O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

O Sétimo Aniversário Que Virou Adeus

Loretta

5.0
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Capítulo

Era o nosso sétimo aniversário de casamento, e também Dia dos Namorados. Eu tinha reservado o restaurante aéreo mais caro da cidade, um lugar com vista para os sonhos que Pedro e eu construímos juntos. Esperei por ele por três longas horas. O restaurante estava prestes a fechar, mas Pedro não apareceu. Voltei para casa sozinha, para o lar que antes parecia um santuário. As luzes estavam apagadas, e o silêncio era profundo, quase sufocante. Foi então que a porta finalmente se abriu, revelando não apenas Pedro, mas também sua assistente, Ana. O cheiro do perfume dela, misturado com álcool, invadiu o ambiente, rasgando a fina camada de negação que eu ainda mantinha. Era o mesmo perfume que Pedro me deu de presente, um que eu nunca tive coragem de usar. Pedro ligou a luz, e seus olhos me encontraram no sofá. Ele parecia surpreso, mas logo a expressão de falsa normalidade retornou ao seu rosto. "Juliana, por que você está sentada no escuro? Quase me assustou." Sua voz, antes tão familiar, agora soava estranha. Ana, atrás dele, parecia nervosa, murmurando desculpas sobre tê-lo trazido para casa. Uma calma estranha tomou conta de mim, um tipo de entorpecimento. Eu não gritei, não questionei, apenas os despachei. Pedro franziu a testa, irritado com a minha indiferença, quase exigindo que eu agradecesse a Ana por invadir nosso espaço. Eu sorri, um sorriso frio e distante. "Eu agradeci. Ou você quer que eu me curve para ela?" O rosto dele escureceu, e a ameaça de um confronto se instalou no ar. Ana, com sua falsa fragilidade, interveio, parecendo a vítima inocente, enquanto eu era a vilã. Mas eu já conhecia esse truque, e ele não me afetava mais. Naquela noite, deitada sozinha na nossa cama, percebi que meu coração, antes dolorido, agora estava completamente entorpecido. Não havia mais raiva, apenas uma decisão fria e calculista. É a hora de acabar com isso. No dia seguinte, peguei meu telefone e disquei um número que não ligava há muito tempo. "Marcos." A voz dele, do outro lado da linha, estava cheia de surpresa. "Você conhece algum bom advogado de divórcio?"

Introdução

Era o nosso sétimo aniversário de casamento, e também Dia dos Namorados.

Eu tinha reservado o restaurante aéreo mais caro da cidade, um lugar com vista para os sonhos que Pedro e eu construímos juntos.

Esperei por ele por três longas horas.

O restaurante estava prestes a fechar, mas Pedro não apareceu.

Voltei para casa sozinha, para o lar que antes parecia um santuário.

As luzes estavam apagadas, e o silêncio era profundo, quase sufocante.

Foi então que a porta finalmente se abriu, revelando não apenas Pedro, mas também sua assistente, Ana.

O cheiro do perfume dela, misturado com álcool, invadiu o ambiente, rasgando a fina camada de negação que eu ainda mantinha.

Era o mesmo perfume que Pedro me deu de presente, um que eu nunca tive coragem de usar.

Pedro ligou a luz, e seus olhos me encontraram no sofá.

Ele parecia surpreso, mas logo a expressão de falsa normalidade retornou ao seu rosto.

"Juliana, por que você está sentada no escuro? Quase me assustou."

Sua voz, antes tão familiar, agora soava estranha.

Ana, atrás dele, parecia nervosa, murmurando desculpas sobre tê-lo trazido para casa.

Uma calma estranha tomou conta de mim, um tipo de entorpecimento.

Eu não gritei, não questionei, apenas os despachei.

Pedro franziu a testa, irritado com a minha indiferença, quase exigindo que eu agradecesse a Ana por invadir nosso espaço.

Eu sorri, um sorriso frio e distante.

"Eu agradeci. Ou você quer que eu me curve para ela?"

O rosto dele escureceu, e a ameaça de um confronto se instalou no ar.

Ana, com sua falsa fragilidade, interveio, parecendo a vítima inocente, enquanto eu era a vilã.

Mas eu já conhecia esse truque, e ele não me afetava mais.

Naquela noite, deitada sozinha na nossa cama, percebi que meu coração, antes dolorido, agora estava completamente entorpecido.

Não havia mais raiva, apenas uma decisão fria e calculista.

É a hora de acabar com isso.

No dia seguinte, peguei meu telefone e disquei um número que não ligava há muito tempo.

"Marcos."

A voz dele, do outro lado da linha, estava cheia de surpresa.

"Você conhece algum bom advogado de divórcio?"

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