A Cor do Nosso Reencontro
uário. Ali, longe dos olhares julgadores de Valverde do Sul, ela podia ser apenas a artista que sempre foi. Mas, naquela noite,
parado no corredor escuro, sem a gravata, com o colarinho da camisa br
ntendo a porta entreaberta como um escudo. - O evento no clu
s - ele disse, a voz baixa. - Posso entrar? Precisam
s. Telas encostadas nas paredes, esboços espalhados pelo chão e uma grande obra inacabada no centro, coberta po
tocando a borda de uma paleta de madei
os braços. - Por que veio aqui? Para me dizer
o fornecedor dela ainda. Há algo na sua proposta... algo que não me deixa dormir. Mas você precisa entender, Ís
adrasta - Ísis completou,
so, na Mans
tal com vinho tinto. À sua frente, sentada em uma poltrona de veludo como se fosse um trono, estava Margareth C
Ela humilhou a nossa escolha na frente de todos hoje. E o pior: Giorgio ficou mudo. El
ade, querida. A avó dela era uma lunática que achava que arte era mais importante que sobrenome. Eu
te, interessada. - O que você
extraviar" as correspondências e a convencer o pai de Giorgio de que a menina tinha seguido em frente com um artista qualquer n
ra? - perguntou Soray
u mover os pauzinhos na prefeitura. Vamos embargar qualquer licença que ela tente tirar. Se ela não pode abrir a galeria no galpão, e se o
ta ao
ndo antes de tocar uma mecha do cabelo dela que estava suja de t
Que carta, Giorgio? Você nunca envio
a voz carregada de uma dor
mentes em seus corações. Havia um muro de mentiras entre eles, constru
Se você não vai me dar o galpão, não me dê esperanças.
lhou para a tela coberta no centro da
Mas você só vai ver quando as luzes da minha galer