A Custódia da Minha Alma

A Custódia da Minha Alma

Michael Tretter

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Acordei no hospital, com a perna partida e a casa desabada. Dezenas de chamadas não atendidas do meu marido, Pedro. Pensei que estava preocupado, mas a mensagem dele revelou a verdade: "Onde estás, Sofia? A Lara está aterrorizada." Lara. A ex-namorada dele. Liguei-lhe, a voz rouca, a dizer que estava no hospital. A sua resposta? "Não posso ir aí agora. A Lara está a ter um ataque de pânico. Ela não tem mais ninguém." Ouvi-o confortá-la com uma ternura que nunca me mostrou. Foi então que decidi: "Vamos divorciar-nos." Ele explodiu, acusou-me de ser dramática, de não ter compaixão pela "vítima" Lara. Eu, a sua esposa, que quase morrera sob os escombros, não importava. Ele desligou-me na cara, e os seus pais, os Almeidas, acolheram a Lara em sua casa, onde eu e a minha filha, Beatriz, íamos ficar temporariamente. Fui expulsa da casa deles, acusada de ser um monstro, uma mãe histérica e cruel, por não aceitar a presença da amante do meu marido. Eles queriam a custódia da minha filha, dizendo que eu "não tinha nada". Como é que a minha própria família me podia trair assim, em meio ao caos de um terramoto, e ainda tentar roubar-me a minha filha? Mas eu não ia ceder. Eu ia lutar pela Beatriz e pela minha própria liberdade.

Introdução

Acordei no hospital, com a perna partida e a casa desabada.

Dezenas de chamadas não atendidas do meu marido, Pedro.

Pensei que estava preocupado, mas a mensagem dele revelou a verdade: "Onde estás, Sofia? A Lara está aterrorizada."

Lara. A ex-namorada dele.

Liguei-lhe, a voz rouca, a dizer que estava no hospital.

A sua resposta? "Não posso ir aí agora. A Lara está a ter um ataque de pânico. Ela não tem mais ninguém."

Ouvi-o confortá-la com uma ternura que nunca me mostrou.

Foi então que decidi: "Vamos divorciar-nos."

Ele explodiu, acusou-me de ser dramática, de não ter compaixão pela "vítima" Lara.

Eu, a sua esposa, que quase morrera sob os escombros, não importava.

Ele desligou-me na cara, e os seus pais, os Almeidas, acolheram a Lara em sua casa, onde eu e a minha filha, Beatriz, íamos ficar temporariamente.

Fui expulsa da casa deles, acusada de ser um monstro, uma mãe histérica e cruel, por não aceitar a presença da amante do meu marido.

Eles queriam a custódia da minha filha, dizendo que eu "não tinha nada".

Como é que a minha própria família me podia trair assim, em meio ao caos de um terramoto, e ainda tentar roubar-me a minha filha?

Mas eu não ia ceder. Eu ia lutar pela Beatriz e pela minha própria liberdade.

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A música alta vibrava em meu peito, mas não era páreo para a ansiedade que me consumia. Ricardo Mendes, meu namorado há cinco anos, me segurava com uma possessividade que antes me acalmava e agora parecia uma gaiola. Eu era seu bibelô, sua boneca, e por cinco anos, cega pelo que pensei ser amor, aceitei meu papel. Então, ele pegou o microfone, e o mundo ao redor emudeceu, todos os olhos voltados para nós. "Muitos de vocês conhecem a Júlia. Por cinco anos, ela foi uma companhia divertida... uma distração adorável." A palavra 'distração' me atingiu como um tapa. "Mas toda distração tem seu fim. E hoje, apresento a mulher que realmente importa: minha alma gêmea." De repente, Clara, sua assistente, surgiu usando o "Oceano Estrelado", o colar da minha falecida mãe, que Ricardo jura ter guardado para me proteger. Ele a beijou na frente de todos, e o mundo de Júlia desabou. A humilhação foi pública, esmagadora. "O show acabou, Júlia. Você pode ir. Preciso do apartamento de volta até amanhã." Lágrimas queimavam meus olhos, mas algo dentro de mim se partiu e se refez, mais duro e afiado. A submissão de cinco anos se transformou em fúria fria. "Você se engana sobre quem é o palhaço principal." Minha voz nem sequer tremeu. "Fique com o colar. Fique com a sua 'alma gêmea' . Vocês se merecem, pessoas superficiais precisam de objetos superficiais para provar algo que não existe." Eu não dei a ele a satisfação de uma única lágrima. "E não se preocupe com o apartamento, Ricardo. Eu nunca gostei da decoração mesmo. É tão sem alma quanto o dono." Deixei para trás as ruínas de minha antiga vida, respirando, pela primeira vez em cinco anos, o ar da liberdade.

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