Esposa Traída, Vingança Ardente

Esposa Traída, Vingança Ardente

Bink Moisson

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Capítulo

Meu marido, Caio, foi promovido. Depois de três longos anos presos numa cidadezinha do interior, estávamos finalmente voltando para a matriz em São Paulo. Mas quando fui preencher nossa papelada de mudança conjunta, a moça do RH me lançou um olhar de pena. Caio, ela explicou, já tinha preenchido os formulários para uma pessoa só, listando uma esposa diferente: seu amor de colégio, Chayene Melo. Um único telefonema, em estado de choque, para o cartório de registro civil revelou a verdade devastadora. Eu tinha assinado meus próprios papéis de divórcio dois meses atrás, enganada por Caio, que alegou serem documentos de investimento. Ele se casou de novo no dia seguinte. Ele usou meu talento como arquiteta de software de ponta para garantir sua promoção, tudo isso enquanto orquestrava essa farsa monstruosa. Eu sacrifiquei minhas próprias oportunidades de carreira pelo nosso futuro, um futuro que ele já estava construindo com outra pessoa. A dor era sufocante, mas então a raiva explodiu através do meu luto. Peguei meu celular, meus dedos firmes. Liguei para Elcio Prado, o vice-presidente de Engenharia, o homem que me ofereceu o cargo de liderança em um projeto de alto risco. "A oferta ainda está de pé?", perguntei, minha voz clara e dura como aço.

Protagonista

: Denise Matos e Caio Soares

Esposa Traída, Vingança Ardente Capítulo 1

Meu marido, Caio, foi promovido. Depois de três longos anos presos numa cidadezinha do interior, estávamos finalmente voltando para a matriz em São Paulo.

Mas quando fui preencher nossa papelada de mudança conjunta, a moça do RH me lançou um olhar de pena. Caio, ela explicou, já tinha preenchido os formulários para uma pessoa só, listando uma esposa diferente: seu amor de colégio, Chayene Melo.

Um único telefonema, em estado de choque, para o cartório de registro civil revelou a verdade devastadora. Eu tinha assinado meus próprios papéis de divórcio dois meses atrás, enganada por Caio, que alegou serem documentos de investimento.

Ele se casou de novo no dia seguinte.

Ele usou meu talento como arquiteta de software de ponta para garantir sua promoção, tudo isso enquanto orquestrava essa farsa monstruosa. Eu sacrifiquei minhas próprias oportunidades de carreira pelo nosso futuro, um futuro que ele já estava construindo com outra pessoa.

A dor era sufocante, mas então a raiva explodiu através do meu luto. Peguei meu celular, meus dedos firmes. Liguei para Elcio Prado, o vice-presidente de Engenharia, o homem que me ofereceu o cargo de liderança em um projeto de alto risco.

"A oferta ainda está de pé?", perguntei, minha voz clara e dura como aço.

Capítulo 1

Denise Matos sorriu para a carta de promoção assinada em sua mesa. Caio Soares, seu marido, estava finalmente sendo transferido de volta para a matriz. Depois de três longos anos, eles poderiam finalmente deixar esta cidade pequena e voltar para casa.

Ela já tinha começado a fazer as malas, o coração cheio de esperança pelo futuro que compartilhariam. Tudo o que faltava era a papelada da mudança conjunta.

Ela havia mencionado isso a Caio várias vezes.

"O prazo é nesta sexta. Precisamos preencher os formulários de mudança conjunta."

Caio sempre parecia distraído. "Eu sei, eu sei. É que ando tão ocupado com a transição. Vou ver isso."

Outro dia se passou. "Caio, nós realmente precisamos entregar essa papelada."

"Dê, dá pra relaxar? Vai ser feito." Ele soou impaciente.

Ela não queria ser chata. Ele era o novo gerente, e sua promoção era algo grande. Ela entendia que ele estava sob pressão. Mas o prazo estava se aproximando.

Finalmente, na manhã de sexta-feira, ela decidiu resolver isso sozinha. Afinal, ela era arquiteta de software na mesma empresa. Seria simples. Ela caminhou até o departamento de RH, com um formulário impresso na mão.

A moça do RH ergueu os olhos do computador. "Denise, em que posso ajudar?"

"Oi, estou aqui para entregar a papelada de mudança conjunta para mim e meu marido, Caio Soares."

A moça franziu a testa. Ela digitou o nome de Caio no sistema. "Que estranho. O sistema mostra que o Sr. Soares já concluiu o processo de mudança."

Dê sentiu uma pontada de confusão. "Ele já fez? Ele não me disse nada. Ele preencheu para nós dois?"

"Não", disse a moça, com a voz hesitante. "Ele preencheu para uma pessoa só, mas também listou uma esposa."

A confusão se transformou em um nó gelado no estômago de Dê. "Uma esposa? Mas eu sou a esposa dele."

Os olhos da moça estavam cheios de pena. "O nome listado aqui é Chayene Melo."

Chayene Melo. O nome atingiu Dê como um soco. O amor de colégio de Caio.

"Deve haver algum engano", disse Dê, a voz trêmula. "Você pode verificar de novo? Nós somos casados. Temos uma certidão de casamento."

"Sinto muito, Denise", disse a moça gentilmente. "O sistema está vinculado aos registros oficiais do estado. Mostra que o estado civil dele mudou há dois meses."

Entorpecida, Dê voltou para sua mesa. Suas mãos tremiam enquanto ela abria o cofre onde guardava seus documentos importantes. Ela pegou a certidão de casamento, aquela que ela tanto valorizava.

Ela encarou o selo oficial. Tinha que ser real.

Ela passou a hora seguinte ao telefone com o cartório de registro civil. A conversa foi um borrão de jargão burocrático e fatos esmagadores.

"Não, senhora, não temos registro de um casamento entre Denise Matos e Caio Soares."

"Mas... nós nos casamos há três anos."

Uma longa pausa, o som de digitação. "Eu tenho um registro para Caio Soares. Ele se divorciou há dois meses e seis dias."

"Divórcio? De quem?"

"De você, senhora. Denise Matos."

O chão pareceu sumir sob seus pés. Ela se lembrou de assinar alguns papéis para Caio dois meses atrás. Ele disse que eram documentos de investimento, algo para garantir o futuro deles. Ele a apressou, apontando para a linha da assinatura. Ela confiou nele completamente.

"E", continuou o funcionário, alheio ao mundo que desmoronava do outro lado da linha, "o Sr. Soares se casou novamente no dia seguinte."

"Com quem?", sussurrou Dê, embora já soubesse a resposta.

"Com uma Sra. Chayene Melo."

As peças do quebra-cabeça se encaixaram em sua mente, formando uma imagem horrenda. A evasão de Caio sobre a papelada. Seu pedido secreto. O nome do passado dele.

Ele não apenas a traiu. Ele orquestrou uma farsa de uma crueldade de tirar o fôlego. Ele a enganou para que ela assinasse seus próprios papéis de divórcio.

Ele a usou. Usou seu talento como arquiteta de software de ponta para construir os próprios sistemas que o fizeram ser notado, que garantiram sua promoção. Por três anos, ela colocou a carreira dele em primeiro lugar, recusando suas próprias oportunidades, incluindo um cargo de liderança em um contrato governamental de alto risco chamado "Projeto Quimera".

Ela fez tudo pelo futuro deles. Um futuro que ele já havia planejado com outra pessoa.

A dor era aguda e sufocante. Parecia que sua vida inteira, sua identidade como uma esposa amorosa, era uma mentira que ela contara a si mesma.

Ela precisava vê-lo. Precisava ouvir da boca dele.

Dê saiu furiosa de seu escritório e dirigiu até o dele. Não se deu ao trabalho de bater, apenas abriu a porta. Caio estava ao telefone, um sorriso triunfante no rosto. Ele olhou para cima, assustado.

"Te ligo de volta", disse ele rapidamente e desligou.

Ele se levantou, sua expressão mudando de surpresa para uma irritação contida. "Dê? O que você está fazendo aqui? Deveria ter ligado."

"Tentei entregar nossa papelada de mudança", disse ela, a voz fria e sem emoção.

Ele ficou tenso.

"Eles me disseram que você já fez isso", continuou ela. "Disseram que você preencheu com sua esposa. Chayene Melo."

O rosto de Caio empalideceu. Ele evitou o olhar dela. "Dê, não é o que você está pensando."

"Não é?", a voz dela falhou. "Eles me disseram que estávamos divorciados. Que você me enganou para assinar os papéis."

"É complicado", disse ele, passando a mão pelo cabelo. "Chayene... ela precisava de ajuda. Foi uma jogada estratégica, para a minha carreira. Não significa nada."

"Não significa nada?", Dê riu, um som áspero e quebrado. "Você apagou nosso casamento. Você me fez de trouxa."

"Escuta, assim que eu me estabelecer na matriz, vou dar um jeito de te levar pra lá", disse ele, sua voz assumindo um tom suave e manipulador. "Podemos ficar juntos então. Só preciso que você confie em mim."

A audácia de sua mentira era estonteante. Ele ainda estava tentando controlá-la, mantê-la na coleira.

"Eu dediquei minha vida a você", sussurrou ela, as palavras presas na garganta. "Eu construí o software que te deu essa promoção. Eu disse não ao Projeto Quimera, por você. Por nós."

"E eu agradeço por isso, Dê, de verdade-"

Seu telefone tocou, interrompendo-o. Ele olhou para a tela. O nome 'Chayene' brilhava.

Seu rosto se suavizou instantaneamente. "Preciso atender."

Ele atendeu, virando as costas para Dê. "Oi, meu bem. Está tudo bem? Você parece chateada."

Dê observou o homem que ela pensava conhecer consolar sua verdadeira esposa, deixando-a em meio às ruínas de sua vida. Ele nem tentava mais esconder.

Ele desligou um momento depois. "Preciso ir. Chayene precisa de mim."

Ele passou por ela sem um segundo olhar. A porta se fechou atrás dele, deixando Dê sozinha no silêncio súbito e ensurdecedor.

Ela ficou ali por um longo tempo, a dor tão intensa que parecia que não conseguia respirar. Então, um sentimento diferente começou a queimar através do luto. Ódio.

Ela pegou seu próprio telefone. Seus dedos estavam firmes agora. Ela encontrou o número de Elcio Prado, o Vice-Presidente de Engenharia. O homem que lhe ofereceu o Projeto Quimera.

Ele atendeu no segundo toque. "Prado."

"Elcio, é a Denise Matos."

"Denise! Que bom ouvir de você. Fiquei triste em saber que você não ia assumir a liderança do Quimera. É uma oportunidade gigantesca."

"A oferta ainda está de pé?", ela perguntou, a voz clara e dura.

Houve uma pausa. "Para você? Sempre. Mas pensei que você estava se mudando para a matriz com o Caio."

"Os planos mudaram", disse ela. "Eu quero o projeto. Começo imediatamente."

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