Libertado das Correntes de Sofia

Libertado das Correntes de Sofia

Gavin

5.0
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Capítulo

No dia do nosso quinto aniversário de casamento, eu, Tiago, estava imensamente feliz ao lado de Sofia, a mulher que me perseguiu na universidade e cujo amor era a inveja de todos. Ela parecia o meu porto seguro, a minha promessa de amor eterno. Mas, naquela noite, Sofia Hayes apaixonou-se por outro homem. Era Rui Acosta, um estagiário arrogante, e a minha mulher, a herdeira de um império vinícola, tornou-se obcecada por ele. A crueldade dela escalou rapidamente. Fui abandonado à beira da estrada enquanto eu tremia de febre, a nossa fotografia de casamento substituída por um esboço barato do "amante", e o colar da minha falecida mãe, a única herança sagrada, atirado ao Douro como um capricho para o humilhar. Ela até me forçou a pedir desculpa a Rui por ele ter sido desastrado. Comecei a despejar as 99 garrafas de Vinho do Porto que guardava, cada uma representando uma promessa quebrada, sentindo cada vez mais o meu coração a estilhaçar-se. Porque é que ela me destruía assim? Éramos o casal invejado, e agora eu era o "corno manso" de que todos cochichavam. A sua obsessão por mim tinha sido a minha felicidade; a sua obsessão por ele era a minha ruína. A dor atingiu o auge quando, quase a morrer de uma reação alérgica que Rui propositadamente causou, Sofia me sedou e me entregou à Clara, a minha ex-admiradora louca, para salvar o seu precioso amante. Naquela noite, ouvi-a sussurrar a Rui que ele era a coisa mais importante do mundo para ela. Partiu o meu coração. A última garrafa foi para o esgoto depois de ela me enganar nos papéis do divórcio. Eu soube então: estava livre. Livre da mulher que me destruiu, mas também livre do amor que me cegou. Eu parti.

Introdução

No dia do nosso quinto aniversário de casamento, eu, Tiago, estava imensamente feliz ao lado de Sofia, a mulher que me perseguiu na universidade e cujo amor era a inveja de todos. Ela parecia o meu porto seguro, a minha promessa de amor eterno.

Mas, naquela noite, Sofia Hayes apaixonou-se por outro homem. Era Rui Acosta, um estagiário arrogante, e a minha mulher, a herdeira de um império vinícola, tornou-se obcecada por ele.

A crueldade dela escalou rapidamente. Fui abandonado à beira da estrada enquanto eu tremia de febre, a nossa fotografia de casamento substituída por um esboço barato do "amante", e o colar da minha falecida mãe, a única herança sagrada, atirado ao Douro como um capricho para o humilhar. Ela até me forçou a pedir desculpa a Rui por ele ter sido desastrado.

Comecei a despejar as 99 garrafas de Vinho do Porto que guardava, cada uma representando uma promessa quebrada, sentindo cada vez mais o meu coração a estilhaçar-se. Porque é que ela me destruía assim? Éramos o casal invejado, e agora eu era o "corno manso" de que todos cochichavam. A sua obsessão por mim tinha sido a minha felicidade; a sua obsessão por ele era a minha ruína.

A dor atingiu o auge quando, quase a morrer de uma reação alérgica que Rui propositadamente causou, Sofia me sedou e me entregou à Clara, a minha ex-admiradora louca, para salvar o seu precioso amante. Naquela noite, ouvi-a sussurrar a Rui que ele era a coisa mais importante do mundo para ela. Partiu o meu coração. A última garrafa foi para o esgoto depois de ela me enganar nos papéis do divórcio. Eu soube então: estava livre. Livre da mulher que me destruiu, mas também livre do amor que me cegou. Eu parti.

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