O Preço da Infidelidade

O Preço da Infidelidade

Mylove

5.0
Comentário(s)
212
Leituras
11
Capítulo

A notícia do concurso nacional de culinária era a minha grande chance na nossa pequena cidade. O prêmio, que prometia mudar vidas, era a oportunidade dos meus sonhos: abrir minha própria confeitaria na capital. Corri animada para contar ao João, meu namorado de infância, mas a surpresa foi minha. Encontrei-o na cozinha, beijando intensamente a minha prima Clara. "A Maria? Com aqueles docinhos de cidade pequena? Por favor, Clara. Ela é ingênua. Nunca sobreviveria na capital." A voz do João, a mesma que me prometeu amor eterno, agora me apunhalava, zombando dos meus sonhos. Cada palavra destruía a imagem do nosso futuro, mas a dor se transformava em fúria silenciosa. Na manhã seguinte, meu nome ecoou pela praça: "Maria da Silva!", selecionada para representar a região. O choque no rosto de João e a inveja de Clara me deram a mais doce e inesperada vingança. Eles vieram à minha casa, com sorrisos falsos e a insistência de que eu desista. "Talvez seja demais para você. Você sempre foi mais... caseira." O desprezo dele por tudo que éramos e a revelação do plano da Clara me libertaram. Joguei fora os cacos da velha forma de bolo da minha avó. Eu me recuperei dos ferimentos, com o corpo e a alma lavados pela chuva daquela noite, e com uma nova história para escrever. Era hora de redescobrir a minha paixão, nos meus próprios termos.

Introdução

A notícia do concurso nacional de culinária era a minha grande chance na nossa pequena cidade.

O prêmio, que prometia mudar vidas, era a oportunidade dos meus sonhos: abrir minha própria confeitaria na capital.

Corri animada para contar ao João, meu namorado de infância, mas a surpresa foi minha.

Encontrei-o na cozinha, beijando intensamente a minha prima Clara.

"A Maria? Com aqueles docinhos de cidade pequena? Por favor, Clara. Ela é ingênua. Nunca sobreviveria na capital."

A voz do João, a mesma que me prometeu amor eterno, agora me apunhalava, zombando dos meus sonhos.

Cada palavra destruía a imagem do nosso futuro, mas a dor se transformava em fúria silenciosa.

Na manhã seguinte, meu nome ecoou pela praça: "Maria da Silva!", selecionada para representar a região.

O choque no rosto de João e a inveja de Clara me deram a mais doce e inesperada vingança.

Eles vieram à minha casa, com sorrisos falsos e a insistência de que eu desista.

"Talvez seja demais para você. Você sempre foi mais... caseira."

O desprezo dele por tudo que éramos e a revelação do plano da Clara me libertaram.

Joguei fora os cacos da velha forma de bolo da minha avó.

Eu me recuperei dos ferimentos, com o corpo e a alma lavados pela chuva daquela noite, e com uma nova história para escrever.

Era hora de redescobrir a minha paixão, nos meus próprios termos.

Continuar lendo

Outros livros de Mylove

Ver Mais
Não Mais Uma Vítima: O Renascer de Sofia

Não Mais Uma Vítima: O Renascer de Sofia

Romance

5.0

O médico disse que tive sorte em estar viva após o acidente. Deitada na cama de hospital, a dor latejava, mas a pior dor era a ausência do meu noivo, Léo. Três dias se passaram e ele não apareceu. Finalmente consegui ligar, mas a sua voz estava distante, irritada. "Sofia, ele está com a Clara. Ela viu o acidente, está em choque." Clara, a minha meia-irmã, manipulou Léo ao telefone, e ele a chamou de "meu amor". Ele desligou na minha cara, acusando-me de ser egoísta. "Como podes ser tão egoísta? Ela está traumatizada por tua causa!" Logo, meu padrasto Ricardo entrou, não para me ver, mas para repreender minha mãe: "Isabel, controlas a tua filha! Ela teve o que merecia!" Ele me odiava, me via como um fardo, enquanto a Clara era o seu tesouro. Não era só Léo que me traía e me culpava. Até minha própria mãe, outrora meu pilar, encolhia-se, incapaz de me defender, presa ao jugo do meu padrasto. Senti-me completamente sozinha, quebrada e humilhada, um fardo para todos. Quando a Léo e a Clara finalmente apareceram no hospital, foi para me acusar, mentir sobre eu ter bebido e me culpar pelo acidente que quase me matou. "Ela podia ter morrido, Sofia." Eles me abandonaram ali, sozinha no silêncio ensurdecedor do quarto. Ao receber alta, voltei para a nossa casa, apenas para encontrar minhas coisas embaladas numa caixa, e um lenço de seda rosa da Clara no sofá. Ela já havia tomado o meu lugar. Sentei-me no chão, chorando ao lado da caixa que continha o que restava da minha vida. Mas o desespero atingiu o fundo do poço quando, de volta à casa da minha mãe, fui novamente diminuída e julgada. Foi então que uma antiga chave e uma carta do meu falecido pai, que eu só deveria receber aos 18 anos, revelaram uma verdade chocante: meus pais haviam roubado a minha herança e a usado para sustentar a família "perfeita" que nunca fui parte. O Ricardo ainda riu na minha cara: "Tenta. Não tens provas. É a tua palavra contra a nossa." Mas eles não sabiam que meu pai era meticuloso. Ele tinha um advogado, o Sr. Alves, e provas. Eu sabia que precisava lutar. Não mais a vítima, mas uma lutadora. O jogo tinha mudado.

Você deve gostar

Capítulo
Ler agora
Baixar livro