Irmãos Jones
scamente, não me empurrou. Apenas recuou um passo, como se
urmurou, a voz baixa, carregada de ironia, os
omo se tivesse total consciência de que cada movimento seu
es - disse, como se est
sala. Apoiei as mãos na mesa, inclinando o corpo para frent
ntrole absoluto. Mas com ela... tudo é diferente. O controle se des
O cheiro dela ainda estava ali, impregnado na minha pele, na minha
ça, era vívido, pulsante, como
ade de senti-lo de
sso agora, antes que
omeçou no instante em que nossos ol
m
, mesmo sabendo que ele continu
dentro... o corpo inteiro ainda vibrav
va alto demais. A respiração, descompassada, me denunciava, e
olhear uma ficha qualquer. Mas, na verdade, eu só queria me recomp
não era s
há muito mais tempo do que conhecia. Como se pudess
dei
se isso pudesse apagar a
mal tenha dado aulas até agora, por causa das cirurgias e transplan
e mora no apar
se enxergasse coisas qu
ia ter cruzado aquela
aria e segui para a próxima ala, mantendo
oi um erro. Talvez até quisesse que
simplesmente se afasta
*
passos ecoava baixo, acompanhado pelo farfalhar suave das folhas do prontuário que eu segurava. Eu tentava manter a atenção n
ra que tudo caísse por te
vantei os olhos e encontrei o que v
aberto sobre a camisa escura, postura imponente, olhar fixo, um olhar que não era só profissio
am o prontuário com força, como se aquele
encontramos, minha v
ravado em mim, e aquela troca silencios
cisar de foco máximo - disse, c
o simples, formal... mas a verdade é que a proximidade dele me deixava vu
me atingia, era como se
everia simplesmente deixá-lo passar, mas, antes de entrar, ele s
om a voz baixa, quase um sus
ondeu antes que minha mente processasse: um arrepio
qualquer coisa, ele desap
no corredor, sentindo o im
certo, não
, é que eu não sabia s
a C
uela noite, o hospital parecia o mes
lantes urgentes e a agenda sobrecarregada, e de fato eu sabia que ele passav
m competência, mas sem aquela intensidade silenciosa que Oliver c
nt
agia de um jeito estranho, quase incontrolável. Era como s
s de sonhar que ele me empurrava contra a parede, m
sses sonhos estavam fica
ali, sozinha na cama, sentindo o coração disparar e
tentava me pro
em uma sala de prontuários, outras desviava por alas menos mov
e olhar atento demais. Não demorou para ele começar a puxar conversa comigo. Primeiro sobre casos do hos
veio o
se na hora da troca de plantão, quando
depois do plantão? - disse e
astou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. O toque foi rápido, mas suficiente para me dei
e momento que senti a
nte e vi Oliver Jones parado no fim do
irmes, o silêncio dele pesando mais do que qualquer
o outro residente e depois voltando para mim.
Eu fiquei imóvel por um instante, sentindo o coração marte
que aquela não seria
iv
co ecoou baixo. Eu girei a chave, trancando-a. Não era o
do com o novo residente?
.. - ela começou
uem ele é. Quero sa
a foi firme, quase desafiador. - Talve
mover: lento, um, dois passos. Ela
, calculando cada centímetro que
corpo. Meu olhar prendeu-se ao dela como um grilhão. - Porque n
oi um erro. - Ela respir
osto para mais perto, tão perto
nos segurou por dias, agora queimava de dentro para fora. Minhas mãos deslizaram para sua cintura, puxando-a contra mim. Ela reagi
ntei sobre ela, o impacto derrubando canetas, pa
ar qualquer lembrança de outro homem, as mãos dela subiram para minha
ra minha pele só me deixou mais duro, pressionei meu pau entre as pernas dela por cima da calça, sentindo
batidas sec
e e autoritária do meu
a, o peito arfando, ciente de que estávamos
balde de água fria, mas o calor
ra recuperar o controle. As mãos dela ainda segura
rmurei, baixo,
corpo, tentando ajeitar o cabelo, mas eu sabia... o
sempre, o terno alinhado, o olhar crítico percorrendo meu rosto
uma coisa? - ele
hesitar, mas minha voz soo
a, que estava a um passo atrás de mim, te
educado, antes de sair pela porta sem d
ara que eu assumisse a presidência do hospital. Eu o ouvia pela metade. Minha mente ainda estava presa à sensaçã
faca que me cortava
ara a porta fechada e percebi que estava mais frustrado do
de l
*
na metade quando o celular
coração havia chegado e a cirurgia
entro cirúrgico. Enquanto andava pelos corredores silenciosos, se
rmeira e anotando algo em seu caderno. O cabelo preso deixava o pescoç
u por um instante, como se
diminuí
falei, baixo, quand
formal, mas os olhos... o
carando. Nenhum dos dois cedia. O cor
cirurgia, mas o que fiz
ão até que hora
espondeu, e morde
um momento imaginei como seria beijá-la a
dente - falei por fim, sem
do protocolo médico. - Ela ergueu
e para que minha boca roçasse perto
até a porta dupla do centro cirúrgico. Eu podia sentir seus olhos queimando minhas
ia, nem por um se