O Recomeço de Sofia no Café

O Recomeço de Sofia no Café

Gavin

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Capítulo

O cheiro de café fresco e terra molhada era o perfume da minha paz, longe do barulho e do brilho falso de São Paulo, construída cuidadosamente com meu marido, Lucas, e nosso filho, Miguel. Mas essa sinfonia foi quebrada pelo som de um motor potente, e um sedã preto parou em nossa porteira. Dele desceu Dona Clara Moraes, mãe de Pedro, meu ex-noivo, vestida impecavelmente, e meu coração parou. Ela me encontrou na janela, seu sorriso não alcançava os olhos, e seu perfume caro me transportou cinco anos atrás. Então, ela proferiu seu nome: "Eu preciso conversar com você. É sobre o Pedro." O impacto do nome dele foi avassalador, a humilhação pública voltando à tona. Eu ri, um som sem humor. "Ele precisa de mim? Depois de tudo?" Ela implorou, a polidez rachando: "Ele não está bem. Ele precisa de você." Eu olhei para ela, a mulher que um dia planejou minar minha carreira, que assistiu em silêncio enquanto seu filho me desgraçava. "Isso não é mais problema meu, Dona Clara. Eu tenho a minha vida agora." Com desprezo, ela questionou: "Que vida? Você era para ser uma das maiores chefs do país. Desistiu de tudo por... isso?" Foi então que Lucas apareceu na porta dos fundos, com Miguel correndo em minha direção. Eu o peguei no colo, beijando seus cabelos, enquanto Lucas colocava a mão em minhas costas. Olhei nos olhos chocados de Dona Clara e disse, com a voz cristalina: "Dona Clara, este é Lucas, meu marido." "E este," eu continuei, apertando Miguel, "é o Miguel. Nosso filho." O queixo de Dona Clara caiu. A cor sumiu de seu rosto. "Marido? Filho?" ela sussurrou. "Mas... como? E o Pedro?" "O Pedro," eu respondi, a dor se transformando em força, "faz parte de um passado que não existe mais." Minha nova vida, construída do zero, era a prova viva de que eu me recusei a ser definida por um passado de traição e humilhação. Essa mulher, que me julgava inútil longe dos holofotes, não tinha ideia do poder que encontrei na simplicidade e no amor verdadeiro. Agora, o Pedro, para quem eu era a "alpinista social" , e sua mãe, que me desprezava, teriam que enfrentar a realidade: eu não era a vítima que eles esperavam. A questão agora era: será que Pedro finalmente entenderá a profundidade de seu erro ao ver o que ele perdeu, ou continuará preso à sua própria ambregueira?

Introdução

O cheiro de café fresco e terra molhada era o perfume da minha paz, longe do barulho e do brilho falso de São Paulo, construída cuidadosamente com meu marido, Lucas, e nosso filho, Miguel.

Mas essa sinfonia foi quebrada pelo som de um motor potente, e um sedã preto parou em nossa porteira.

Dele desceu Dona Clara Moraes, mãe de Pedro, meu ex-noivo, vestida impecavelmente, e meu coração parou.

Ela me encontrou na janela, seu sorriso não alcançava os olhos, e seu perfume caro me transportou cinco anos atrás.

Então, ela proferiu seu nome: "Eu preciso conversar com você. É sobre o Pedro."

O impacto do nome dele foi avassalador, a humilhação pública voltando à tona.

Eu ri, um som sem humor. "Ele precisa de mim? Depois de tudo?"

Ela implorou, a polidez rachando: "Ele não está bem. Ele precisa de você."

Eu olhei para ela, a mulher que um dia planejou minar minha carreira, que assistiu em silêncio enquanto seu filho me desgraçava.

"Isso não é mais problema meu, Dona Clara. Eu tenho a minha vida agora."

Com desprezo, ela questionou: "Que vida? Você era para ser uma das maiores chefs do país. Desistiu de tudo por... isso?"

Foi então que Lucas apareceu na porta dos fundos, com Miguel correndo em minha direção.

Eu o peguei no colo, beijando seus cabelos, enquanto Lucas colocava a mão em minhas costas.

Olhei nos olhos chocados de Dona Clara e disse, com a voz cristalina: "Dona Clara, este é Lucas, meu marido."

"E este," eu continuei, apertando Miguel, "é o Miguel. Nosso filho."

O queixo de Dona Clara caiu. A cor sumiu de seu rosto.

"Marido? Filho?" ela sussurrou. "Mas... como? E o Pedro?"

"O Pedro," eu respondi, a dor se transformando em força, "faz parte de um passado que não existe mais."

Minha nova vida, construída do zero, era a prova viva de que eu me recusei a ser definida por um passado de traição e humilhação.

Essa mulher, que me julgava inútil longe dos holofotes, não tinha ideia do poder que encontrei na simplicidade e no amor verdadeiro.

Agora, o Pedro, para quem eu era a "alpinista social" , e sua mãe, que me desprezava, teriam que enfrentar a realidade: eu não era a vítima que eles esperavam.

A questão agora era: será que Pedro finalmente entenderá a profundidade de seu erro ao ver o que ele perdeu, ou continuará preso à sua própria ambregueira?

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