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Toda sua

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Capítulo 1 Toda sua

Palavras: 1234    |    Lançado em: 23/03/2022

daquela sala por um dos homens de Otávio. Minha perna esquerda doía demais e mesmo com um pano amarrado, algo escorria. O resto do meu corpo

agarrou meu ombro e me chacoalhou. - Aurora... AURORAAA..., acorde..., estamos sendo atacados! Abri os olhos e vi que Otávio dirigia e atirava ao mesmo tempo. Estava sentada no banco do passageiro e ele gritava que estávamos sendo perseguidos. Pensei em Papito e não sabia se ficava feliz ou com medo dele estar atrás de mim para me obrigar a fazer aquelas coisas. Não tive muito tempo para pensar, pois Otávio parou de atirar e segurou o volante. Com a outra mão, ele soltou meu cinto e forçou minha cabeça para baixo, como se quisesse tirar meu corpo da linha de tiro. Em poucos segundos, o pior aconteceu, Otávio gritou SEGURE-SE, ao mesmo tempo em que escutei vários tiros sendo disparados. Mesmo com a cabeça quase colada entre os joelhos, arrisquei olhar para o lado, Otávio tinha voltado a dirigir com uma mão e com a outra, a atirar. Estava assustada com a troca de tiros, mas algo nos atingiu, o barulho de vidro se quebrando foi muito alto e senti o veículo balançar de um lado para outro fazendo com que Otávio perdesse o controle e depois não consegui ver mais nada quando o carro começou a rodar. Sentia frio, muito frio. Minha cabeça latejava e meu corpo queimava. Abri os olhos gradualmente e me olhei, estava toda suja de lama. Com cuidado, consegui me sentar. Olhei para os lados e vi uma mata e um pouco mais à frente, luzes. A distância não parecia ser tão grande, mas fraca como estava não sabia se conseguiria andar até lá. Com dificuldade, me arrastei para longe da água e agarrando um pedaço de tronco de árvore que encontrei, me levantei. Com o corpo tr

ajudar. Não sabia dizer a que horas voltei a sonhar com Papito e daquela vez eu estava no meu quarto na casa de campo. "- Princesa, agora vamos conversar um pouco sobre o que vamos fazer na noite de núpcias. - Núpcias? - Sim. Quando um homem se casa com uma mulher a primeira noite do casal é chamada de noite de núpcias onde a esposa entrega o corpo para o marido para selar a união deles. - É aí que faremos como nos filmes? - Sim, mas antes tem toda uma preparação, princesa. Você terá que tirar toda minha roupa e eu vou tirar a sua..." - Aurora

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“Eu sabia que um dia te encontraria vadia..., vagabunda! - Ahhh!!! - gritei alto quando ele agarrou meus cabelos, meu único pensamento era proteger minha barriga. - Então era aqui que estava esse tempo todo, maldita? - Me... solte... - Você está grávida, sua puta? - Pelo amor de Deus, me solte... Naquele momento algo escorreu pelas minhas pernas, meu marido veio correndo ao ouvir meu grito, ele se assustou ao me olhar e ver a arma apontada para meu ventre. Meu algoz o observou de uma maneira tão fria e cruel que se seu olhar pudesse matar alguém, meu marido já teria caído duro no chão. Os dois homens começaram a discutir e o pavor de que algo ruim acontecesse ao meu bebê me deixou paralisada. Eu mal conseguia respirar com medo de que minha barriga encostasse mais no cano da arma. O velho que estava me segurando olhava para meu marido com ódio e aos berros o acusou de traição. Meu marido tentava, através do olhar, me dizer que tudo iria dar certo, mas eu duvidava que aquilo fosse acontecer. O velho gritava tanto que eu não conseguia entender quase nada. - Você estava com ela esse tempo todo, garoto? Você mentiu para mim, caralho?! Onde a encontrou? Quando? De quem é esse bastardo? Meu marido deu um passo para mais perto e aquilo foi suficiente para meu algoz passar seu braço pelo meu pescoço e me empurrar mais para trás. Por azar, agarrei seu braço para o impedir de me sufocar, mas o aperto ficou pior quando ele viu minha aliança de casamento. - Que porra é essa, vadia? Você se casou?! - Solte minha esposa! - meu marido exigiu numa vã tentativa de me salvar. As contrações estavam começando a aparecer e temi que meu filho nascesse ali, no meio daquela disputa. - Sua esposa? Então é isso que você fez, seu maldito? Se casou com ela para tirar minha cadeira? Que traição mais vil! - Solte-a e poderemos conversar. - Dê mais um passo e acabo com a raça desse bastardo que ela carrega. Ou farei melhor, vou levá-la embora e o arrancarei com minhas próprias mãos, o que acha? Vejo meu marido tentar dar mais um passo. Eu conseguia sentir seu desespero, porquê era o que eu sentia também. - Nem mais um passo ou eu atiro! Uma dor atravessou minha barriga me fazendo uivar e mais líquido desceu por minhas coxas fazendo-me perder o foco da discussão. Os fatos se desenrolaram à minha frente em câmera lenta. Eu iria morrer e levar meu filho comigo, deixando o único homem que amei na vida sozinho. A dor daquela revelação foi tão forte quanto as contrações. Mesmo com dores horríveis consegui perceber que a pistola antes apontada para mim, naquele instante estava sendo apontada para meu marido e num último ato de coragem, empurrei meu algoz, que se desequilibrou e apertou o gatilho.”
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