O Preço do Meu Sacrifício

O Preço do Meu Sacrifício

Gavin

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8
Capítulo

O cheiro de desinfetante no hospital era forte, mas o que me atingia era o frio interno, dos meus órgãos parando. O médico olhou para mim e depois para Isabella, minha namorada, com uma expressão grave. "A intoxicação alcoólica aguda causou falha renal. O único rim que ele tem está entrando em colapso." Isabella, por quem doei um rim há um ano, nem me olhou. Lixava as unhas, entediada. "E daí? Ele nem aguenta umas bebidas a mais para ajudar o Carlos a fechar um negócio? Pra que serve esse pobretão?" Eu via tudo, não podia gritar que o rim que falhava era o único que me restava, o outro estava nela. Minha sogra, Sra. Helena, a única que me amava, entrou correndo, os olhos inchados. Ela implorou a Isabella para assinar os papéis da cirurgia de emergência. Isabella pegou o documento, riu e o jogou no lixo. "Deve ser mais um truque sujo dele para me conquistar." Sra. Helena, desesperada, ajoelhou-se no chão frio, humilhando-se pela minha vida. Isabella, furiosa, gritou que não se lembrava de me amar, que amava Carlos, e fez os seguranças arrastarem Sra. Helena para fora. A amnésia dela era uma farsa. Ela me usou como "escudo de bebida" para Carlos, esperando se livrar de mim depois. Mas subestimou minha capacidade de morrer. Comecei a perder a visão. Minha alma se desprendeu do corpo. Eu flutuava perto do teto, vendo meu próprio rosto pálido e Isabella mandando mensagem para Carlos. Relembrei o dia da doação do rim. Eu daria minha vida por ela e, de fato, dei. Meus sonhos de ser arquiteto, sacrificados. O médico retornou. "O coração dele está parando. É a última chance." Isabella disse, com desdém: "Já disse que não. Ele não é nada para mim. Deixem-no em paz." O médico, chocado, sabia do rim. A história do meu sacrifício era conhecida. Agora, terminava de forma sórdida. Minha alma era uma testemunha impotente da minha própria morte, orquestrada por ela. A linha do monitor cardíaco, antes viva, tornou-se reta. "Hora da morte: 23h42" , disse o médico, desligando o monitor. Lá fora, Sra. Helena implorava para entrar, para me salvar, mas foi impedida. "A acompanhante responsável nos deu ordens claras. Não podemos fazer nada." Ela buscou ajuda administrativa, mas o poder de Isabella e Carlos já havia tomado conta do hospital. Desesperada, Sra. Helena pegou o celular para chamar a polícia. Uma sombra surgiu atrás dela. Carlos. Ele a agrediu violentamente, socando-a e chutando-a, enquanto me difamava, chamando-me de "peso morto" . Minha alma se contorcia de raiva. Eu era um espectro, incapaz de defender a única pessoa que se importava. Carlos destruiu o celular dela, quebrando a última chance de ajuda. Ela cuspiu, ensanguentada: "Você... você é um monstro." Ele riu, cruel. "Estou apenas limpando a bagunça. O Pedro já era." Ele a pegou pelos cabelos. "Ou talvez seja hora de você se juntar a ele." A ameaça era fria e mortal. Ele silenciaria qualquer um que chorasse por mim. Ele ligou para Isabella. "Sua mãe ficou completamente louca! Ela me atacou!" Vi Carlos arranhando a própria cara, sem soltar Sra. Helena. Isabella, impaciente, ouviu os murmúrios de sua mãe, a acusando. Carlos aumentou a pressão sobre Sra. Helena, que gemeu. Isabella, convencida de que ela enlouquecera, se apressou. Carlos escondeu Sra. Helena machucada sob um lençol. Isabella mandou tirar o lençol, desconfiada de um bracelete. Carlos inventou uma mentira grotesca: Sra. Helena tentava roubar joias de mim e caiu da escada. Isabella acreditou na farsa, e sua dúvida virou fúria. Ela chutou o amontoado sob o lençol. Um osso quebrou. "Sua ladra! Sua desgraça! Você é nojenta, mãe!" Minha alma gritava. A mulher que a criou estava sendo tratada como um animal. Carlos a arrastou como lixo, mas Sra. Helena esticou a mão em um último e desesperado ato de amor. Isabella voltou ao meu quarto. O cheiro de morte começava. "Pedro? Pare de brincar." Ela me tocou. Frio. Pânico. "Não era pra ser assim. Eu só queria... eu não queria isso." Em puro desespero, ela se esbofeteou. "O que eu fiz? O que eu fiz?" O arrependimento, tardio, era palpável. Mas um médico de Carlos entrou, sorrindo. "Morto? Não, ele é um ator. Ele diminui os batimentos. Maquiagem ajuda. Ele planejou tudo isso para você sentir culpa e voltar pra ele." A mentira, elaborada, extinguiu a centelha de humanidade em Isabella, substituindo-a por fúria. "Aquele... desgraçado! Ele se atreve a me enganar desse jeito?" Ela trancou a porta. "Não deixe ninguém entrar. Ninguém." Uma enfermeira correu. "Sra. Helena está em estado gravíssimo. Múltiplas fraturas, hemorragia interna. Não parece bom." Isabella franziu a testa. "Minha mãe é uma ótima atriz, assim como o Pedro. Deve estar fingindo." O celular de Isabella tocou. Carlos, fingindo estar doente. "Oh, meu amor! Onde você está? Estou indo para aí agora mesmo!" Ela correu, sem olhar para trás. Minha alma, pesada, encontrou Sra. Helena jogada em uma maca, esquecida. "Me perdoe. Tudo isso é minha culpa." Isabella chegou ao apartamento de Carlos, que gemia dramaticamente. Um médico particular, pago por Carlos, diagnosticou um "resfriado forte" . Carlos, mestre da manipulação, pediu Isabella em casamento. Ela hesitou: "Eu ainda sou casada com o Pedro." "Então nos livramos do papel. Ele já te traiu." Isabella ligou para o advogado, pedindo o divórcio, transformando meu fim em tortura psicológica. Isabella voltou ao meu quarto com os papéis do divórcio. "Acabou a peça, Pedro. Quero o divórcio." Ela me chutou, sacudiu, jogou água no meu rosto. Nada. O copo caiu. A negação dela se quebrou. Ela buscou um pulso. Nada. Pressionou o ouvido no meu peito. Nada. "Não... não. NÃO!" Um grito gutural. Ela caiu, olhando meu corpo. Ele não estava fingindo. Ele estava morto. E a culpa era dela. "Fui eu. Eu te matei." Ela se arrastou até a cama. "Seu rim... você me deu seu rim... e eu te matei." A verdade e a culpa a esmagaram. "Minha mãe..." Ela correu para a emergência. Sra. Helena estava entubada, cercada por monitores perigosos. "As lesões internas são graves. A fratura perfurou um pulmão. Estamos perdendo-a." Pânico genuíno. "SALVEM-NA! Não me importo com o custo!" Enquanto Sra. Helena era levada à cirurgia, Isabella tremeu. Se o médico de Carlos mentiu sobre mim, Carlos... "A queda... Não foi uma queda." Uma nova fúria. Ela marchou para a sala de segurança. "Mostre-me as gravações do corredor da emergência de ontem à noite." Ela viu Carlos agredir Sra. Helena. Viu Carlos mentindo para ela. E viu, com horror, ela mesma desferindo o chute final. O mundo de Isabella desmoronou. Ela era parte da crueldade. Suas mãos cerraram. "Carlos..." Ela sibilar o nome dele, e não havia amor, apenas a promessa de uma retribuição terrível.

Introdução

O cheiro de desinfetante no hospital era forte, mas o que me atingia era o frio interno, dos meus órgãos parando.

O médico olhou para mim e depois para Isabella, minha namorada, com uma expressão grave.

"A intoxicação alcoólica aguda causou falha renal. O único rim que ele tem está entrando em colapso."

Isabella, por quem doei um rim há um ano, nem me olhou. Lixava as unhas, entediada.

"E daí? Ele nem aguenta umas bebidas a mais para ajudar o Carlos a fechar um negócio? Pra que serve esse pobretão?"

Eu via tudo, não podia gritar que o rim que falhava era o único que me restava, o outro estava nela.

Minha sogra, Sra. Helena, a única que me amava, entrou correndo, os olhos inchados. Ela implorou a Isabella para assinar os papéis da cirurgia de emergência.

Isabella pegou o documento, riu e o jogou no lixo.

"Deve ser mais um truque sujo dele para me conquistar."

Sra. Helena, desesperada, ajoelhou-se no chão frio, humilhando-se pela minha vida.

Isabella, furiosa, gritou que não se lembrava de me amar, que amava Carlos, e fez os seguranças arrastarem Sra. Helena para fora.

A amnésia dela era uma farsa. Ela me usou como "escudo de bebida" para Carlos, esperando se livrar de mim depois. Mas subestimou minha capacidade de morrer.

Comecei a perder a visão. Minha alma se desprendeu do corpo.

Eu flutuava perto do teto, vendo meu próprio rosto pálido e Isabella mandando mensagem para Carlos.

Relembrei o dia da doação do rim. Eu daria minha vida por ela e, de fato, dei.

Meus sonhos de ser arquiteto, sacrificados.

O médico retornou. "O coração dele está parando. É a última chance."

Isabella disse, com desdém: "Já disse que não. Ele não é nada para mim. Deixem-no em paz."

O médico, chocado, sabia do rim. A história do meu sacrifício era conhecida. Agora, terminava de forma sórdida.

Minha alma era uma testemunha impotente da minha própria morte, orquestrada por ela.

A linha do monitor cardíaco, antes viva, tornou-se reta.

"Hora da morte: 23h42" , disse o médico, desligando o monitor.

Lá fora, Sra. Helena implorava para entrar, para me salvar, mas foi impedida.

"A acompanhante responsável nos deu ordens claras. Não podemos fazer nada."

Ela buscou ajuda administrativa, mas o poder de Isabella e Carlos já havia tomado conta do hospital.

Desesperada, Sra. Helena pegou o celular para chamar a polícia.

Uma sombra surgiu atrás dela. Carlos.

Ele a agrediu violentamente, socando-a e chutando-a, enquanto me difamava, chamando-me de "peso morto" .

Minha alma se contorcia de raiva. Eu era um espectro, incapaz de defender a única pessoa que se importava.

Carlos destruiu o celular dela, quebrando a última chance de ajuda.

Ela cuspiu, ensanguentada: "Você... você é um monstro."

Ele riu, cruel. "Estou apenas limpando a bagunça. O Pedro já era."

Ele a pegou pelos cabelos.

"Ou talvez seja hora de você se juntar a ele."

A ameaça era fria e mortal. Ele silenciaria qualquer um que chorasse por mim.

Ele ligou para Isabella. "Sua mãe ficou completamente louca! Ela me atacou!"

Vi Carlos arranhando a própria cara, sem soltar Sra. Helena.

Isabella, impaciente, ouviu os murmúrios de sua mãe, a acusando.

Carlos aumentou a pressão sobre Sra. Helena, que gemeu.

Isabella, convencida de que ela enlouquecera, se apressou.

Carlos escondeu Sra. Helena machucada sob um lençol.

Isabella mandou tirar o lençol, desconfiada de um bracelete.

Carlos inventou uma mentira grotesca: Sra. Helena tentava roubar joias de mim e caiu da escada.

Isabella acreditou na farsa, e sua dúvida virou fúria.

Ela chutou o amontoado sob o lençol. Um osso quebrou.

"Sua ladra! Sua desgraça! Você é nojenta, mãe!"

Minha alma gritava. A mulher que a criou estava sendo tratada como um animal.

Carlos a arrastou como lixo, mas Sra. Helena esticou a mão em um último e desesperado ato de amor.

Isabella voltou ao meu quarto. O cheiro de morte começava.

"Pedro? Pare de brincar."

Ela me tocou. Frio. Pânico.

"Não era pra ser assim. Eu só queria... eu não queria isso."

Em puro desespero, ela se esbofeteou.

"O que eu fiz? O que eu fiz?"

O arrependimento, tardio, era palpável.

Mas um médico de Carlos entrou, sorrindo.

"Morto? Não, ele é um ator. Ele diminui os batimentos. Maquiagem ajuda. Ele planejou tudo isso para você sentir culpa e voltar pra ele."

A mentira, elaborada, extinguiu a centelha de humanidade em Isabella, substituindo-a por fúria.

"Aquele... desgraçado! Ele se atreve a me enganar desse jeito?"

Ela trancou a porta. "Não deixe ninguém entrar. Ninguém."

Uma enfermeira correu. "Sra. Helena está em estado gravíssimo. Múltiplas fraturas, hemorragia interna. Não parece bom."

Isabella franziu a testa. "Minha mãe é uma ótima atriz, assim como o Pedro. Deve estar fingindo."

O celular de Isabella tocou. Carlos, fingindo estar doente.

"Oh, meu amor! Onde você está? Estou indo para aí agora mesmo!"

Ela correu, sem olhar para trás.

Minha alma, pesada, encontrou Sra. Helena jogada em uma maca, esquecida.

"Me perdoe. Tudo isso é minha culpa."

Isabella chegou ao apartamento de Carlos, que gemia dramaticamente.

Um médico particular, pago por Carlos, diagnosticou um "resfriado forte" .

Carlos, mestre da manipulação, pediu Isabella em casamento.

Ela hesitou: "Eu ainda sou casada com o Pedro."

"Então nos livramos do papel. Ele já te traiu."

Isabella ligou para o advogado, pedindo o divórcio, transformando meu fim em tortura psicológica.

Isabella voltou ao meu quarto com os papéis do divórcio.

"Acabou a peça, Pedro. Quero o divórcio."

Ela me chutou, sacudiu, jogou água no meu rosto. Nada.

O copo caiu. A negação dela se quebrou.

Ela buscou um pulso. Nada. Pressionou o ouvido no meu peito. Nada.

"Não... não. NÃO!"

Um grito gutural. Ela caiu, olhando meu corpo.

Ele não estava fingindo. Ele estava morto.

E a culpa era dela.

"Fui eu. Eu te matei."

Ela se arrastou até a cama.

"Seu rim... você me deu seu rim... e eu te matei."

A verdade e a culpa a esmagaram.

"Minha mãe..."

Ela correu para a emergência. Sra. Helena estava entubada, cercada por monitores perigosos.

"As lesões internas são graves. A fratura perfurou um pulmão. Estamos perdendo-a."

Pânico genuíno. "SALVEM-NA! Não me importo com o custo!"

Enquanto Sra. Helena era levada à cirurgia, Isabella tremeu. Se o médico de Carlos mentiu sobre mim, Carlos...

"A queda... Não foi uma queda."

Uma nova fúria. Ela marchou para a sala de segurança.

"Mostre-me as gravações do corredor da emergência de ontem à noite."

Ela viu Carlos agredir Sra. Helena. Viu Carlos mentindo para ela. E viu, com horror, ela mesma desferindo o chute final.

O mundo de Isabella desmoronou. Ela era parte da crueldade.

Suas mãos cerraram.

"Carlos..." Ela sibilar o nome dele, e não havia amor, apenas a promessa de uma retribuição terrível.

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