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CTK

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Livros e Histórias de CTK

O Fim de Um Pesadelo

O Fim de Um Pesadelo

Moderno
5.0
Nosso quinto aniversário, um marco para a Lopes Tech, a empresa que construí do zero ao lado da minha esposa, Ana Paula. Eu observava, de longe, como ela subia ao palco, deslumbrante, pronta para celebrar nosso sucesso. Mas o sorriso dela, que eu conhecia tão bem, de repente pareceu estranho, distante, enquanto ela anunciava que havia encontrado um novo amor. Foi quando "Zé Pequeno" subiu ao palco, e o mundo desabou com um beijo apaixonado na minha frente. A humilhação se esmagou quando ela, com a mão na barriga, anunciou: "Estou grávida. Do nosso filho." Eu, João Carlos, o co-fundador da Lopes Tech e, até então, seu marido, fui transformado em piada. A raiva me impulsionou ao palco, perguntando o que ela estava fazendo. Ela riu, fria: "Você não faz mais parte disso há muito tempo." Disse que eu era um homem doente e fraco, um inútil. Eu me recusei a mentir pelo divórcio dela, e declarei que não tinha mais nada a ver com a Lopes Tech, nem com ela. Quando voltei para casa, a fúria dela explodiu: "Como você ousa me humilhar daquele jeito?" Ela zombou de eu querer o divórcio: "Você não tem nada, João Carlos. Tudo está no meu nome." Então, em um delírio assustador, ela revelou: "Eu te dei um presente! Este filho… ele é a chave para o nosso futuro." Ela queria um herdeiro de "sangue real", de uma linhagem nobre angolana, e não a minha "genética fraca". Fui invadido pela náusea, então Zé Pequeno apareceu, e eles me atacaram. Caí no chão da minha própria casa, espancado, enquanto os dois riam e subiam as escadas. Eu não entendia como a mulher que eu amava era capaz de tamanha crueldade. Minha irmã, Maria Eduarda, me salvou do hospital, revelando uma verdade ainda mais chocante sobre Zé Pequeno. Ele não era príncipe, mas um golpista internacional com múltiplos nomes e crimes, e Ana Paula havia sido completamente iludida. E o pior: eu descobri que minha doença, minha fraqueza, não era um mistério, mas o resultado de um envenenamento lento e calculado por ela. Agora, eu, João Carlos, não irei apenas entregá-la à justiça, mas vou destruir tudo o que ela construiu sobre minhas ruínas.
Adeus, Meu Ricardo

Adeus, Meu Ricardo

Bilionários
5.0
Meu marido, Ricardo, olhou para mim no sofá que escolhemos juntos. Aquele onde ele prometeu um futuro, agora era o palco do adeus. "Sofia, me apaixonei pela Clara", ele disparou, tão casual quanto o tempo. Ele ofereceu a casa, o carro, o dinheiro, "só preciso que me dê o divórcio." Como se bens pudessem apagar uma década de promessas. Engoli o nó na garganta, as lágrimas presas. O homem que amei se tornou um estranho nobre em seu sacrifício. Ele esperava desespero, gritos, escândalo. Mas eu só enxuguei uma lágrima antes que ele visse e sussurrei: "Está bem." Sua surpresa era quase cômica, desarmado pela minha calma. Lembrei dele, meu magricela, punhos cerrados na minha frente, "Ninguém mexe com a minha Sofia." Sua proteção feroz, seu amor avassalador. Agora, ele era a fonte da minha dor, e sua proteção pertencia a Clara. Aceitei o divórcio, ele parecia aliviado, explicando que Clara "não merecia carregar a culpa". "Ela sabe que você é casado?", perguntei, fria. Ele hesitou. "Ela sabe. Mas foi tudo... aconteceu." Aconteceu, como as desculpas para chegar tarde, os elogios crescentes, os chocolates do Dia dos Namoratos. Ele a via "pura," "inocente," merecedora do "melhor do mundo." Um mundo construído com meu suor. Para ele, "não houve traição," apenas um "sentimento incontrolável." Ele deu a ela seu tempo, seu coração. Dei um sorriso amargo, mas por dentro, uma nova dor queimava. Assinei os papéis, ele transferiu tudo e saiu, leve, livre. "Você sempre foi a mais compreensiva," ele disse, antes de partir, feliz. Ele me via como um gatinho manso, previsível. Depois de dez anos, desde a faculdade, eu o ajudei a construir tudo. Lembrei dele com ciúmes, "Você não se importa?". Eu confiava. Ele chorou no meu colo, implorando para que eu nunca o deixasse. Eu era sua rocha, seu porto-seguro. Mas ele estava enganado. Eu não sou uma gata. Eu sou uma pantera. E ele não tinha ideia do que despertou em mim. Aquela noite, na frente do hospital, com o teste em mãos. Positivo. Eu estava grávida de Ricardo. Essa criança seria minha. Apenas minha. Ele escolheu a "pureza" e a nova vida. Eu o daria exatamente isso. Eu desapareceria da vida dele. Mas levaria o último laço que nos unia. Ele não saberia do filho. Ele abriu mão desse direito. A dor ainda queimava, mas uma nova força surgia. Eu não estava sozinha. Eu tinha minha filha.