A Promessa Quebrada do Elevador Lacerda

A Promessa Quebrada do Elevador Lacerda

Keely Alexis

5.0
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Capítulo

O vento frio de Salvador chicoteava meu rosto. No topo do Elevador Lacerda, olhava para a cidade que, assim como eu, assistia ao fim. Meu nome é Raegan Hayes. Sou uma arquiteta de sucesso, mas meu casamento com Liam Neame era um contrato frio, pontuado pela minha constante indiferença e desprezo. Eu o amava? Eu não sabia. Minha obsessão por meu primeiro amor, Hugo, me cegava para o homem gentil que me idolatrava. "Você é ridículo", eu disse, quando ele, em seu aniversário, me trouxe os acarajés que tanto preparei. Eu não imaginava que aquelas seriam as últimas palavras que ele ouviria de mim. Três dias depois, a notícia: Liam estava morto. Suicídio. Pulou do Elevador Lacerda. Recebi os papéis do divórcio e assinei, sentindo alívio. Mas uma voz em minha cabeça sussurrava: "A culpa é sua." Eu neguei. Eu negava tudo. Não tinha como ser minha culpa. Eu não estava de luto! Minha irmã, Cecília, apareceu, com um brilho estranho nos olhos, e logo o caos se instalou. O que ela sabia? Agora, com as cinzas de Liam em minhas mãos, sinto uma possessividade doentia. Ele não pode me deixar. Não pode. Mas eu ainda não entendo. Por que ele se foi? Por que de repente me sinto tão ligada a ele? E por que o silêncio dele me sufoca mais do que qualquer grito? E se a história que me contaram fosse uma mentira? E se houvesse algo mais, algo perverso por trás daquela carta anônima que ele recebeu, daquele rim doado, daquele "sacrifício" que ele fez para mim? Preciso descobrir a verdade. Antes que essa dor me enlouqueça.

Introdução

O vento frio de Salvador chicoteava meu rosto.

No topo do Elevador Lacerda, olhava para a cidade que, assim como eu, assistia ao fim.

Meu nome é Raegan Hayes. Sou uma arquiteta de sucesso, mas meu casamento com Liam Neame era um contrato frio, pontuado pela minha constante indiferença e desprezo.

Eu o amava? Eu não sabia. Minha obsessão por meu primeiro amor, Hugo, me cegava para o homem gentil que me idolatrava.

"Você é ridículo", eu disse, quando ele, em seu aniversário, me trouxe os acarajés que tanto preparei. Eu não imaginava que aquelas seriam as últimas palavras que ele ouviria de mim.

Três dias depois, a notícia: Liam estava morto. Suicídio. Pulou do Elevador Lacerda.

Recebi os papéis do divórcio e assinei, sentindo alívio. Mas uma voz em minha cabeça sussurrava: "A culpa é sua."

Eu neguei. Eu negava tudo. Não tinha como ser minha culpa. Eu não estava de luto!

Minha irmã, Cecília, apareceu, com um brilho estranho nos olhos, e logo o caos se instalou. O que ela sabia?

Agora, com as cinzas de Liam em minhas mãos, sinto uma possessividade doentia. Ele não pode me deixar. Não pode.

Mas eu ainda não entendo. Por que ele se foi? Por que de repente me sinto tão ligada a ele? E por que o silêncio dele me sufoca mais do que qualquer grito?

E se a história que me contaram fosse uma mentira? E se houvesse algo mais, algo perverso por trás daquela carta anônima que ele recebeu, daquele rim doado, daquele "sacrifício" que ele fez para mim?

Preciso descobrir a verdade. Antes que essa dor me enlouqueça.

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No quinto aniversário de casamento. Ou, como Tiago fazia questão de lembrar, o aniversário do acidente que ceifou a sua família. Em vez de celebração, iniciava-se mais um capítulo da minha tortura insaciável. Ele, o homem que um dia amei mais que tudo, transformara-se num carrasco implacável. Fui forçada a beber noventa e nove garrafas de vinho, um símbolo macabro da minha "dívida de sangue". Confinada, isolada, humilhada, vi-o dar afetos a Clara, uma mulher escolhida pela semelhança com a Sofia de outrora. Fui submetida a uma cirurgia perigosa para doar um rim a ela, depois de um "acidente" suspeito. O nosso leal cão, Max, o último elo do nosso amor passado, foi cruelmente morto. E o cúmulo da humilhação: fui forçada a engolir as cinzas do meu querido amigo. Arrastada de joelhos, sob a vigilância fria dele, até ao cemitério para proclamar os pecados dos meus pais. A dor física não era nada comparada à exaustão da minha alma. Eu só ansiava pela paz, a paz que só a morte parecia poder oferecer. Cansada de amar, cansada de sofrer, o meu único desejo era que tudo acabasse. Num ato de desespero, atirei-me da Ponte da Arrábida, buscando o abraço gélido do Douro. Mas abri os olhos novamente. E, para meu horror e espanto, estava de volta. Um dia antes do acidente fatídico, com todas as memórias vívidas da minha tortura. O mais chocante? Tiago também se lembrava. Agora, perante esta segunda chance inesperada: escolheríamos o ódio mais uma vez, ou haveria redenção para um amor que se transformara em veneno?

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