Do Ódio ao Altar: Uma Vingança Inesperada

Do Ódio ao Altar: Uma Vingança Inesperada

Gavin

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31
Capítulo

A notícia chegou. Brutal, impiedosa, como um murro no estômago que me roubou o ar, a razão. Clara, a minha irmã mais nova, a minha tudo, estava morta. Não por doença, não por acidente. Mas espancada, humilhada, e depois atirada sem vida para as águas frias do Tejo. O cenário de Lisboa, antes tão acolhedor, transformou-se num palco de tragédia, de dor insuportável. O seu crime? Derramar uma simples taça de vinho num vestido. Não qualquer vestido, claro, mas no vestido de Beatriz. Uma herdeira rica, mimada, cruel, cujo capricho podia determinar a vida e a morte de uma inocente. A minha Clara, tão pura, tão trabalhadora, reduzida a isso. O sangue ferveu nas minhas veias, mas a minha alma gelava com a profundidade do meu tormento. Injustiça? Crueldade? Nenhuma palavra podia descrever o vazio que me dilacerava. O que era a vida de Clara comparada a um tecido caro para aquela aberração? A pergunta ecoava sem resposta, alimentando uma chama perigosa. Luto não era uma opção. Apathy? Nunca. Apenas uma sede insaciável por... por retribuição. A semente da vingança foi plantada naquele instante, regada com as minhas lágrimas e a fúria ardente. E essa vingança tinha um nome: Beatriz. Eu a destruiria. Teria tudo dela, tal como ela tirou tudo de mim. Comecei a pesquisar. Descobri a obsessão dela por Miguel Azevedo, o CEO daquele império de luxo, o seu noivo. Ele seria o meu ponto de entrada. Com a minha beleza, com a minha inteligência, garanti o emprego de secretária executiva de Miguel. A primeira peça do xadrez estava no lugar. O jogo começou. E sabia que Beatriz nem sequer suspeitava do monstro que acabara de criar.

Introdução

A notícia chegou. Brutal, impiedosa, como um murro no estômago que me roubou o ar, a razão. Clara, a minha irmã mais nova, a minha tudo, estava morta. Não por doença, não por acidente. Mas espancada, humilhada, e depois atirada sem vida para as águas frias do Tejo. O cenário de Lisboa, antes tão acolhedor, transformou-se num palco de tragédia, de dor insuportável.

O seu crime? Derramar uma simples taça de vinho num vestido. Não qualquer vestido, claro, mas no vestido de Beatriz. Uma herdeira rica, mimada, cruel, cujo capricho podia determinar a vida e a morte de uma inocente. A minha Clara, tão pura, tão trabalhadora, reduzida a isso. O sangue ferveu nas minhas veias, mas a minha alma gelava com a profundidade do meu tormento.

Injustiça? Crueldade? Nenhuma palavra podia descrever o vazio que me dilacerava. O que era a vida de Clara comparada a um tecido caro para aquela aberração? A pergunta ecoava sem resposta, alimentando uma chama perigosa. Luto não era uma opção. Apathy? Nunca. Apenas uma sede insaciável por... por retribuição. A semente da vingança foi plantada naquele instante, regada com as minhas lágrimas e a fúria ardente.

E essa vingança tinha um nome: Beatriz. Eu a destruiria. Teria tudo dela, tal como ela tirou tudo de mim. Comecei a pesquisar. Descobri a obsessão dela por Miguel Azevedo, o CEO daquele império de luxo, o seu noivo. Ele seria o meu ponto de entrada. Com a minha beleza, com a minha inteligência, garanti o emprego de secretária executiva de Miguel. A primeira peça do xadrez estava no lugar. O jogo começou. E sabia que Beatriz nem sequer suspeitava do monstro que acabara de criar.

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Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

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