Minha Vida Sem Você, Pedro

Minha Vida Sem Você, Pedro

Checkmate

5.0
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Capítulo

A dor da cirurgia era excruciante, mas a do coração era ainda pior. Eram 3 da manhã quando recebi alta do bloco operatório, depois de doar um rim à minha irmã. Desabei na cama do hospital, exausta, e tentei ligar ao meu marido, Pedro. Ele não atendeu. Mas ouvi a sua voz, irritada e ofegante, quando finalmente me ligou de volta, reclamando por eu o estar a incomodar com "tão pouco" . Foi quando a minha prima, Sofia, e o meu tio, Tiago, entraram na conversa. Sofia falava do incêndio no centro da cidade, do seu gato, Miau, e não parava de agradecer ao Pedro por os ter "salvado" . O Pedro, o meu marido, esteve a resgatar a Sofia e o gato dela em vez de apoiar a minha cirurgia? A minha doação de rim não era tão importante quanto um incêndio no lado oposto da cidade? Fria e magoada, pedi o divórcio. Ele riu-se, acusou-me de drama e desligou na minha cara. Depois bloqueou-me. Ainda a recuperar de uma grande cirurgia, fui deixada sozinha, sentindo-me traída pelo homem que devia amar-me. Como é que ele pôde? Será que a família ia continuar a defendê-lo? Como podia ele preferir uma prima distante e um gato, à sua própria esposa que acabara de sacrificar parte de si para salvar a irmã dele? E por que raio o meu tio o defendia? Não ia chorar. Esta dor não era só física, era um grito de guerra. Era hora de virar a mesa e fazê-lo pagar caro por cada mentira.

Introdução

A dor da cirurgia era excruciante, mas a do coração era ainda pior. Eram 3 da manhã quando recebi alta do bloco operatório, depois de doar um rim à minha irmã.

Desabei na cama do hospital, exausta, e tentei ligar ao meu marido, Pedro. Ele não atendeu.

Mas ouvi a sua voz, irritada e ofegante, quando finalmente me ligou de volta, reclamando por eu o estar a incomodar com "tão pouco" .

Foi quando a minha prima, Sofia, e o meu tio, Tiago, entraram na conversa. Sofia falava do incêndio no centro da cidade, do seu gato, Miau, e não parava de agradecer ao Pedro por os ter "salvado" .

O Pedro, o meu marido, esteve a resgatar a Sofia e o gato dela em vez de apoiar a minha cirurgia? A minha doação de rim não era tão importante quanto um incêndio no lado oposto da cidade?

Fria e magoada, pedi o divórcio. Ele riu-se, acusou-me de drama e desligou na minha cara. Depois bloqueou-me.

Ainda a recuperar de uma grande cirurgia, fui deixada sozinha, sentindo-me traída pelo homem que devia amar-me.

Como é que ele pôde? Será que a família ia continuar a defendê-lo? Como podia ele preferir uma prima distante e um gato, à sua própria esposa que acabara de sacrificar parte de si para salvar a irmã dele? E por que raio o meu tio o defendia?

Não ia chorar. Esta dor não era só física, era um grito de guerra. Era hora de virar a mesa e fazê-lo pagar caro por cada mentira.

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