De Vítima a Vingadora

De Vítima a Vingadora

Patricia

5.0
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460
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11
Capítulo

"Você vai dançar na boate, Sofia." A voz de Pedro, meu noivo e famoso jogador de futebol, parecia uma facada. Era uma ordem. Eu segurava a bandeja com os analgésicos para ele, grávida do nosso filho. Ele me disse para trabalhar na boate Blue Velvet, a partir de amanhã. Minha barriga ainda não aparecia, "perfeito para conseguir o dinheiro da dívida de jogo dele" , segundo ele. Eu, ingênua, acreditei na dívida, no desespero nos seus olhos, nos nossos dez anos de amor e sonhos de casamento. Mas então, o celular dele tocou e Juliana, minha meia-irmã, ativou a caixa postal. "Pedro, querido, como foi? A idiota da Sofia concordou? Mal posso esperar para ver a cara dela quando descobrir que o dinheiro que ela ganhar vai ser para sustentar nosso filho, e não para pagar dívida nenhuma." O celular caiu no chão. O mundo parou. A voz de Juliana ecoava na minha cabeça: "Pedro e Juliana. Nosso filho. O dinheiro." Tudo era uma farsa cruel. A máscara de desespero de Pedro caiu, revelando o manipulador por baixo. Meus joelhos cederam, uma dor aguda e lancinante atravessou meu abdômen. "O bebê..." . Pedro não se importou, seu olhar frio e calculista. Ele chamou Juliana para me levar a um "médico que resolveria o problema" . Eles me arrastaram para fora do nosso apartamento, o lugar que eu decorei esperando que se tornasse nosso lar. Para uma clínica clandestina, suja, para me forçar a abortar nosso filho. A dor física era excruciante, mas a do meu coração era insuportável. Eu amei esse homem por uma década. Quando puseram a seringa em minhas mãos, Juliana sorriu, prometendo mais dor e sofrimento. Eles achavam que estavam tirando meu filho, destruindo minha alma. Mas, naquele inferno, jurei que sobreviveria. E eu me vingaria. A felicidade deles não duraria para sempre. Sofia, a vítima, morreria ali. Uma nova mulher nasceria.

De Vítima a Vingadora Introdução

"Você vai dançar na boate, Sofia." A voz de Pedro, meu noivo e famoso jogador de futebol, parecia uma facada. Era uma ordem.

Eu segurava a bandeja com os analgésicos para ele, grávida do nosso filho.

Ele me disse para trabalhar na boate Blue Velvet, a partir de amanhã. Minha barriga ainda não aparecia, "perfeito para conseguir o dinheiro da dívida de jogo dele" , segundo ele.

Eu, ingênua, acreditei na dívida, no desespero nos seus olhos, nos nossos dez anos de amor e sonhos de casamento.

Mas então, o celular dele tocou e Juliana, minha meia-irmã, ativou a caixa postal.

"Pedro, querido, como foi? A idiota da Sofia concordou? Mal posso esperar para ver a cara dela quando descobrir que o dinheiro que ela ganhar vai ser para sustentar nosso filho, e não para pagar dívida nenhuma."

O celular caiu no chão. O mundo parou.

A voz de Juliana ecoava na minha cabeça: "Pedro e Juliana. Nosso filho. O dinheiro." Tudo era uma farsa cruel.

A máscara de desespero de Pedro caiu, revelando o manipulador por baixo. Meus joelhos cederam, uma dor aguda e lancinante atravessou meu abdômen. "O bebê..." .

Pedro não se importou, seu olhar frio e calculista. Ele chamou Juliana para me levar a um "médico que resolveria o problema" .

Eles me arrastaram para fora do nosso apartamento, o lugar que eu decorei esperando que se tornasse nosso lar. Para uma clínica clandestina, suja, para me forçar a abortar nosso filho.

A dor física era excruciante, mas a do meu coração era insuportável. Eu amei esse homem por uma década.

Quando puseram a seringa em minhas mãos, Juliana sorriu, prometendo mais dor e sofrimento.

Eles achavam que estavam tirando meu filho, destruindo minha alma. Mas, naquele inferno, jurei que sobreviveria.

E eu me vingaria. A felicidade deles não duraria para sempre. Sofia, a vítima, morreria ali. Uma nova mulher nasceria.

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07/07/2025

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