Nunca Mais Serei a Segunda Opção

Nunca Mais Serei a Segunda Opção

Betty

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Capítulo

Um som ensurdecedor de metal. O cheiro a queimado. O carro capotado. A minha perna estava presa, uma dor excruciante, o sangue a manchar as calças. Clamo por Mateus, meu marido. Ele me vê, minha perna fraturada. Mas outro grito ecoa: Sofia. Apenas um arranhão para ela. Em um piscar de olhos, ele corre para ela, deixando-me para trás, presa no metal retorcido. A dor no peito? Pior que a da perna. Ele afasta-me com um olhar irritado: "Sofia está em choque!" No hospital, com um osso exposto, ele e a irmã dele ainda a defendem, chamando-me de dramática, ciumenta. Ele me abandonou, literalmente, para cuidar de um arranhão. Como pude ser tão cega? A dor rasga-me a alma: esta não é a pessoa que eu pensava conhecer. Deitada naquela maca hospitalar, soube. O nosso casamento tinha morrido ali. Quando o advogado dele me ofereceu uma compensação insultuosa, percebi: não serei a vítima. Minha vida recomeça, e ele pagará por cada pedaço.

Introdução

Um som ensurdecedor de metal. O cheiro a queimado. O carro capotado.

A minha perna estava presa, uma dor excruciante, o sangue a manchar as calças.

Clamo por Mateus, meu marido.

Ele me vê, minha perna fraturada.

Mas outro grito ecoa: Sofia. Apenas um arranhão para ela.

Em um piscar de olhos, ele corre para ela, deixando-me para trás, presa no metal retorcido.

A dor no peito? Pior que a da perna.

Ele afasta-me com um olhar irritado: "Sofia está em choque!"

No hospital, com um osso exposto, ele e a irmã dele ainda a defendem, chamando-me de dramática, ciumenta.

Ele me abandonou, literalmente, para cuidar de um arranhão.

Como pude ser tão cega?

A dor rasga-me a alma: esta não é a pessoa que eu pensava conhecer.

Deitada naquela maca hospitalar, soube. O nosso casamento tinha morrido ali.

Quando o advogado dele me ofereceu uma compensação insultuosa, percebi: não serei a vítima.

Minha vida recomeça, e ele pagará por cada pedaço.

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O cheiro de hospital e o latejar na minha cabeça não eram estranhos. A última coisa que eu lembrava era do fogo lambendo o carro, do grito da minha mãe, do silêncio do meu pai e dos ossos do meu irmão Pedro quebrando. Mas a enfermeira disse: "Luana, você acordou. Teve um pesadelo feio." Pesadelo? Não foi um pesadelo. Foi real. Então ela me disse a data: 12 de abril de 2023. Meu coração gelou. Era exatamente um ano antes do acidente que matou minha família e a mim. Naquela vida, eu fui uma tola, cega pela paixão por Marcos, um filho de político charmoso e rico. Ignorei os avisos dos meus pais: "Luana, eles são perigosos." E a obsessão doentia de Clara, minha amiga de infância, por Marcos, que eu confundi com admiração. Meu pai se recusou a se curvar à corrupção deles, e a retaliação veio: a auditoria forjada, a ruína financeira, a venda de tudo. E eu, em minha cegueira, culpava meu pai, encontrando-me secretamente com Marcos, acreditando em suas mentiras. O inferno veio no dia do meu noivado. Um carro em alta velocidade nos atingiu. A última coisa que vi foi o rosto de Clara, distorcido pelo ódio e triunfo. Ela sobreviveu. Meus pais e eu não. Meu irmão Pedro ficou paralítico. Eu morri dias depois. Mas agora... eu estava viva de novo. Abraçada aos meus pais vivos e ao meu irmão andando, as lágrimas escorriam incontroláveis. "Não foi um pesadelo, mãe. Foi um aviso", eu disse, minha voz finalmente firme. "Temos uma segunda chance. E não vamos desperdiçá-la." A família de Marcos e Clara eram nossos inimigos. Desta vez, não seríamos vítimas. Desta vez, lutaríamos. Na TV, Clara já causava um tumulto tentando se aproximar de Marcos. Foi o começo de tudo. A guerra havia começado, e eu estava pronta.

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