A Segunda Opção Não Existe Mais

A Segunda Opção Não Existe Mais

Rock La porte

5.0
Comentário(s)
520
Leituras
11
Capítulo

O meu filho, Leo, faz cinco anos hoje. Preparei tudo, o bolo de super-heróis, os presentes, à espera do pai dele. Mas o meu marido, João, não está aqui. Ele está, como em todos os anos, com a sua ex-namorada, Sofia, e a filha dela, Lara, que também faz anos hoje. Quando a minha sogra, Dona Almeida, me ligou, tive que mentir sobre a sua ausência, inventando uma "emergência de trabalho". Ela suspirou, um som pesado de desilusão. "Ele é fraco quando se trata da Sofia", disse ela, a sua voz dura. "Tu és uma boa mulher, Ana. Demasiado boa. O meu filho não te merece se continua a fazer isto." "Pensa no Leo. Que tipo de exemplo é este para ele?" As suas palavras eram a pura verdade. Olhei para o meu filho, a sua excitação de aniversário desvanecida, substituída por uma resignação silenciosa. Nenhuma criança de cinco anos deveria conhecer tamanha desilusão. Cansada de ser a segunda opção, cansada desta mentira anual. Chega de esperar por um homem que nunca está lá quando mais precisamos dele. Peguei no meu telemóvel e digitei uma mensagem curta para o João. "João, quero o divórcio."

A Segunda Opção Não Existe Mais Introdução

O meu filho, Leo, faz cinco anos hoje.

Preparei tudo, o bolo de super-heróis, os presentes, à espera do pai dele.

Mas o meu marido, João, não está aqui.

Ele está, como em todos os anos, com a sua ex-namorada, Sofia, e a filha dela, Lara, que também faz anos hoje.

Quando a minha sogra, Dona Almeida, me ligou, tive que mentir sobre a sua ausência, inventando uma "emergência de trabalho".

Ela suspirou, um som pesado de desilusão.

"Ele é fraco quando se trata da Sofia", disse ela, a sua voz dura.

"Tu és uma boa mulher, Ana. Demasiado boa. O meu filho não te merece se continua a fazer isto."

"Pensa no Leo. Que tipo de exemplo é este para ele?"

As suas palavras eram a pura verdade.

Olhei para o meu filho, a sua excitação de aniversário desvanecida, substituída por uma resignação silenciosa.

Nenhuma criança de cinco anos deveria conhecer tamanha desilusão.

Cansada de ser a segunda opção, cansada desta mentira anual.

Chega de esperar por um homem que nunca está lá quando mais precisamos dele.

Peguei no meu telemóvel e digitei uma mensagem curta para o João.

"João, quero o divórcio."

Continuar lendo

Outros livros de Rock La porte

Ver Mais
A Mulher que Voltou para Vencer

A Mulher que Voltou para Vencer

Bilionários

5.0

Na cama fria do hospital, eu sentia a vida escorrer. Meu marido, João, não tinha olhos de luto, mas de impaciência, segurando os papéis do divórcio. "Luana, assine" , ele disse, a voz vazia. Olhei para Clara, sua 'irmã de consideração', a CEO de sucesso na porta, e para meu filho, Pedro, que declarou: "Mãe, você deveria se contentar em ser uma figura secundária. Apenas assine." Meu coração, já frágil, se despedaçou com a traição descarada. Com a última força, assinei, o choro me sufocando não pela vida que se ia, mas pelo amor jogado fora. A escuridão me engoliu, até que, de repente, abri os olhos novamente. Eu estava sentada no sofá da casa dos meus pais, jovem e saudável, enquanto João se ajoelhava com uma caixa de veludo, pronto para me pedir em casamento. Era o dia do pedido, mas a memória da traição, da dor, da morte, era vívida, real. Vi a mesma ambição em seus olhos, mas agora ele olhava para Clara, que sorria sutilmente à porta. Meu pai, o Sr. Silva, impôs uma condição: "Se você quer se casar com ela, prometa que nunca a deixará e nunca se envolverá com outra pessoa." Para meu horror, João se levantou abruptamente, ignorou meu pai e se ajoelhou diante de Clara. "Senhor Silva" , ele declarou, com uma convicção insana: "Eu quero me casar com Clara. Luana pode ser uma sócia minoritária." Percebi que não era a única a renascer; ele também, tentando "corrigir" o que via como um erro. A humilhação era insuportável. Mas a dor se misturava a uma terrível suspeita. Fui à casa de Clara, ouvi sua assistente elogiá-la por se "livrar da Luana e da mãe dela" . Então, Clara, com arrogância cruel, confessou: "Aquele velho e a filha dele são uns tolos. Assim como a mãe dela era. Um pequeno susto e o coração fraco dela não aguentou. Foi mais fácil do que eu pensava." Meu sangue gelou; a morte da minha mãe não foi ataque cardíaco. Foi Clara. A raiva me consumiu. Eu não seria a tola novamente. "Eu renasci, e desta vez, eu não seria a tola."

Laços Quebrados: O Preço da Liberdade

Laços Quebrados: O Preço da Liberdade

Moderno

5.0

O som do despertador era o primeiro ataque do dia. Para Maria, a sensação de sufocamento já vinha antes mesmo de tirar os pés da cama. Três mensagens da mãe, Dona Clara, ditavam cada passo: "Bom dia, filha. Não coma nada da cantina, você sabe que aquelas coisas não prestam." "Não se esqueça da sua aula de cálculo às 10h." "Vi que você usou 15 reais ontem à noite. Mande uma foto do comprovante." Cada centavo, cada amizade, cada escolha controlada, como se Maria fosse uma propriedade. A "mini-geladeira" no quarto, reabastecida com os alimentos aprovados pela mãe, era a prova física da sua prisão. Então, o desastre. Na fila da cantina, faminta após uma aula extra, ela tentou comprar um salgado. "Transação não autorizada." A humilhação invadiu suas bochechas. Sua mãe havia bloqueado o cartão, castigando sua ousadia de tentar viver. Mas então, uma voz gentil: "Deixa que eu pago pra você." João Pedro, um colega de literatura, pagou seu almoço, oferecendo um copo de água fresca no seu deserto particular. A normalidade frágil durou segundos. O celular explodiu. "Mãe" piscava na tela. "Maria da Silva, posso saber o que significa isso? Por que você tentou passar o cartão na cantina? E quem é esse rapaz que acabou de pagar para você?" A humilhação, agora pública, se tornou insuportável. "Homem nenhum é 'gentil' de graça, Maria. Você é muito ingênua. Levante-se dessa mesa agora mesmo e volte para o seu quarto. Agora!" Maria sentiu o olhar de João Pedro, o medo em seus olhos enquanto ele se afastava. A risada da mãe ecoou: "Adulta? Você não consegue nem se sustentar. Enquanto você viver do meu dinheiro, você vive sob as minhas regras." As lágrimas subiram. A derrota era total. Mas não mais. Enquanto a mãe vociferava sobre ingratidão, uma raiva fria e cortante acendeu. A humilhação de hoje não era mais uma na lista. Era a última. A submissão morria ali. No lugar dela, uma consciência brutalmente clara despertava.

A Guardiã e o Sacrifício

A Guardiã e o Sacrifício

Fantasia

5.0

Minha vida era um conto de fadas sombrio, onde eu, Luna, a Guardiã do Elixir da Vida, zelava pela fonte da imortalidade. Mas o caos varreu meu mundo quando o elixir foi trocado por água, e eu fui a única culpada por essa catástrofe. O Conselho das Sombras me condenou a 300 anos de confinamento em uma prisão de cristal, uma tortura consciente que congelou meu corpo e despedaçou minha alma. Ao fim da sentença, reencontrei meu noivo, o Lorde das Sombras, e meu filho Astaroth, que me acolheram com um alívio que parecia genuíno, e por um instante, a culpa que me corroía diminuiu. Eu tentava compensar o "erro" que havia "cometido", vivendo para agradá-los, cega em minha gratidão por tê-los de volta. Até que uma noite, no corredor, uma conversa roubada abriu a caixa de Pandora da minha existência. "Pai, não aguento mais fingir," Astaroth sussurrou, e meu mundo desabou. Descobri que a troca do elixir, minha prisão, meus 300 anos de sofrimento, tudo foi um plano orquestrado pela minha própria irmã, Lilith, com a cumplicidade do meu filho e do homem que eu amava, para benefício dela. Eu não era uma guardiã que falhou, era um sacrifício, um bode expiatório perfeito para a ascensão de Lilith ao poder. A humilhação me engoliu, eu era apenas uma peça descartável em um jogo de poder que nem sabia que estava sendo jogado. Ninguém se importou comigo, ninguém me defendeu, eles eram todos cúmplices em sua fria conspiração. Eu fui "salva" pelo Lorde das Sombras no passado, não por amor, mas para me tornar uma devedora controlável, uma posse. A mulher que eu era, cheia de esperança e gratidão, morreu naquele corredor - em seu lugar, nasceu uma fúria fria e cortante. Forçada a presenciar a "celebração" de Lilith, vestindo minhas antigas vestes cerimoniais como um troféu, minha humilhação foi pública e cruel. Um ancião do conselho me agrediu em plena festa, e Astaroth, meu filho, desviou o olhar, enquanto o Lorde das Sombras me ignorou, escolhendo acalmar Lilith. A indiferença deles era mais dolorosa que o tapa, confirmando que eu não significava absolutamente nada. Fui encurralada por Lilith, que confessou tudo, revelando a manipulação e o desprezo que sempre sentiu. Ela encenou um ataque, me incriminando mais uma vez, e o Lorde das Sombras me condenou sem hesitação, me lançando contra a parede com magia, tirando minha consciência. Apesar da dor, um pensamento claro me invadiu: o espelho de tempo de minha mãe, meu segredo, minha fuga havia começado. Aquele espelho proibido abriu uma fenda, e eu atravessei para um mundo que nunca imaginei, deixando tudo para trás. Dez anos se passaram, e meu refúgio no mundo humano era uma pequena livraria: "O Refúgio", e meu filho de coração, Tigre, era minha família. Um dia, o sino da livraria tocou, e na porta, estavam eles, o Lorde das Sombras e Astaroth, visivelmente quebrados, buscando perdão. Eu, Luna, não era mais a presa - eu era a caçadora de minha própria paz, e minha resposta foi um eco da dor que me causaram. "A Luna que vocês conheceram está morta. Vocês a mataram." Eles foram condenados a 3000 anos na prisão de cristal, dez vezes a minha pena, uma justiça poética. Mas eu não celebrei; queimei a notificação, as cinzas do meu passado se dissolvendo no fogo. "Nada importante, querido. Apenas uma história antiga que finalmente chegou ao fim."

Você deve gostar

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Resistindo ao Meu Marido Mafioso Possessivo

Ife Anyi
5.0

Aviso: Conteúdo 18+ para público adulto. Trecho do Livro: Donovan: Seus olhos verdes encantadores, que estavam vivos de paixão no dia em que eu disse que ela podia ir às compras, agora estão pálidos, com apenas o desespero dançando dentro deles. "Estou muito ciente dos meus deveres como sua esposa, Sr. Castellano." Meus olhos escurecem com o uso formal do meu nome. Já disse para ela parar com isso. Parece errado. Como se ela não me pertencesse. Cerrei o maxilar enquanto espero que ela termine a frase, mas seu sorriso frio se alarga. "Ah, você não gosta quando eu te chamo de Sr. Castellano, não é? Que pena. Você não pode forçar a minha boca a dizer o que você quer ouvir." O sangue corre para minha virilha enquanto suas palavras se acomodam no ar tenso entre nós. Será que ela percebe a gravidade do que acabou de dizer? Será que ela sabe que gemeu meu nome enquanto eu tinha sua boceta molhada na minha boca? Será que sabe o quanto ficou carente quando quis que eu a tomasse, mesmo sem estar totalmente acordada? E será que ela tem consciência de que eu sei o quanto ela me deseja em seus sonhos, enquanto na vida real finge me odiar? Ela me encara com raiva enquanto eu ferve, olhando para baixo, para ela. "É Donovan", digo sombriamente, resistindo à atração dos lábios dela e mantendo meu olhar em seus olhos. "Sr. Castellano", ela rebate. Meu rosto se aproxima, pronto para lhe dar um beijo punitivo, quando um som seco ecoa pelo quarto e então percebo, tarde demais, que acabei de levar um tapa, meu rosto virando para o lado, afastando-se de Eliana. Eliana me deu um tapa. A filha de Luis Santario acabou de me dar um tapa. Assim como o pai dela fizera muitas noites atrás. A vergonha me invade, mas logo é esmagada por uma raiva quente e violenta. Como ela ousa? Como essa vadia ousa?! A bochecha dela fica vermelha instantaneamente com as marcas dos meus dedos. O sangue escorre de seu nariz, e o cabelo, que estava preso em um coque bagunçado, se espalha ao redor de seu rosto. A cabeça de Eliana permanece baixa enquanto o sangue de seu nariz pinga sobre os lençóis brancos da cama. --- Eliana: Eu sei que estou assinando minha sentença de morte ao provocá-lo desse jeito, mas o que mais posso fazer quando ele já planejou me matar? Posso muito bem facilitar as coisas para ele, tirando-o do sério. Se eu não o afastar, tenho medo de começar a confundir as linhas entre meus sonhos e a realidade. O Donovan dos meus sonhos é drasticamente diferente do da vida real. Se meus planos para escapar desse casamento não derem certo, posso acabar morta ou, pior ainda, apaixonada por Donovan Castellano. E eu prefiro morrer agora a me apaixonar por ele e morrer depois. --- Anos atrás, Donovan Castellano passou por algo que o mudou irrevogavelmente para pior, e o pai de Eliana foi o culpado. Anos depois, o pai de Eliana morre. Eliana não conhece o passado sombrio do pai nem o motivo de Donovan Castellano tê-la comprado e depois se casado com ela. Mas ela sabe que ele quer sangue e pretende matá-la. Porém, por quanto tempo ela continuará se defendendo quando a forma como ele a toca e a beija em seus sonhos começa a confundir os limites entre realidade e ficção? Donovan conseguirá finalmente se vingar de Eliana pelo que o pai dela lhe fez? E Eliana conseguirá resistir às investidas de seu marido mafioso possessivo, mesmo quando ele diz que quer vê-la morta? Leia para descobrir.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
A Segunda Opção Não Existe Mais A Segunda Opção Não Existe Mais Rock La porte Romance
“O meu filho, Leo, faz cinco anos hoje. Preparei tudo, o bolo de super-heróis, os presentes, à espera do pai dele. Mas o meu marido, João, não está aqui. Ele está, como em todos os anos, com a sua ex-namorada, Sofia, e a filha dela, Lara, que também faz anos hoje. Quando a minha sogra, Dona Almeida, me ligou, tive que mentir sobre a sua ausência, inventando uma "emergência de trabalho". Ela suspirou, um som pesado de desilusão. "Ele é fraco quando se trata da Sofia", disse ela, a sua voz dura. "Tu és uma boa mulher, Ana. Demasiado boa. O meu filho não te merece se continua a fazer isto." "Pensa no Leo. Que tipo de exemplo é este para ele?" As suas palavras eram a pura verdade. Olhei para o meu filho, a sua excitação de aniversário desvanecida, substituída por uma resignação silenciosa. Nenhuma criança de cinco anos deveria conhecer tamanha desilusão. Cansada de ser a segunda opção, cansada desta mentira anual. Chega de esperar por um homem que nunca está lá quando mais precisamos dele. Peguei no meu telemóvel e digitei uma mensagem curta para o João. "João, quero o divórcio."”
1

Introdução

03/07/2025

2

Capítulo 1

03/07/2025

3

Capítulo 2

03/07/2025

4

Capítulo 3

03/07/2025

5

Capítulo 4

03/07/2025

6

Capítulo 5

03/07/2025

7

Capítulo 6

03/07/2025

8

Capítulo 7

03/07/2025

9

Capítulo 8

03/07/2025

10

Capítulo 9

03/07/2025

11

Capítulo 10

03/07/2025