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Proibida

Capítulo 2 Proibida

Palavras: 999    |    Lançado em: 19/03/2022

apertado, enquanto ela chora em meus braços. Sinto um nó na garganta. - Tudo bem - sussurro acariciando os seus cabelos, tentando confortá- la. – Tudo bem. Alguns minutos depo

Nunca tive fetiche por cabelos, mas aqueles mexem e muito com a minha libido. Posso facilmente imaginá-la deitada nua em lençóis negros de seda e com aqueles cabelos ruivos espalhados, chamando por meu toque. Balanço a cabeça para afastar tal pensamento inoportuno. Após combinar com o motorista, retorno até ela, que segura à bengala com tamanha força, que as juntas de seus dedos estão brancas, desmentindo sua altivez anterior. - Venha - seguro sua mão gelada. - O táxi já está aqui. Tem certeza que não quer prestar queixa ou que eu a deixe em casa? - pergunto esperançoso. Ela volta a ficar pálida. Há alguma coisa ali? Seria o homem um namorado? Outra vez o pensamento me incomoda. - Não! - ela se apressa. - Acho que ainda não agradeci - ela sorri tristemente. - Obrigada. - Cuide-se! O táxi já está pago - Acaricio sua bochecha com um toque leve como uma pluma, mas que a faz estremecer e dar um passo para trás com a respiração ofegante. Medo ou prazer? A pergunta martela em minha mente. Pelo seu rosto corado acredito que seja a segunda opção e isso me deixa fodidamente excitado. Inferno! O que estou fazendo? Afasto qualquer pensamento indecoroso e ajudo-a entrar no carro. Observo-a conversar com o motorista, possivelmente passando o endereço. Ouço alguma coisa sobre Edifício Boulevard no Bronx e então o taxista começa a dirigir. Olho para o táxi por alguns instantes e sigo apressadamente para meu carro, que por incrível que pareça, ainda está intacto, estacionado no mesmo lugar, apesar do perigoso bairro. O carro por si só indica perigo. Nenhum delinquente ousaria mexer ou furtar um Jaguar XF prata, uma indicação claramente que seu dono só não é alguém que você gostaria de enfu

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“Nova York 1990 Enquanto eu brinco com meu carrinho o observo perto da piscina. Nathan anda de um lado a outro chutando as coisas pelo caminho e amaldiçoando alguém que provavelmente o deixou contrariado. Finjo que estou concentrado em meu mundo imaginário na esperança de que ele me ignore. Eu não quero ser vitimas de seus ataques. - Me dê seu carro Neil! - Nathan grita insolente. - Não! - eu respondo sem me importar em encará-lo. Nathan bate os pés no chão de forma impaciente. - Eu já disse para me dar! - Você tem os seus - encara-o com firmeza demais para vir de alguém tão pequeno. - Alias tem vários. Por que sempre quer ter as minhas coisas Nathan? - Você sempre fica com as melhores coisas. - Isso não é verdade os carrinhos são iguais e você sempre os escolhe primeiro. - Mas enjoei dos meus e, além disso, alguns estão quebrados - Nathan se queixa. - Por que você não sabe cuidar de suas coisas. Se parasse de jogá-los contra parede sempre que fica com raiva não estariam assim. - Se você não me der eu vou afogar seu gato na piscina. Encaro-o com raiva. Algumas vezes eu tenho muita raiva dele como hoje por exemplo. - Pega! - estico o carrinho para ele já sem me importar é só um carrinho idiota. - Fique com ele. Alias fique com todos eles, mas deixa o Barney em paz, ele é só um filhotinho. - Ah é? - ele ri com deboche. - Acho que será mais divertido saber se os gatos sabem nadar. - Você não faria isso! - encara-o com determinação. O gatinho branco e preto enrosca nas pernas dele sem a mínima ideia de que é alvo de suas maldades. - Então olhe! Nathan pega o gato no chão pelo pescoço e me empurra contra a árvore em que estive encostado. Bato a cabeça contra o tronco e me sinto desorientado por alguns instantes e a cena que segue diante de mim me deixa estático. Minha vontade é de correr até eles e impedir o que ele está querendo fazer, porém minhas pernas e minha cabeça ainda zonza não me deixa sair do lugar. - Pare Nathan - sussurro quase inaudível. - O deixe em paz. Nathan me encara com olhar de desafio enquanto o animal se debate dentro da água. Eu encontro forças de onde não sei e corro ate eles. Vejo-o soltar o animal que jaz imóvel na piscina. Lágrimas inundam meus olhos quando percebo que é muito tarde. - Você o matou! - empurro-o no chão com muita força. - A culpa foi sua - ele faz cara de inocente. - Você me provocou. Vai guardar essa culpa para sempre Neil. Matou seu pobre gatinho. Sim, a culpa era minha. Não devia tê-lo provocado e entregado o maldito carro quando ele pediu. Eu sabia que Nathan seria capaz de uma coisa assim e não deveria tê-lo desafiado. - Jesus Cristos! - uma voz feminina ecoa diante da cena. - O que aconteceu aqui? - Nathan afogou meu gato na piscina mamãe - Neil a encara com olhos cheios de lágrimas. - Ele matou o Barney. - Nathan você fez isso? - o olhar chocado da mãe não consegue acreditar em tais palavras. - Não! - ele começa a chorar. - Ele caiu na piscina e só tentei ajudar, mas eu não consegui mamãe. O jovem se agarra a mãe e chora copiosamente. - Sinto muito! - ele parece bem convincente, menos para mim. - É mentira! - encara-o com raiva. - Ele afogou porque eu não quis dar o meu carrinho para ele. - Não é verdade mamãe - Nathan soluça. - Neil é sempre tão mal comigo. - Vá para o quarto Neil - a mulher o encara com firmeza. - Conversamos depois. - Está bem Lilian. - Lilian? - ela me encara zangada. - Eu sou sua mãe! - Acho que não é - sussurro ignorando seu olhar chocado. Essa foi a primeira vez que parei de trata-la como mamãe. Lilian tinha apenas um filho e esse não era eu. A mágoa por ser punido sem merecimento ficou cravada em meu coração por mais tempo que gostaria.”