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Proibida

Capítulo 5 Proibida

Palavras: 1333    |    Lançado em: 19/03/2022

la é cega! Parece tão independente que o fato sempre me passa despercebido. - Qual seu nome? - pergunto. - Connor, Jennifer Connor, mas todos me chamam de Jenny - ela

ta - digo a ela. Antes de sair penso em dar-lhe um beijo, mesmo que casto, mas me contenho. Não quero que ela tenha medo de mim e ela já passou por muitas coisas hoje. Inspiro profundamente e relutantemente me despeço e saio do apartamento. Ao sair ouço-a passar o trinco pela parte interna da porta. Não que aquilo vá realmente impedir que alguém entre, mas me sinto mais aliviado. - Que loucura! - digo baixinho, quase num murmúrio. Passo as mãos nos cabelos, pego meu celular e me dirijo às escadas. - Calvin? - Sim, Sr. Durant - ele atende prontamente. - Preciso que me faça um favor - e ordeno a ele o que preciso. Observo o prédio enquanto aguardo Calvin chegar. Eu mesmo gostaria de ficar de guarda, mas não posso. Anne me espera em casa. Ela é ciumenta e já vejo crises pela manhã. Vejo Calvin virando na esquina. Quando ele para, desce do carro e deixa a porta aberta para mim. - Apartamento 32, Calvin. - Sim, senhor. - Telefone-me se algo acontecer. Não deixe ninguém entrar - digo com firmeza. - Sim, senhor - ele assente. - Amanhã cedo pegue um táxi e vá para casa - digo e ligo o carro saindo em seguida. Dirijo o mais rápido que as leis de trânsito permitem. Minha mente diz para eu retornar a casa dela, mas meu coração diz que devo voltar pra casa. Anne me espera. Não tinha int

meu rosto. Pisco para a luz tentando acostumar meus olhos, enquanto mãozinhas insistentes me sacodem. - Acorde papai! - ela grita mais uma vez. - Hei Terremoto, deixe-me dormir - resmungo sonolento. - Já é tarde! - ela sorri após ouvir o apelido carinhoso. - Estou com fome. - ela diz enquanto passa a pequena mão pela barriga. - Por que não foi tomar café? - sento-me na cama com dificuldade. - Não sem você - ela resmunga. Olho para o relógio na cabeceira da cama que marca 08h30minhs. Puta merda!Pulo da cama. Sempre acordo antes das sete para preparar o café e tomá-lo com Anne. Dormi muito, na realidade desabei. Os acontecimentos do dia anterior vêm como uma avalanche em meus pensamentos. - Papai! - ela diz insistentemente. - Já escutei Anne - sorrio para ela. - Deixe apenas o papai tomar um banho e já desço para tomar o café com você! - Mas não demora - diz ela fazendo um biquinho. - Onde está Claire? - pergunto. Claire é a babá de Anne desde que eu a trouxe para minha casa, a

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“Nova York 1990 Enquanto eu brinco com meu carrinho o observo perto da piscina. Nathan anda de um lado a outro chutando as coisas pelo caminho e amaldiçoando alguém que provavelmente o deixou contrariado. Finjo que estou concentrado em meu mundo imaginário na esperança de que ele me ignore. Eu não quero ser vitimas de seus ataques. - Me dê seu carro Neil! - Nathan grita insolente. - Não! - eu respondo sem me importar em encará-lo. Nathan bate os pés no chão de forma impaciente. - Eu já disse para me dar! - Você tem os seus - encara-o com firmeza demais para vir de alguém tão pequeno. - Alias tem vários. Por que sempre quer ter as minhas coisas Nathan? - Você sempre fica com as melhores coisas. - Isso não é verdade os carrinhos são iguais e você sempre os escolhe primeiro. - Mas enjoei dos meus e, além disso, alguns estão quebrados - Nathan se queixa. - Por que você não sabe cuidar de suas coisas. Se parasse de jogá-los contra parede sempre que fica com raiva não estariam assim. - Se você não me der eu vou afogar seu gato na piscina. Encaro-o com raiva. Algumas vezes eu tenho muita raiva dele como hoje por exemplo. - Pega! - estico o carrinho para ele já sem me importar é só um carrinho idiota. - Fique com ele. Alias fique com todos eles, mas deixa o Barney em paz, ele é só um filhotinho. - Ah é? - ele ri com deboche. - Acho que será mais divertido saber se os gatos sabem nadar. - Você não faria isso! - encara-o com determinação. O gatinho branco e preto enrosca nas pernas dele sem a mínima ideia de que é alvo de suas maldades. - Então olhe! Nathan pega o gato no chão pelo pescoço e me empurra contra a árvore em que estive encostado. Bato a cabeça contra o tronco e me sinto desorientado por alguns instantes e a cena que segue diante de mim me deixa estático. Minha vontade é de correr até eles e impedir o que ele está querendo fazer, porém minhas pernas e minha cabeça ainda zonza não me deixa sair do lugar. - Pare Nathan - sussurro quase inaudível. - O deixe em paz. Nathan me encara com olhar de desafio enquanto o animal se debate dentro da água. Eu encontro forças de onde não sei e corro ate eles. Vejo-o soltar o animal que jaz imóvel na piscina. Lágrimas inundam meus olhos quando percebo que é muito tarde. - Você o matou! - empurro-o no chão com muita força. - A culpa foi sua - ele faz cara de inocente. - Você me provocou. Vai guardar essa culpa para sempre Neil. Matou seu pobre gatinho. Sim, a culpa era minha. Não devia tê-lo provocado e entregado o maldito carro quando ele pediu. Eu sabia que Nathan seria capaz de uma coisa assim e não deveria tê-lo desafiado. - Jesus Cristos! - uma voz feminina ecoa diante da cena. - O que aconteceu aqui? - Nathan afogou meu gato na piscina mamãe - Neil a encara com olhos cheios de lágrimas. - Ele matou o Barney. - Nathan você fez isso? - o olhar chocado da mãe não consegue acreditar em tais palavras. - Não! - ele começa a chorar. - Ele caiu na piscina e só tentei ajudar, mas eu não consegui mamãe. O jovem se agarra a mãe e chora copiosamente. - Sinto muito! - ele parece bem convincente, menos para mim. - É mentira! - encara-o com raiva. - Ele afogou porque eu não quis dar o meu carrinho para ele. - Não é verdade mamãe - Nathan soluça. - Neil é sempre tão mal comigo. - Vá para o quarto Neil - a mulher o encara com firmeza. - Conversamos depois. - Está bem Lilian. - Lilian? - ela me encara zangada. - Eu sou sua mãe! - Acho que não é - sussurro ignorando seu olhar chocado. Essa foi a primeira vez que parei de trata-la como mamãe. Lilian tinha apenas um filho e esse não era eu. A mágoa por ser punido sem merecimento ficou cravada em meu coração por mais tempo que gostaria.”