O Cowboy Indomável
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olhar muda o destino. Porque alguns amores
junto às colinas de Albuquerque ainda me persegue: pólvora, chuva, sangue e terra seca misturados, formando um aroma que ninguém esquece. Foi à beira do Rio Grande, ali e
nhos: pólvora, chuva, terra e lág
erra não. E eu vivi bastante tempo para ouvir o des
ndez. Duas casas que, no princípio, se respeitavam, rezavam jun
rro de fronteira, um amor maldito ou uma pala
o horizonte. homem de olhar duro e coração pesado. Lembro dele como quem se lembra de um trovão: quando falava, a gente escutava. Quando se ca
Doce Estrellas, de Don Ramón Hernández, um homem que parecia feito de pedra
ro, e juravam que suas famílias seriam irmãs de sangue. Mas, ay Dios mío, o destino não gosta de pactos e
com algo pequeno,
uva, e com ele a fronteira entre as duas haciendas. Poucos metros de terra
fora sua; Don Ramón sustentava, com escritura
dos doi
honra não recuam, o in
eridos. A poeira da raiva subiu, cobrindo o céu de ambos os ranchos.
foi encontrada morta, violentada e alvejada às margens do r
o gatilho, mas todos souberam que,
ritou, não chorou. Vigia o corpo estendido na carro
ida - murmurou, acendendo o cigarro com mãos f
com outro sangue. E assim o fizeram, nesse dia o
mata um homem é o amor, Ramón Hernández apareceu em Santa Es
eus tenha piedade da
em de Santiago, permanec
que o inferno te rece
que tudo se
e nascem de um simples tiro. Às ve
idas com Isabela Hernández, irmã de Ethan. Jovens demais, inconsequentes
água despencava com força e o barulho escondia promes
que o amor era mais forte
ria ao ódio dos pais. Mas nada sobrevive
z, o irmão dela, desc
a que Isabela guardava sob o travesseiro.
a amava e queria fugir com ela.
ela vergonha, o medo de macular o sangue
sob a tempestade, cabelos soltos, vestido branco grudado ao c
o como tiros, relâmpagos cortando o céu em faíscas brancas e cruéis. Eduardo dever
ha começado ali, no silêncio da minha covardia,
o céu parecia consp
inal de luta, só lama
em público. E Don Santiago, dizem,
me perdoe
rocurado a noite toda,
margens e levou metade da cerca. Don Ramón incendiou a ponte de madeira qu
, mas a ferida j
nomes, mas a feri
a mulher boa e mansa, que o fez feliz, dando a ele seu herdeiro Alejandro Hernández, e
ilhas: Mariana e Daiana Rodríguez Sánchez. Elas cresceram ouvindo lendas e advertências mur
os a repetir os pecados dos pais, foi Daiana quem
junto à velha cerca de madeira. Cabelos ao vento, riso
te de que o futuro da rixa ag
que confiança era luxo que nunca se concedia. Mas os olhos dele, ainda gar
has de tempos em que um homem resolvia tudo com pólvora e punho. Os ca
sigo sendo
uerque, e o vento quente trazia o cheiro de poeira e mezcal. Ela chegou numa dil
firme, orgulhoso, ma
ios como se tivesse nascido para comandar. Os velhos do pueblo cochichavam que a filha de Eduardo havia h
sse Alejandro Hernández, o herdeiro da Doce Estrellas, o filho do homem qu
relâmpago, ela, de olhos firmes e vo
nascem da dor. Havia algo antigo, algo que vinha do rio e do sangue, algo que o vento s
nos ombros. O olhar dela, firme e confiante, lembra-me do orgulho de Santiago e o dele, intenso e contido, é reflexo
scursos sobre honra e dever. Mas Daiana não era de se dobrar, carregava o sangue dos
os senhores, ainda fico aqui, sentado à po
z o mesmo perfume de outrora: pól
gava poeira e
gredos que atrav
instante, que o p
que a chuv
que a mort
rra guarda, esperan
o se repete dian
, mas o destino já
as conto
.. são a