A Traição dos Cinquenta Mil Euros

A Traição dos Cinquenta Mil Euros

Qing Shui Lian Jian

5.0
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Capítulo

O prazo para pagar a fiança do meu irmão Miguel esgotava-se. Cinquenta mil euros, na conta conjunta, precisavam da assinatura do meu marido Tiago. Ele prometera, era a nossa única esperança. Quando finalmente atendi, Tiago foi ríspido. Ouvi Lara, a sócia, chorar e agradecer-lhe. "Usei os cinquenta mil euros para a caução dela", ele confessou sem remorsos. O dinheiro do meu irmão. Miguel ficou preso. Tiago trouxe Lara para casa, chamando-a de "inocente", meu irmão de "delinquente". Eu o expulsei, exigindo o divórcio. Em vingança, ele congelou minhas contas e me difamou, com a família dele a compactuar. Estava sozinha. A minha "felicidade" era uma mentira. Ele escolhera uma criminosa e um negócio falido em vez de mim, da minha família. Para eles, eu era mera substituta. A dor virou raiva gelada. Miguel, da prisão, revelou um segredo: a casa da avó em Sintra, um plano de fuga. "Vende-a, Sofia. Tira-me daqui... livra-te dele!" Com a aguerrida Dra. Almeida, a guerra começou. Ele me subestimou. Agora, eu não tinha mais nada a perder. Isso, tornava-me imparável.

A Traição dos Cinquenta Mil Euros Introdução

O prazo para pagar a fiança do meu irmão Miguel esgotava-se.

Cinquenta mil euros, na conta conjunta, precisavam da assinatura do meu marido Tiago.

Ele prometera, era a nossa única esperança.

Quando finalmente atendi, Tiago foi ríspido.

Ouvi Lara, a sócia, chorar e agradecer-lhe.

"Usei os cinquenta mil euros para a caução dela", ele confessou sem remorsos.

O dinheiro do meu irmão.

Miguel ficou preso.

Tiago trouxe Lara para casa, chamando-a de "inocente", meu irmão de "delinquente".

Eu o expulsei, exigindo o divórcio.

Em vingança, ele congelou minhas contas e me difamou, com a família dele a compactuar.

Estava sozinha.

A minha "felicidade" era uma mentira.

Ele escolhera uma criminosa e um negócio falido em vez de mim, da minha família.

Para eles, eu era mera substituta.

A dor virou raiva gelada.

Miguel, da prisão, revelou um segredo: a casa da avó em Sintra, um plano de fuga.

"Vende-a, Sofia. Tira-me daqui... livra-te dele!"

Com a aguerrida Dra. Almeida, a guerra começou.

Ele me subestimou.

Agora, eu não tinha mais nada a perder.

Isso, tornava-me imparável.

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Pedro e eu éramos o casal que todos admiravam, dez anos de conto de fadas, uma vida construída com amor e promessas. Mas então, uma foto anônima chegou ao meu celular, revelando Pedro em um restaurante, os olhos cheios de ternura para outra mulher, a secretária dele, Sofia. Meu mundo desabou em um zumbido ensurdecedor, o estômago revirado pela náusea da traição. O suco de abacate que ele oferecia a ela, o mesmo que eu odiava, era um símbolo cruel da sua duplicidade. Como ele pôde? Todas as mentiras, o celular sempre desligado, as desculpas esfarrapadas para as datas esquecidas… Eu era uma idiota por acreditar, uma boba por amar tanto. Agarrei-me ao peito, vomitando não só o café da manhã, mas também os dez anos de farsa. Eu havia perdido a mim mesma, a Clara cheia de garra. Mas agora, eu renascia das cinzas, mais forte. Quando ele chegou em casa, cansado e alheio, oferecendo-me um batido verde, o mesmo tom do suco da foto, o desgosto me invadiu. "Eu não gosto de abacate", eu disse, a voz calma, fria. "Você sabe disso." Ele tentou me abraçar, mas o meu corpo se tornou uma estátua de gelo, e a frieza nas minhas palavras o chocou profundamente. Uma tempestade externa espelhava a turbulência dentro mim, e cada gesto dele, cada toque, deixou marcas invisíveis de repulsa. No momento seguinte, o celular dele tocou, era a Sofia. "Tenho que ir, é urgente", ele disse, correndo porta afora, sem olhar para trás. Ele ia para ela, a mulher que era a sua verdadeira "urgência" . Sozinha na escuridão, a palavra "urgente" ecoava, agora vazia para mim. A febre me derrubou, a dor física da traição me consumindo, até que o conforto familiar me fez desabar. Minha mãe me abraçou, mostrando-me desenhos antigos, lembrando-me da garota vibrante que eu era. Ao ver meu eu passado, chorei não só por Pedro, mas por mim mesma, por ter me perdido. Naquela noite, eu respirei. A Clara estava de volta. Em nosso apartamento, cada objeto carregava uma história, agora manchada. Dez anos de risos e lágrimas, agora apenas uma pilha de memórias dolorosas. Quando Pedro entrou, vi seus olhos cansados, mas a minha voz saiu firme e clara: "Pedro, vamos nos divorciar." A incredulidade virou raiva em seu rosto e ele agarrou meu pulso. "O que você está dizendo? Está brincando comigo?" Eu me soltei. "Eu não estou brincando. Eu quero o divórcio." Ele bufou, tentando me manipular com falsas promessas de férias. "Clara, chega de dramas. O que você quer? Mais atenção?" Eu sorri amargamente. "Não preciso das suas promessas vazias. Eu quero uma parte maior do nosso patrimônio. Afinal, você é a parte culpada." Sua arrogância desmoronou. "Clara, não exagere. Não seja ridícula. Não há necessidade de levar as coisas a este extremo." Sua condescendência me atingiu profundamente. Ele não sabia a dor que me causara. "Pedro, por que você tinha tanta certeza de que eu nunca te deixaria?" Ele gaguejou. E então, eu disse: "Sofia." A palavra o atingiu como um soco. Ele ficou pálido, chocado. "Como você sabe?" "Não importa como eu sei", eu disse, jogando as fotos na mesa. Fotos dele e Sofia, rindo, se beijando. O suco de abacate. Ele caiu de joelhos. "Me desculpa, Clara, me desculpa." Olhei para ele sem emoção. "Quando você cozinhava para ela, usava as mesmas receitas? Quando secava o cabelo dela, era com o mesmo cuidado? Quando ela tinha cólicas, fazia o mesmo chá de gengibre?" Seu silêncio era a resposta. "Eu poderia ter aceitado o fim do nosso amor", eu disse, a voz cortante. "Mas não posso aceitar que o amor que me deste, a atenção que me dedicaste, tenha sido partilhada com outra pessoa. Isso é nojento." "Para, por favor, para de falar", ele suplicou, lágrimas escorrendo. "Você não pensou em mim quando estava com ela", eu retruquei. "Por que devo te poupar agora?" Ele agarrou minha mão, suas lágrimas quentes na minha pele. "Eu faço qualquer coisa para te compensar. 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Lá, uma figura alta, com um redemoinho familiar no cabelo, olhava o rio. Era Pedro. Mas o Pedro de dezoito anos. Eu estava em choque. "Pedro?", minha voz mal saiu. Ele sorriu, os olhos brilhando com uma luz que eu não via há anos. "Olá, Clara. Sou eu." "Você... você tem dezoito anos", gaguejei. "Eu sei. Eu só acordei aqui. Mas fui eu que te enviei as flores." Ele me beijou a mão, colocou um chapéu de palha feito por ele na minha cabeça. "Eu ainda te amo." Instintivamente, ele me puxou para protegê-la de alguns motoqueiros. Senti a segurança que há muito perdera. Na roda-gigante, a cidade se estendia abaixo. Ele me perguntou: "Clara, se você soubesse o final da história, você ainda teria começado?" A pergunta pairou no ar. Minha resposta agora era diferente. "Obrigada", eu disse, a voz cheia de emoção. "Obrigada por me amar, por me ensinar. Por fazer parte da minha vida." Ele chorou, pedindo desculpas pelo seu eu futuro. "Por favor, Clara. Dê-lhe outra oportunidade." 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Havia uma tristeza em seus olhos que o partiu ao meio. No topo da roda-gigante, a dor lancinante da sua recusa foi acompanhada por um estranho alívio. Ela estava se protegendo, escolhendo sua própria felicidade. Seu corpo começou a desaparecer. "Que a minha pessoa mais amada, no lugar que eu não posso ver, esteja bem e feliz", ele sussurrou. E então, ele se dissolveu, deixando para trás apenas o amor, uma memória tenra do que já foi.

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A Traição dos Cinquenta Mil Euros A Traição dos Cinquenta Mil Euros Qing Shui Lian Jian Moderno
“O prazo para pagar a fiança do meu irmão Miguel esgotava-se. Cinquenta mil euros, na conta conjunta, precisavam da assinatura do meu marido Tiago. Ele prometera, era a nossa única esperança. Quando finalmente atendi, Tiago foi ríspido. Ouvi Lara, a sócia, chorar e agradecer-lhe. "Usei os cinquenta mil euros para a caução dela", ele confessou sem remorsos. O dinheiro do meu irmão. Miguel ficou preso. Tiago trouxe Lara para casa, chamando-a de "inocente", meu irmão de "delinquente". Eu o expulsei, exigindo o divórcio. Em vingança, ele congelou minhas contas e me difamou, com a família dele a compactuar. Estava sozinha. A minha "felicidade" era uma mentira. Ele escolhera uma criminosa e um negócio falido em vez de mim, da minha família. Para eles, eu era mera substituta. A dor virou raiva gelada. Miguel, da prisão, revelou um segredo: a casa da avó em Sintra, um plano de fuga. "Vende-a, Sofia. Tira-me daqui... livra-te dele!" Com a aguerrida Dra. Almeida, a guerra começou. Ele me subestimou. Agora, eu não tinha mais nada a perder. Isso, tornava-me imparável.”
1

Introdução

24/06/2025

2

Capítulo 1

24/06/2025

3

Capítulo 2

24/06/2025

4

Capítulo 3

24/06/2025

5

Capítulo 4

24/06/2025

6

Capítulo 5

24/06/2025

7

Capítulo 6

24/06/2025

8

Capítulo 7

24/06/2025

9

Capítulo 8

24/06/2025

10

Capítulo 9

24/06/2025

11

Capítulo 10

24/06/2025