O Fio da Meada Quebrado

O Fio da Meada Quebrado

San Cailing

5.0
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Capítulo

Eu estava grávida de nove meses, esperando a chegada do meu bebé, quando um incêndio devastou o bairro. Fui submetida a uma cirurgia de emergência e perdi o nosso filho. Enquanto eu lutava pela vida, e depois pela dor da perda, o meu marido, Pedro, estava ocupado a ser o "herói" de outra pessoa. Liguei-lhe, devastada, e ouvi do outro lado da linha a voz doce da sua ex-namorada, Sofia, e depois do meu sogro, Tiago, agradecendo-lhe por a ter salvo. Pedro e a sua família, em vez de me apoiarem, desprezaram a minha dor, acusaram-me de drama e até tentaram manipular-me com a memória do bebé que perdi. Chegaram ao ponto de me caluniar e oferecer uma esmola para o divórcio, pintando-me como uma mulher instável. Será que estavam a tentar intimidar-me? Será que esperavam que eu, que tinha acabado de perder o meu bebé sozinha no meio do fogo, simplesmente aceitasse as migalhas e o desprezo? E como se tudo isso não bastasse, descobri a verdade por trás da "nobreza" de Pedro: ele estava a ter um caso com Sofia muito antes do incêndio. Aquele "salvamento heroico" era uma farsa, uma traição calculada. Não havia mais choro, apenas uma raiva fria e resoluta a acender-se dentro de mim. Chega de submissão, chega de aceitar migalhas. Eles queriam uma guerra? Pois teriam. E eu ia lutar para reivindicar não só o que era meu por direito, mas também a minha dignidade.

Introdução

Eu estava grávida de nove meses, esperando a chegada do meu bebé, quando um incêndio devastou o bairro.

Fui submetida a uma cirurgia de emergência e perdi o nosso filho.

Enquanto eu lutava pela vida, e depois pela dor da perda, o meu marido, Pedro, estava ocupado a ser o "herói" de outra pessoa.

Liguei-lhe, devastada, e ouvi do outro lado da linha a voz doce da sua ex-namorada, Sofia, e depois do meu sogro, Tiago, agradecendo-lhe por a ter salvo.

Pedro e a sua família, em vez de me apoiarem, desprezaram a minha dor, acusaram-me de drama e até tentaram manipular-me com a memória do bebé que perdi.

Chegaram ao ponto de me caluniar e oferecer uma esmola para o divórcio, pintando-me como uma mulher instável.

Será que estavam a tentar intimidar-me?

Será que esperavam que eu, que tinha acabado de perder o meu bebé sozinha no meio do fogo, simplesmente aceitasse as migalhas e o desprezo?

E como se tudo isso não bastasse, descobri a verdade por trás da "nobreza" de Pedro: ele estava a ter um caso com Sofia muito antes do incêndio.

Aquele "salvamento heroico" era uma farsa, uma traição calculada.

Não havia mais choro, apenas uma raiva fria e resoluta a acender-se dentro de mim.

Chega de submissão, chega de aceitar migalhas.

Eles queriam uma guerra?

Pois teriam.

E eu ia lutar para reivindicar não só o que era meu por direito, mas também a minha dignidade.

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