Dezoito Chamadas e Um Adeus

Dezoito Chamadas e Um Adeus

San Cailing

5.0
Comentário(s)
1.3K
Leituras
11
Capítulo

A conta do hospital chegou numa terça-feira, o peso da fatura final para o meu filho, Leo, que viveu apenas sete horas. A dor era avassaladora, mas a visão daquele envelope disparou uma lembrança gélida. O incêndio. A fumaça preta e espessa. Eu, grávida de oito meses, presa no sexto andar do nosso prédio. Liguei para o meu marido, Miguel, repetidamente, dezoito vezes, em pânico total. Quando ele finalmente atendeu, sua voz era irritada, distante: "Estou ocupado." E então ouvi a voz chorosa da sua meia-irmã, Sofia, por um tornozelo torcido. Miguel desligou, apressando-se para cuidar dela, justificando o abandono. Ele escolheu o tornozelo torcido dela em vez da vida do nosso filho e da minha. Quando pedi o divórcio, ele e o sogro me chamaram de "dramática" e "emocional". Eles pediam compaixão pela "frágil" Sofia, que manipulava a todos. A minha compaixão morreu naquele incêndio, junto com o meu filho. Mas a verdade estava nas minhas mãos. A cópia da conta. E o registo daquelas chamadas, uma prova irrefutável da sua escolha. Com a minha mãe ao meu lado, decidi: não mais vítima. Eu não estava louca, estava apenas a começar a lutar. Era hora de acertar as contas.

Dezoito Chamadas e Um Adeus Introdução

A conta do hospital chegou numa terça-feira, o peso da fatura final para o meu filho, Leo, que viveu apenas sete horas.

A dor era avassaladora, mas a visão daquele envelope disparou uma lembrança gélida.

O incêndio. A fumaça preta e espessa. Eu, grávida de oito meses, presa no sexto andar do nosso prédio.

Liguei para o meu marido, Miguel, repetidamente, dezoito vezes, em pânico total.

Quando ele finalmente atendeu, sua voz era irritada, distante: "Estou ocupado."

E então ouvi a voz chorosa da sua meia-irmã, Sofia, por um tornozelo torcido.

Miguel desligou, apressando-se para cuidar dela, justificando o abandono.

Ele escolheu o tornozelo torcido dela em vez da vida do nosso filho e da minha.

Quando pedi o divórcio, ele e o sogro me chamaram de "dramática" e "emocional".

Eles pediam compaixão pela "frágil" Sofia, que manipulava a todos.

A minha compaixão morreu naquele incêndio, junto com o meu filho.

Mas a verdade estava nas minhas mãos.

A cópia da conta. E o registo daquelas chamadas, uma prova irrefutável da sua escolha.

Com a minha mãe ao meu lado, decidi: não mais vítima.

Eu não estava louca, estava apenas a começar a lutar.

Era hora de acertar as contas.

Continuar lendo

Outros livros de San Cailing

Ver Mais
Renascida da Dor, Caçadora da Justiça

Renascida da Dor, Caçadora da Justiça

Moderno

5.0

Quando o médico me disse que a minha bebé recém-nascida tinha morrido, o mundo parou. Deitada na cama do hospital, ainda dorida do parto, a única coisa que ouvia era o zumbido nos ouvidos. Nesse momento de luto esmagador, o meu telemóvel tocou. Era o meu marido, Pedro, mas havia 18 chamadas perdidas. Depois, uma mensagem dele: "Helena, onde estás? O avô dela quer vê-la." O meu sogro tinha acabado de falecer no hospital ao lado. A sua voz, quando finalmente o alcancei, não era de preocupação, mas de pura acusação. "Helena! Finalmente! O pai acabou de falecer. Ele queria ver a neta antes de partir. Porque é que não atendeste as minhas chamadas?" A dor no meu coração era insuportável, mas tentei sussurrar: "A Eva... ela não sobreviveu." Um silêncio frio do outro lado. Não de choque, mas de vazio. Depois, a voz da minha cunhada, Sofia, falsamente doce: "Pedro, querido, não sejas duro com a Helena. Mas o pai... é uma pena que a Helena não tenha chegado a tempo." A raiva ferveu em mim, mas o Pedro respondeu gelado: "Que tipo de desculpa é essa?" Ele não acreditava. Desligou, deixando-me a questionar: Onde estava o homem que amava? Como pôde ele pensar que eu inventaria a morte da nossa filha? Ele não me apoiou. Não me acreditou. Pior, ele me largou. Ele e a sua família deixaram-me sem nada, expulsando-me como lixo. A Sofia, que sempre me odiou, sorria vitoriosa. Eu estava sozinha, despedaçada, mas então a verdade cruel foi revelada: A morte da minha bebé não foi acidente, foi homicídio. Alguém assassinou a minha doce Eva. A polícia foi notificada, mas eu jurei, com o coração em chamas: Eu própria encontraria o monstro que tirou a minha filha de mim, e fê-los-ia pagar.

Adeus Lisboa, Olá Paraíso: A Vingança da Ana

Adeus Lisboa, Olá Paraíso: A Vingança da Ana

Romance

5.0

Fui Ana, a Rainha do Fado, casada com Diogo, o Barão do Vinho. Celebrados nas revistas de sociedade como "O Conto de Fadas Moderno" , eu era a sua musa, a alma de Lisboa unida ao poder do Douro. Ele prometeu-me lealdade eterna, que a sua vida "começava e acabava comigo". As suas palavras eram como um vinho do Porto vintage, ricas e complexas, um amor que eu, a fadista que cantava a dor dos outros, nunca pensei querer. Mas o aroma desse vinho tornou-se vinagre. O sorriso carismático de Diogo tornou-se uma máscara. Comecei a ver. Numa escapadela "romântica", os seus olhos fixos no telemóvel, um sorriso cúmplice para uma influenciadora digital, Sofia, que no Instagram bradava ter um "admirador secreto" com o username "VinhoAmor" - o perfil privado de Diogo. O cheiro do perfume dela, uma picada invisível no meu coração. A dor era física, uma nota de fado presa na garganta. Ele chamava-me "pálida" e "cansada", propondo que eu "descansasse dos fados", tentando silenciar a minha alma. Naquela noite, vi-o mentir novamente, a falsa "emergência na adega" levando-o direto para o aeroporto, para um voo para Faro, para Sofia. As lágrimas escorriam-me pelo rosto enquanto assistia ao seu olhar faminto e possessivo no vídeo que ela publicara. Mas o pior estava por vir. Ouvi-o gabar-se aos amigos, com uma gargalhada presunçosa, que a "paixão vibrante" dela era "bem mais divertida do que um fado triste". E depois, o golpe final: uma foto no meu telemóvel, enviada por ela, de um teste de gravidez com duas riscas. "Parabéns, papá. O nosso 'vinho do amor' deu frutos." Naquele abismo de humilhação e traição, a dor cessou. A Ana fadista morreu, e uma nova mulher nasceu. Numa chamada telefónica fria, um advogado confirmou a renúncia da minha cidadania portuguesa. Sobre a mesa, um bilhete de avião apenas de ida, Lisboa para o Rio de Janeiro. Não havia perdão, nem volta a dar. A sua lealdade quebrada e a minha dignidade pisada forjaram uma determinação inabalável para desaparecer, para o apagar da minha vida, e para o fazer pagar por cada mentira.

Alma Perdida, Inocência Quebrada

Alma Perdida, Inocência Quebrada

Moderno

5.0

Eu tinha uma vida que parecia perfeita. Eu, João Miguel, tinha Sofia, a esposa que eu amava, e nosso precioso filho, Leo. Mas havia uma sombra, Carlos Alberto, o "salvador da infância" dela, que se esgueirava em nossas vidas. Então, veio o choque brutal. Sofia, completamente cega por sua adoração a esse homem, me obrigou a doar uma quantidade absurda de sangue, mesmo sabendo da minha condição médica. Eu morri, e minha alma ficou flutuando, uma testemunha silenciosa de cada horror que se desenrolava. A dor começou de verdade ali. Meu pequeno Leo, desesperado para me acordar, foi jogado de lado como lixo. Ele foi empurrado, ignorado, ferido, enquanto a frieza de Sofia cortava o ar. Carlos Alberto, o manipulador, o arrastou para longe, o torturou, quebrando seu corpo e seu espírito. Minha alma gritava, impotente, enquanto eu via meu filho, meu sangue, sendo destruído diante dos meus olhos. Ele caiu, bateu a cabeça, sangrou, e o pesadelo só piorava. Como a mulher por quem eu daria a vida pôde se tornar um monstro tão cego e cruel? Por que a manipulação daquele homem era mais importante do que ver seu próprio filho sofrer? Por que Sofia riu, com um som oco e cruel, quando Leo perguntou: "E se o papai morrer?" E ela respondeu: "Que morra. Seria um alívio." O horror se intensificava a cada instante, e meu pequeno guerreiro, de apenas sete anos, machucado e sangrando, carregava o peso de uma verdade insuportável no seu coração. Minha morte foi apenas o prelúdio para o calvário de Leo. Mas toda crueldade tem um preço a pagar. Será que a verdade, por mais devastadora que seja, emergirá? E aqueles que nos destruíram enfrentarão a fúria que semeou sua própria ruína?

Você deve gostar

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Ife Anyi

Aviso: Conteúdo 18+ para público adulto. Trecho do Livro: Donovan: Seus olhos verdes encantadores, que estavam vivos de paixão no dia em que eu disse que ela podia ir às compras, agora estão pálidos, com apenas o desespero dançando dentro deles. "Estou muito ciente dos meus deveres como sua esposa, Sr. Castellano." Meus olhos escurecem com o uso formal do meu nome. Já disse para ela parar com isso. Parece errado. Como se ela não me pertencesse. Cerrei o maxilar enquanto espero que ela termine a frase, mas seu sorriso frio se alarga. "Ah, você não gosta quando eu te chamo de Sr. Castellano, não é? Que pena. Você não pode forçar a minha boca a dizer o que você quer ouvir." O sangue corre para minha virilha enquanto suas palavras se acomodam no ar tenso entre nós. Será que ela percebe a gravidade do que acabou de dizer? Será que ela sabe que gemeu meu nome enquanto eu tinha sua boceta molhada na minha boca? Será que sabe o quanto ficou carente quando quis que eu a tomasse, mesmo sem estar totalmente acordada? E será que ela tem consciência de que eu sei o quanto ela me deseja em seus sonhos, enquanto na vida real finge me odiar? Ela me encara com raiva enquanto eu ferve, olhando para baixo, para ela. "É Donovan", digo sombriamente, resistindo à atração dos lábios dela e mantendo meu olhar em seus olhos. "Sr. Castellano", ela rebate. Meu rosto se aproxima, pronto para lhe dar um beijo punitivo, quando um som seco ecoa pelo quarto e então percebo, tarde demais, que acabei de levar um tapa, meu rosto virando para o lado, afastando-se de Eliana. Eliana me deu um tapa. A filha de Luis Santario acabou de me dar um tapa. Assim como o pai dela fizera muitas noites atrás. A vergonha me invade, mas logo é esmagada por uma raiva quente e violenta. Como ela ousa? Como essa vadia ousa?! A bochecha dela fica vermelha instantaneamente com as marcas dos meus dedos. O sangue escorre de seu nariz, e o cabelo, que estava preso em um coque bagunçado, se espalha ao redor de seu rosto. A cabeça de Eliana permanece baixa enquanto o sangue de seu nariz pinga sobre os lençóis brancos da cama. --- Eliana: Eu sei que estou assinando minha sentença de morte ao provocá-lo desse jeito, mas o que mais posso fazer quando ele já planejou me matar? Posso muito bem facilitar as coisas para ele, tirando-o do sério. Se eu não o afastar, tenho medo de começar a confundir as linhas entre meus sonhos e a realidade. O Donovan dos meus sonhos é drasticamente diferente do da vida real. Se meus planos para escapar desse casamento não derem certo, posso acabar morta ou, pior ainda, apaixonada por Donovan Castellano. E eu prefiro morrer agora a me apaixonar por ele e morrer depois. --- Anos atrás, Donovan Castellano passou por algo que o mudou irrevogavelmente para pior, e o pai de Eliana foi o culpado. Anos depois, o pai de Eliana morre. Eliana não conhece o passado sombrio do pai nem o motivo de Donovan Castellano tê-la comprado e depois se casado com ela. Mas ela sabe que ele quer sangue e pretende matá-la. Porém, por quanto tempo ela continuará se defendendo quando a forma como ele a toca e a beija em seus sonhos começa a confundir os limites entre realidade e ficção? Donovan conseguirá finalmente se vingar de Eliana pelo que o pai dela lhe fez? E Eliana conseguirá resistir às investidas de seu marido mafioso possessivo, mesmo quando ele diz que quer vê-la morta? Leia para descobrir.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
Dezoito Chamadas e Um Adeus Dezoito Chamadas e Um Adeus San Cailing Moderno
“A conta do hospital chegou numa terça-feira, o peso da fatura final para o meu filho, Leo, que viveu apenas sete horas. A dor era avassaladora, mas a visão daquele envelope disparou uma lembrança gélida. O incêndio. A fumaça preta e espessa. Eu, grávida de oito meses, presa no sexto andar do nosso prédio. Liguei para o meu marido, Miguel, repetidamente, dezoito vezes, em pânico total. Quando ele finalmente atendeu, sua voz era irritada, distante: "Estou ocupado." E então ouvi a voz chorosa da sua meia-irmã, Sofia, por um tornozelo torcido. Miguel desligou, apressando-se para cuidar dela, justificando o abandono. Ele escolheu o tornozelo torcido dela em vez da vida do nosso filho e da minha. Quando pedi o divórcio, ele e o sogro me chamaram de "dramática" e "emocional". Eles pediam compaixão pela "frágil" Sofia, que manipulava a todos. A minha compaixão morreu naquele incêndio, junto com o meu filho. Mas a verdade estava nas minhas mãos. A cópia da conta. E o registo daquelas chamadas, uma prova irrefutável da sua escolha. Com a minha mãe ao meu lado, decidi: não mais vítima. Eu não estava louca, estava apenas a começar a lutar. Era hora de acertar as contas.”
1

Introdução

24/06/2025

2

Capítulo 1

24/06/2025

3

Capítulo 2

24/06/2025

4

Capítulo 3

24/06/2025

5

Capítulo 4

24/06/2025

6

Capítulo 5

24/06/2025

7

Capítulo 6

24/06/2025

8

Capítulo 7

24/06/2025

9

Capítulo 8

24/06/2025

10

Capítulo 9

24/06/2025

11

Capítulo 10

24/06/2025