatamente o que est
safiado em silêncio. Saí do h
cio de outono. As ruas iluminadas, o movimento de táxis,
o corpo cansado, mas a cabeç
venue. Duas coberturas por andar, um silêncio que con
s chaves, e entrei no saguão já pensand
ntrei sozinho, mas, quando as portas começa
Segura,
raço e pressionei o botão de
ha direção, apressada, quase
tando a alça da mochila no ombro. Qua
do refeitório. Por um insta
hos dela encontraram os meus de novo, e, dessa vez, algo passou entre nós. Um tipo de energia que
m a porta do elevador, emb
talvez pela corrida, t
voz soou mais baixa do q
- respondi, s
painel, notei o número iluminado 18, o mesmo
rd
ave dela, algo fresco, limpo, que grudou na minha memória. Ela ajeitou a mochila nas costas, e eu percebi as mãos dela levemente trêmulas. Mas não era
tado, como quem sabe que aquilo é estranho, mas
que tive certeza: aquilo não era coincidência, era o