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Irmãos Jones

Capítulo 4 Doutor Gostoso - Emma Carter

Palavras: 3582    |    Lançado em: 11/01/2026

coração. Eu estava de costas para o balcão, os olhos fixos na pista, tentando focar em

u Júlia, já indo ao encontro do namora

protegida. Estar sozinha ali, com os pensamentos mergulhado

scura. Pedi uma água com gelo, na tentativa frustrada de me refr

ar firme, frio, calculado... e ao mesmo tempo, carregado de algo mai

vimento de um jogo. A distância entre nós parecia encurtar a cada passo lento que e

le não podia estar vin

lado, era impossível

ue em sua pele quente. Ele se apoiou no balcão com o a

com a voz rouca e baixa, como se cada palavra tiv

de reprovação

ços marcados do seu rosto, os cabelos perfeitamente penteados para tr

, tentando manter a voz firm

meu rosto, pescoço, a curva dos ombros à mostra.

rmurou, com um meio sor

ndi. - Meu par

o se ele mesmo estivesse surpreso por ter deixado escapar. Ficamos em silênci

e restava no copo e deixando-o sob

a si mesmo do que pra mim. - Mas ainda não ti

ia. Claro que sabia. Mas não completamente

uma tentativa desesperada de colocar um

um passo. Seu ombro qu

o certeza

ares presos e co

vozes, a música, as luzes

igo. E num piscar de olhos, ele se afastou, mas não sem antes lançar um

s e um sorriso bobo no rosto. Estava colada ao namorado, que a

hos brilhando. Caio já estava ali, segurando-a pela cintura com um sorriso de

belo atrás da orelha. - Vou ficar mais u

Júlia franziu a t

dois aproveitem -

sagem que a gente volta pra te bu

to que

ério, Emma. - Júlia ainda me olho

á b

a. O barulho dos copos, o cheiro de álcool misturado ao perfume adocicado q

seu olhar, levantei a

escansava na mão, os dedos firmes segurando o vidro. Oliver Jones. Os olhos fixos em mim, tão inten

um músculo. Só me observav

. O álcool queimou minha garganta, mas não apagou o calor que ele já tinha acendido

mas antes que pudesse abrir o aplicativo para pedir um c

i devagar. Ele estava ali. M

m. Ia pedi

osso te levar - ele se aproximou um passo, a

mos no outro dia - dei de ombro

a 1801. Eu

Eu deveria dizer não. Era o certo. Mas alguma

reto esportivo que parecia custar o suficiente para comprar um ap

.. en

chou a porta com firmeza, deu a volta e se acomodou no banco do motorista. O pe

çando a linha da mandíbula e o olhar concentrado. Não falamos nada nos prime

e. Foi quando, ao manobrar para sair de uma rua estreita

sital. Mas po

meu corpo, e a sensação se espalhou rápido demais.

e a mão no câmbio, perto demais da minha pele,

o consegui

se à beira de algo proibido. Algo que eu sabia que poderi

qualquer conversa. Cada vez que seu braço se movia para trocar de marcha, o calor da su

briu minha porta. O gesto foi simples, mas carregado de algo qu

mais quente e pesado. Eu me encostei na parede, tentando manter distân

nos bolsos. Seus olhos, mesmo quando não me encarava d

rou. Um pequeno grito escapou da minha garganta antes que eu pude

rave soou perto do meu

mo se quisessem ancorar meu corpo ao dele. Mas

entre as mãos. Seus dedos quentes roçaram minha pele, e o polegar d

recia ter desaparecido, restando apenas nós

Meu corpo inteiro respondeu antes mesmo de acontecer, o meu coração di

solavanco. As luzes se estabilizaram, e ele soltou

Meu corpo tremia, não pelo sus

silêncio denso entre nós dizendo mais do que qualquer

u baixa, quase um sussurro carregado

espondi, ainda sem

rás de mim, percebi que nã

*

alguns segundos para processar o que tinha acabado de acontecer. Ainda sentia o calor das mãos dele segurando

lerta. A respiração curta. O

a quente escorrer pela pele, tentando acalmar algo que não t

, me fez morder o lábio. Tentei afastar a imagem, mas ela voltou com mais força.

inho. Um tecido fino, leve, que cobria apenas o necessário. Não era prop

fria, mas o céu limpo deixava as estrelas mais nítidas. Apoiei os cotove

passos, virei o ros

de moletom cinza. Sem camisa. O peito largo e definido, iluminado pela lu

dificuldade pra dormir - disse,

ando manter o tom leve, m

va nossas varandas. Os olhos passearam por mim d

lhar demorando mais do que deveria nas minhas pern

tem tantos por aqu

dícula. Então, com um movimento calmo, colocou o copo sobre a m

sumir. Ele ficou perto o suficiente para qu

rmurei, mas minha voz saiu mais como

rave quase roçando meus lábio

e deslizou para a minha nuca, puxando-me para mais perto. Seu

se momento desde o segundo em que me viu pela primeira vez. Minhas mãos subir

dele, o toque firme, o cheiro in

us lábios ainda ardiam e minhas pern

soubesse que tinha acabado de atravessar

iv

la... ainda quentes contra os meus. O sabor doce misturado ao álcool. O olha

ento em que meus dedos tocaram a pele macia

ra um homem que vive com as mãos dentro de um corpo aberto, na sala d

a estava em mim. E

e, está a vinte anos de distância da minha vida, do meu mundo, do meu passado.

i o copo de uísque e virei o restante de um gole só. O líquido queim

a entre nós. Mas minha mente já tinha guardado cada detalhe - a forma como ela me olhou quando

tudo... eu

o novamente, deixando a água quente bater nos ombros. Eu precis

dela que surgia. Os lábios entreabertos. Os olh

fui para a cama. Liguei o abajur, encarei o teto por algu

o uma linha, e agora..

*

Não dormi. Passei a madrugada virando na cama,

ecia bem. Cumprimentei alguns médicos de forma automática e segui direto para minha sala.

mente me traía. Voltava sempre para o toque dela. Para a forma como sua respir

concentração. Ele entrou com aquele ar relaxado de quem nunc

s pra fazer - respondi seco, s

que se divertir? É

resp

irúrgico, revisei a agenda do

á pendurado no bolso, cabelos presos num coque frouxo. Emma Carter. Finalmente li

encontraram por cima da máscara pendurada no queixo. N

i o leve rubor nas bochechas, o jeito como suas mãos me

ia das dez - anunciou minha instrumentado

Mas, ao lavar as mãos, vi meu reflexo no vidro

ia o gosto da minha resi

da responsabilidade pulsava nos meus ombros. Lavei as mãos, retirei o jaleco cirúrgico

os e digitando anotações apressadas. Alguns levantaram os olhos quando entrei e logo se reme

. Jaleco aberto, uniforme azul-claro debaixo, cabelo preso de forma prática. Ela cruzou o espaço sem sequer olhar para mim e pe

va ali, começaram a sair. Primeiro dois, depois

ir embora que minha voz saiu

virou de imediato. Depois, lenta

prontuário nas mãos, tenta

olado -, eu sou seu professor. Apesar de não estar ministrando as aulas ag

ha, e o canto da boca se

- Sua voz veio carregada de ironia. - Somos ape

ente pareceu

eijo não tivesse roubado o fôlego dos dois. Eu deveria agradecer

ivo, aquilo me irr

direção à porta, mordendo o lábio inferior como s

meu corpo. Minha

antes que ela pudesse sair, minha mão segu

gar. Ela respondeu na mesma intensidade, como se tivesse esperad

contra mim. Uma delas subiu por baixo do uniforme azul

O mundo sumiu. Só restava aquele contato pr

spirações estavam pesadas. Ela manteve os

que estav

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