A Guardiã e o Sacrifício

A Guardiã e o Sacrifício

Rock La porte

5.0
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19
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11
Capítulo

Minha vida era um conto de fadas sombrio, onde eu, Luna, a Guardiã do Elixir da Vida, zelava pela fonte da imortalidade. Mas o caos varreu meu mundo quando o elixir foi trocado por água, e eu fui a única culpada por essa catástrofe. O Conselho das Sombras me condenou a 300 anos de confinamento em uma prisão de cristal, uma tortura consciente que congelou meu corpo e despedaçou minha alma. Ao fim da sentença, reencontrei meu noivo, o Lorde das Sombras, e meu filho Astaroth, que me acolheram com um alívio que parecia genuíno, e por um instante, a culpa que me corroía diminuiu. Eu tentava compensar o "erro" que havia "cometido", vivendo para agradá-los, cega em minha gratidão por tê-los de volta. Até que uma noite, no corredor, uma conversa roubada abriu a caixa de Pandora da minha existência. "Pai, não aguento mais fingir," Astaroth sussurrou, e meu mundo desabou. Descobri que a troca do elixir, minha prisão, meus 300 anos de sofrimento, tudo foi um plano orquestrado pela minha própria irmã, Lilith, com a cumplicidade do meu filho e do homem que eu amava, para benefício dela. Eu não era uma guardiã que falhou, era um sacrifício, um bode expiatório perfeito para a ascensão de Lilith ao poder. A humilhação me engoliu, eu era apenas uma peça descartável em um jogo de poder que nem sabia que estava sendo jogado. Ninguém se importou comigo, ninguém me defendeu, eles eram todos cúmplices em sua fria conspiração. Eu fui "salva" pelo Lorde das Sombras no passado, não por amor, mas para me tornar uma devedora controlável, uma posse. A mulher que eu era, cheia de esperança e gratidão, morreu naquele corredor - em seu lugar, nasceu uma fúria fria e cortante. Forçada a presenciar a "celebração" de Lilith, vestindo minhas antigas vestes cerimoniais como um troféu, minha humilhação foi pública e cruel. Um ancião do conselho me agrediu em plena festa, e Astaroth, meu filho, desviou o olhar, enquanto o Lorde das Sombras me ignorou, escolhendo acalmar Lilith. A indiferença deles era mais dolorosa que o tapa, confirmando que eu não significava absolutamente nada. Fui encurralada por Lilith, que confessou tudo, revelando a manipulação e o desprezo que sempre sentiu. Ela encenou um ataque, me incriminando mais uma vez, e o Lorde das Sombras me condenou sem hesitação, me lançando contra a parede com magia, tirando minha consciência. Apesar da dor, um pensamento claro me invadiu: o espelho de tempo de minha mãe, meu segredo, minha fuga havia começado. Aquele espelho proibido abriu uma fenda, e eu atravessei para um mundo que nunca imaginei, deixando tudo para trás. Dez anos se passaram, e meu refúgio no mundo humano era uma pequena livraria: "O Refúgio", e meu filho de coração, Tigre, era minha família. Um dia, o sino da livraria tocou, e na porta, estavam eles, o Lorde das Sombras e Astaroth, visivelmente quebrados, buscando perdão. Eu, Luna, não era mais a presa - eu era a caçadora de minha própria paz, e minha resposta foi um eco da dor que me causaram. "A Luna que vocês conheceram está morta. Vocês a mataram." Eles foram condenados a 3000 anos na prisão de cristal, dez vezes a minha pena, uma justiça poética. Mas eu não celebrei; queimei a notificação, as cinzas do meu passado se dissolvendo no fogo. "Nada importante, querido. Apenas uma história antiga que finalmente chegou ao fim."

Introdução

Minha vida era um conto de fadas sombrio, onde eu, Luna, a Guardiã do Elixir da Vida, zelava pela fonte da imortalidade.

Mas o caos varreu meu mundo quando o elixir foi trocado por água, e eu fui a única culpada por essa catástrofe.

O Conselho das Sombras me condenou a 300 anos de confinamento em uma prisão de cristal, uma tortura consciente que congelou meu corpo e despedaçou minha alma.

Ao fim da sentença, reencontrei meu noivo, o Lorde das Sombras, e meu filho Astaroth, que me acolheram com um alívio que parecia genuíno, e por um instante, a culpa que me corroía diminuiu.

Eu tentava compensar o "erro" que havia "cometido", vivendo para agradá-los, cega em minha gratidão por tê-los de volta.

Até que uma noite, no corredor, uma conversa roubada abriu a caixa de Pandora da minha existência.

"Pai, não aguento mais fingir," Astaroth sussurrou, e meu mundo desabou.

Descobri que a troca do elixir, minha prisão, meus 300 anos de sofrimento, tudo foi um plano orquestrado pela minha própria irmã, Lilith, com a cumplicidade do meu filho e do homem que eu amava, para benefício dela.

Eu não era uma guardiã que falhou, era um sacrifício, um bode expiatório perfeito para a ascensão de Lilith ao poder.

A humilhação me engoliu, eu era apenas uma peça descartável em um jogo de poder que nem sabia que estava sendo jogado.

Ninguém se importou comigo, ninguém me defendeu, eles eram todos cúmplices em sua fria conspiração.

Eu fui "salva" pelo Lorde das Sombras no passado, não por amor, mas para me tornar uma devedora controlável, uma posse.

A mulher que eu era, cheia de esperança e gratidão, morreu naquele corredor - em seu lugar, nasceu uma fúria fria e cortante.

Forçada a presenciar a "celebração" de Lilith, vestindo minhas antigas vestes cerimoniais como um troféu, minha humilhação foi pública e cruel.

Um ancião do conselho me agrediu em plena festa, e Astaroth, meu filho, desviou o olhar, enquanto o Lorde das Sombras me ignorou, escolhendo acalmar Lilith.

A indiferença deles era mais dolorosa que o tapa, confirmando que eu não significava absolutamente nada.

Fui encurralada por Lilith, que confessou tudo, revelando a manipulação e o desprezo que sempre sentiu.

Ela encenou um ataque, me incriminando mais uma vez, e o Lorde das Sombras me condenou sem hesitação, me lançando contra a parede com magia, tirando minha consciência.

Apesar da dor, um pensamento claro me invadiu: o espelho de tempo de minha mãe, meu segredo, minha fuga havia começado.

Aquele espelho proibido abriu uma fenda, e eu atravessei para um mundo que nunca imaginei, deixando tudo para trás.

Dez anos se passaram, e meu refúgio no mundo humano era uma pequena livraria: "O Refúgio", e meu filho de coração, Tigre, era minha família.

Um dia, o sino da livraria tocou, e na porta, estavam eles, o Lorde das Sombras e Astaroth, visivelmente quebrados, buscando perdão.

Eu, Luna, não era mais a presa - eu era a caçadora de minha própria paz, e minha resposta foi um eco da dor que me causaram.

"A Luna que vocês conheceram está morta. Vocês a mataram."

Eles foram condenados a 3000 anos na prisão de cristal, dez vezes a minha pena, uma justiça poética.

Mas eu não celebrei; queimei a notificação, as cinzas do meu passado se dissolvendo no fogo.

"Nada importante, querido. Apenas uma história antiga que finalmente chegou ao fim."

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