Deixada para Morrer, Encontrada pelo Amor

Deixada para Morrer, Encontrada pelo Amor

Qing Bao

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Capítulo

Meu noivo, Caio Menezes, o CEO de tecnologia do momento, me levou ao restaurante mais exclusivo da cidade para o nosso aniversário de três anos. Então, sua namorada do colégio, Kiara, reapareceu, alegando amnésia. Para ajudá-la a "se recuperar", Caio iniciou um "Desafio dos 100 Encontros" com ela, que viralizou e transformou o reencontro deles num espetáculo nacional. Eu me tornei a vilã na história de amor deles. Quando reclamei, Caio me trancou numa adega, sabendo da minha claustrofobia severa. Ele deixou Kiara usar o vestido caríssimo da minha falecida mãe e, quando ela o rasgou de propósito, ele jogou seu cartão de crédito para mim e me disse para comprar um novo. Finalmente decidi ir embora, apenas para ouvir seu verdadeiro plano: ele se casaria comigo pelo status da minha família, mas manteria Kiara como sua amante. Eu nunca fui seu amor; eu era uma ferramenta bonita e de classe para sua ambição. O ato final veio quando Kiara incendiou meu quarto e me incriminou. Caio gritou que eu era uma psicopata e me deixou para queimar viva. Enquanto o teto desabava, um estranho arrombou a porta. Ele me carregou para fora daquele inferno e disse: "Sou Heitor Monteiro. Seu marido."

Capítulo 1

Meu noivo, Caio Menezes, o CEO de tecnologia do momento, me levou ao restaurante mais exclusivo da cidade para o nosso aniversário de três anos.

Então, sua namorada do colégio, Kiara, reapareceu, alegando amnésia. Para ajudá-la a "se recuperar", Caio iniciou um "Desafio dos 100 Encontros" com ela, que viralizou e transformou o reencontro deles num espetáculo nacional.

Eu me tornei a vilã na história de amor deles. Quando reclamei, Caio me trancou numa adega, sabendo da minha claustrofobia severa. Ele deixou Kiara usar o vestido caríssimo da minha falecida mãe e, quando ela o rasgou de propósito, ele jogou seu cartão de crédito para mim e me disse para comprar um novo.

Finalmente decidi ir embora, apenas para ouvir seu verdadeiro plano: ele se casaria comigo pelo status da minha família, mas manteria Kiara como sua amante. Eu nunca fui seu amor; eu era uma ferramenta bonita e de classe para sua ambição.

O ato final veio quando Kiara incendiou meu quarto e me incriminou. Caio gritou que eu era uma psicopata e me deixou para queimar viva.

Enquanto o teto desabava, um estranho arrombou a porta. Ele me carregou para fora daquele inferno e disse: "Sou Heitor Monteiro. Seu marido."

Capítulo 1

O jantar de aniversário foi perfeito, ou assim parecia. Três anos com Caio Menezes, o menino de ouro do mundo da tecnologia, e ele havia reservado o restaurante mais exclusivo de São Paulo, do tipo com uma lista de espera de três meses que ele contornou com um único telefonema. As taças de cristal brilhavam, as luzes da cidade cintilavam lá embaixo, e Caio me olhava com aquele sorriso possessivo que eu costumava confundir com amor.

Tudo estava perfeito até que uma mulher apareceu em nossa mesa.

Ela era linda de uma forma frágil, quebrada, com os olhos arregalados e perdidos.

"Caio?", ela sussurrou, a voz trêmula.

Caio congelou. A taça de vinho em sua mão parou a meio caminho dos lábios. Eu só tinha visto aquele olhar em seu rosto em fotos antigas, um fantasma de um homem que eu nunca conheci.

"Kiara?", ele murmurou.

Kiara Andrade. Sua namorada do colégio. A que partiu seu coração e depois desapareceu cinco anos atrás. Ele me contou a história uma vez, um conto de paixão juvenil e dramática que terminou com ela o deixando por um homem mais rico antes de sumir completamente.

Agora ela estava de volta, alegando ter sofrido um acidente terrível. Ela disse que tinha amnésia, que ver o rosto dele em uma revista tinha acionado um vislumbre de memória, uma tábua de salvação desesperada.

Sua história era uma confusão caótica de hospitais e desorientação, mas Caio bebeu cada palavra. Sua culpa era uma ferida aberta e latejante. Ele havia se tornado um CEO de tecnologia, um titã da indústria, mas naquele momento, ele era apenas um garoto de novo, cara a cara com seu primeiro amor e seu primeiro fracasso.

Para ajudá-la a "recuperar suas memórias", ele elaborou um plano que pareceu um soco no meu estômago. Eles completariam o viral "Desafio dos 100 Encontros" no TikTok. Era para ser uma trend fofa para novos casais, mas para eles, tornou-se um espetáculo nacional.

Da noite para o dia, "Caio e Kiara" viraram uma sensação. O primeiro encontro deles, uma simples visita a uma cafeteria, teve milhões de visualizações. Os comentários choveram.

"Isso é um conto de fadas da vida real! Ele está ajudando seu amor perdido a se lembrar dele!"

"O amor verdadeiro nunca morre. Estou chorando."

"Esqueçam a namorada atual dele, isso é o destino!"

Eu me tornei uma nota de rodapé na minha própria vida, a namorada rica e fria que estava no caminho de um grande romance. A solidão era um peso físico no meu peito.

Finalmente encurralei Caio em seu escritório em casa, os vídeos dele e de Kiara rindo no TikTok passando em loop em seu monitor.

"Caio, isso tem que parar. É humilhante."

Ele se virou para mim, sua expressão não era de desculpa, mas de irritação. Era um olhar com o qual eu estava me familiarizando demais.

"Aurora, você precisa ser mais compreensiva. Não vê o quanto ela está sofrendo? Isso é o mínimo que eu posso fazer."

"E o meu sofrimento?", minha voz falhou. "Ela é sua ex-namorada, Caio. Nós deveríamos nos casar."

Ele suspirou, passando a mão pelo cabelo perfeitamente penteado. O gesto era para parecer estressado, mas era apenas impaciência.

"Nós ainda vamos nos casar. Isso é só... um desvio. Assim que as memórias da Kiara voltarem, tudo voltará ao normal. Apenas seja paciente."

Mas enquanto eu esperava, eu os via nos noticiários, em sites de fofoca, no meu próprio feed de redes sociais. Eu o vi segurar a mão dela, enxugar uma lágrima de seu olho e olhá-la com uma intensidade que ele não me mostrava há anos. A esperança à qual eu me agarrava começou a se desfazer.

Minha vida estava se desfazendo em outra frente também. Um telefonema da minha mãe adotiva, Eleonora Almeida, estilhaçou a última ilusão do meu mundo estável.

"Aurora, está na hora."

Sua voz era fria, transacional. Sempre era.

Eu sabia o que ela queria dizer.

"Clara faz dezoito anos no próximo mês", ela continuou, sem esperar minha resposta. "O pacto com os Monteiro deve ser honrado."

Eu não era uma Almeida de sangue. Fui adotada, um fato que os Almeida fizeram questão que eu nunca esquecesse. Eu era a substituta deles, bonita, elegante e bem-educada. Um ativo social. Mas agora a filha biológica deles, Clara, estava atingindo a maioridade, e eu me tornara um fardo.

O pacto era um acordo antiquado feito por meus pais biológicos antes de morrerem, uma promessa de que a filha deles se casaria com o herdeiro da família Monteiro para solidificar uma antiga aliança familiar. Por anos, os Almeida se agarraram a isso e, por extensão, a mim, pelo status que lhes proporcionava. Agora, era a estratégia de saída deles. Meu casamento arranjado com um homem que eu nunca conheci, um pequeno empreiteiro de uma cidade do interior chamado Heitor Monteiro, era a maneira deles de lavar as mãos de mim.

Eu havia aceitado meu destino. Que escolha eu tinha? Meu relacionamento com Caio era um desastre, e minha família me via como uma mercadoria. Casar com um estranho em uma cidade pequena parecia uma fuga, um fim silencioso para uma vida barulhenta e dolorosa.

Eu já acreditei tolamente que Caio era minha verdadeira fuga. Hesitei em contar a ele sobre o pacto, agarrando-me à esperança de que nosso amor era real, que ele lutaria por mim. Que tola eu fui.

Agora, com o coração em pedaços, o casamento arranjado parecia o único caminho que restava. Decidi contar a Caio, terminar as coisas oficialmente, acabar com isso de uma vez.

Fui até a cobertura dele, minha chave ainda funcionava. Estava prestes a chamá-lo quando ouvi vozes da sala de estar. Era Caio e seu melhor amigo, Léo.

Congelei atrás da parede, minha mão ainda na maçaneta.

"Você vai mesmo continuar com isso?", perguntou Léo. Sua voz estava carregada de incredulidade. "Essa coisa dos 100 Encontros é uma coisa, mas você está destruindo a Aurora."

"A Kiara precisa de mim", disse Caio, a voz firme. "É minha culpa ela estar assim. Eu tenho que consertar isso."

"Enrolando a mulher com quem você deveria se casar?", Léo retrucou. "A Aurora é uma Almeida. Você sabe o que a família dela significa nesta cidade. Você vai mesmo jogar tudo isso fora por um fantasma?"

Então vieram as palavras que pararam meu coração.

"Quem disse que eu vou jogar fora?", a voz de Caio era casual, fria e absolutamente aterrorizante. "A Aurora é perfeita. Bonita, de classe, da família certa. Ela é a esposa perfeita. Assim que a Kiara estiver estável, eu me casarei com a Aurora. Ela será a Sra. Menezes, a anfitriã das minhas festas, o rosto do meu sucesso."

Léo ficou em silêncio por um momento. "E a Kiara?"

Uma risada suave e cruel. "A Kiara é o meu coração. Ela será minha amante. Terei as duas. A esposa perfeita e a mulher que eu realmente amo. É o plano perfeito."

O ar me faltou. Meu mundo inclinou, a cobertura cintilante se transformando em uma jaula. Ele não me amava. Ele nunca me amou. Eu era uma posse, um nome, uma ferramenta para sua ambição.

Afastei-me da porta, meus movimentos silenciosos. Eu não precisava de uma conversa final. Eu não precisava dizer adeus. Ele já tinha dito tudo.

Minha nova vida, seja ela qual fosse, começaria agora.

Enquanto eu saía do prédio, meu celular vibrou com um alerta. Era um novo TikTok da conta de Kiara. Ela estava em um campo de flores silvestres, Caio atrás dela, uma mão protetora em seu ombro.

A legenda dizia: "Encontro #27: Ele lembrou que sou alérgica a rosas e encontrou estas para mim. Ele sempre sabe como cuidar de mim. ❤️"

O sorriso dela era doce e inocente. Uma performance perfeita.

Eu ri, um som amargo e quebrado na rua vazia. Cliquei no botão "bloquear", meu polegar pressionando com finalidade.

Deixe que eles tenham seu conto de fadas. Eu cansei de ser um personagem nele.

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