Corações Partidos, Vidas Recomeçadas

Corações Partidos, Vidas Recomeçadas

Gavin

5.0
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Capítulo

A escuridão se dissipou, e eu estava de pé, viva, no tapete vermelho do "Prêmio Zênite da Moda", o dia exato em que minha vida desmoronou na outra vez. Meu coração gritava ao ver Clara, minha irmã gêmea, sorrindo e de braços dados com Leonardo, o homem que eu amava mais do que a mim mesma. Ele e Clara, unidos, colhendo os louros de um futuro que eu, tola Sofia, sacrifiquei minha carreira e minha honra para construir, assumindo fraudes que eram dele. Na minha vida passada, eu esperava amor eterno, mas recebi a traição mais vil: Clara roubou meu projeto mais valioso e se tornou a pupila de Ricardo Vargas, o magnata que os elevou enquanto me jogava na miséria. "Sofia, você está bem? Parece pálida", a voz dela, doce como veneno, me tirou do transe. Olhei para minhas mãos limpas, sem o sangue da humilhação, e um ódio gelado subiu pela espinha. Não seria um sacrifício. Não seria perdão. Eu havia retornado, e desta vez, eles descobririam que a Sofia que conheciam estava morta. A mulher que renasceu, com o coração pulsando em fúria, não tinha nada a perder e tudo a vingar.

Introdução

A escuridão se dissipou, e eu estava de pé, viva, no tapete vermelho do "Prêmio Zênite da Moda", o dia exato em que minha vida desmoronou na outra vez.

Meu coração gritava ao ver Clara, minha irmã gêmea, sorrindo e de braços dados com Leonardo, o homem que eu amava mais do que a mim mesma.

Ele e Clara, unidos, colhendo os louros de um futuro que eu, tola Sofia, sacrifiquei minha carreira e minha honra para construir, assumindo fraudes que eram dele.

Na minha vida passada, eu esperava amor eterno, mas recebi a traição mais vil: Clara roubou meu projeto mais valioso e se tornou a pupila de Ricardo Vargas, o magnata que os elevou enquanto me jogava na miséria.

"Sofia, você está bem? Parece pálida", a voz dela, doce como veneno, me tirou do transe.

Olhei para minhas mãos limpas, sem o sangue da humilhação, e um ódio gelado subiu pela espinha.

Não seria um sacrifício.

Não seria perdão.

Eu havia retornado, e desta vez, eles descobririam que a Sofia que conheciam estava morta.

A mulher que renasceu, com o coração pulsando em fúria, não tinha nada a perder e tudo a vingar.

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"Juliana está grávida." A voz de Pedro, meu noivo, soou casual, mas aquela frase despedaçou meu mundo perfeito. Paralisei com o pano de prato na mão, enquanto o cheiro do jantar que preparei com tanto carinho se tornou enjoativo. Ele não demonstrou culpa, apenas um cansaço estratégico ao dizer que a chefe dele, Juliana, esperava um filho seu. Para ele, era um "sacrifício" , um "investimento" para alcançar o topo. Depois, voltaria para mim, quando "arrumasse a casa" . Eu, Sofia, a órfã simples, assistente administrativa que pagava o aluguel do nosso apartamento, era apenas o plano B. A ironia me sufocou. Ele não fazia ideia de quem eu realmente era. Ele não sabia que meu sobrenome, Vasconcelos, me ligava ao Luxus Group, o império hoteleiro do meu pai. Ele não sabia que o dinheiro que ele tanto almejava era algo que eu poderia dar a ele com um telefonema. Os três anos de namoro, o anel falso no meu dedo, tudo parecia uma piada cruel. No dia seguinte, Juliana, a amante grávida, veio me humilhar em minha própria casa, me chamando de "coitadinha" e "simples" . Pedro, o homem que um dia me pediu em casamento, abaixou a cabeça, covarde. Eu fui empurrada para fora de casa por ele e Juliana, que ainda me acusou de vazar informações da empresa e de tentar roubar o noivo dela. Sozinha, humilhada e sem teto, eu sabia que a Sofia ingênua tinha morrido. E a herdeira dos Vasconcelos estava prestes a despertar para mostrar a eles quem realmente era a "ninguém".

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A noite estava fria, mas a tempestade real acontecia dentro de mim. Amanhã, João, meu marido, seria o CEO da maior empresa de tecnologia do país, a TechCorp. Peguei a taça de vinho que ele me ofereceu, um brinde ao nosso futuro. O líquido desceu amargo, e uma dor excruciante paralisou meu corpo. Caí no chão, a taça estilhaçada ao meu lado. Olhei para João, confusa e apavorada. "Por quê?" , sussurrei. Seu sorriso era um abismo de escuridão. "Eu realmente me arrependo de ter te escolhido como minha esposa. Sem mim, como você poderia ter dado à luz um gênio da tecnologia?" Então, Pedro, meu filho de dezesseis anos, entrou. Ele segurava uma adaga cirúrgica. "Pedro!" , chamei, o desespero rasgando minha garganta. Ele se ajoelhou e enfiou a faca em meu coração, extraindo meu "coração de inovação" . "Se a tia Sofia tivesse sido minha mãe, minha linhagem seria definitivamente mais nobre. Você simplesmente não merece ser minha mãe." Pedro esmagou o chip sob o calcanhar, e a luz se apagou. A escuridão me engoliu. Mas então, eu abri os olhos novamente. Estava no dia da seleção para o projeto de herança da TechCorp, o evento que uniria os filhos do CEO a parceiros. João, mais jovem, com a mesma ambição fria nos olhos, escolheu Sofia, minha irmã. "Eu escolho Sofia. Seu talento e sua linhagem são inigualáveis. Juntos, criaremos um herdeiro que levará a TechCorp a patamares nunca antes vistos." Meu coração, que deveria estar despedaçado, estava estranhamente calmo. Um gelo se formou em minhas veias, apagando a dor e deixando apenas uma clareza cortante. Eles queriam um herdeiro de linhagem nobre, o filho prodígio que acreditavam que Sofia poderia lhes dar. Desta vez, pensei, eles teriam exatamente o que desejavam. E eu estaria lá para assistir à sua ruína.

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