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Irmãos Jones

Irmãos Jones

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Capítulo 1 Doutor Gostoso - Oliver Jones

Palavras: 1512    |    Lançado em: 11/01/2026

aminho, quando se dão conta do peso real do que fazem. Quando entendem que, de fato, estão segu

eu nome já é quase um sinônimo d

guém mais quer fazer. Mas porque o meu sobrenome está cravado nessas p

-se uma lenda no mundo da saúde privada. E agora, c

ma? Eu n

te do conselho administrativo, liderando contratos milion

de uma mesa de vidro, observando os outros

tro da sala de cirur

a voz baixa, firme e sem desv

ousou na minha

ntre meus dedos como se foss

lado. As mãos dos residentes sempre tremem quando operam co

o, o coração parado, ligado à má

ricamente expostas sob o fei

elicado, mais um procedimento

eio parar na minha me

ar. Minhas mãos costuravam as artérias com movime

a morte, quatro horas depois, terminei a última sut

em, po

mo sempre, mal prestei atenção nos rostos, não costumo fazer isso. Não crio laços. Não tenho temp

o olhar calculista de sempre. Ele se colocou

aquele tom que não dei

cabelo, tentando c

o. Acabei de sa

ersar - a voz dele soou firme, impaci

ada. Só não quero o q

braços, o ro

ir o hospital, Olive

go e me escorei na pa

esa. Eu salvo vidas, pai. Não qu

om os olhos duro

o em que as suas mãos vão cansar. E quando esse dia ch

posente antes da hora? - O s

foram os mesmos: calculi

. E você é o único capaz de continuar

sei quem não quero ser, me afastei, sem dizer mais nada, o som dos me

tual pós-cirurgia é sempre o mesmo:

s, residentes comentando casos do dia, as

rar, perto da janela, sozinha, havia uma

ado, e um caderno aberto sobre a mesa. Ela mordia a tampa da can

, realçando a curva da mandíbula, a testa franzida

as não desviei, e provavelmente era do prim

uma segurança rara. Uma

ço esse ti

e nossos olhares se encontraram

é e me sentei no canto mais afastado da sal

instante, percebi exatam

e eu sequer sabia o

*

passou, mas minha c

icular do hospital, revisei laudos, dei um

rápida, com o comitê éti

, em cada intervalo, minha mente voltav

nte do primeiro ano. Vinte

jeito como mordia a tampa da caneta, os olhos

la sabia exatamente o que est

safiado em silêncio. Saí do h

cio de outono. As ruas iluminadas, o movimento de táxis,

o corpo cansado, mas a cabeç

venue. Duas coberturas por andar, um silêncio que con

s chaves, e entrei no saguão já pensand

ntrei sozinho, mas, quando as portas começa

Segura,

raço e pressionei o botão de

ha direção, apressada, quase

tando a alça da mochila no ombro. Qua

do refeitório. Por um insta

hos dela encontraram os meus de novo, e, dessa vez, algo passou entre nós. Um tipo de energia que

m a porta do elevador, emb

talvez pela corrida, t

voz soou mais baixa do q

- respondi, s

painel, notei o número iluminado 18, o mesmo

rd

ave dela, algo fresco, limpo, que grudou na minha memória. Ela ajeitou a mochila nas costas, e eu percebi as mãos dela levemente trêmulas. Mas não era

tado, como quem sabe que aquilo é estranho, mas

que tive certeza: aquilo não era coincidência, era o

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