O Segredo do Estalajadeiro: Sua Filha

O Segredo do Estalajadeiro: Sua Filha

Carol

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Capítulo

Eu era a esposa de um magnata da tecnologia que ajudei a construir do zero. Cheguei a contratar sua nova assistente, uma mulher idêntica à sua falecida mãe, pensando que estava lhe devolvendo um pedaço do seu passado. Então, descobri a verdade. Ele não estava apenas dormindo com ela, ela estava grávida do filho dele. E por meses, as vitaminas pré-natais que ele me dava com tanto carinho todas as manhãs não passavam de pílulas de açúcar. O choque da traição deles foi tão brutal que me fez perder nosso primeiro filho. Eles me pintaram como uma herdeira louca e violenta, tomaram a empresa da minha família e me deixaram com nada além das cinzas da vida que ele havia me prometido. Mas quando eu estava em nossa casa, pronta para queimar tudo comigo dentro, descobri um milagre: eu estava grávida de novo. Forjei minha morte e desapareci. Cinco anos depois, ele entrou na pousada tranquila que agora é minha, acompanhado de sua família. E seus olhos pousaram na minha filha.

Capítulo 1

Eu era a esposa de um magnata da tecnologia que ajudei a construir do zero. Cheguei a contratar sua nova assistente, uma mulher idêntica à sua falecida mãe, pensando que estava lhe devolvendo um pedaço do seu passado.

Então, descobri a verdade. Ele não estava apenas dormindo com ela, ela estava grávida do filho dele. E por meses, as vitaminas pré-natais que ele me dava com tanto carinho todas as manhãs não passavam de pílulas de açúcar.

O choque da traição deles foi tão brutal que me fez perder nosso primeiro filho.

Eles me pintaram como uma herdeira louca e violenta, tomaram a empresa da minha família e me deixaram com nada além das cinzas da vida que ele havia me prometido.

Mas quando eu estava em nossa casa, pronta para queimar tudo comigo dentro, descobri um milagre: eu estava grávida de novo.

Forjei minha morte e desapareci.

Cinco anos depois, ele entrou na pousada tranquila que agora é minha, acompanhado de sua família. E seus olhos pousaram na minha filha.

Capítulo 1

As palavras do médico giravam na minha cabeça, um eco cruel naquela sala estéril. Dante tinha um filho de três anos com sua assistente executiva, Clara Matos. O mundo balançou e depois desabou. Naquela mesma manhã, um pequeno tremor dentro de mim havia sussurrado a promessa de uma nova vida. Agora, parecia uma piada doentia do destino.

Minhas mãos tremiam quando saí da clínica. O barulho da cidade era um zumbido abafado contra o silêncio na minha mente. Dirigi sem rumo, a mansão em Angra dos Reis, nossa casa, me puxando como um ímã. Não em busca de conforto, mas para um ato final e desesperado. Eu ia queimar tudo. Queimar as mentiras, a traição, a mulher que eu tinha sido.

As chamas lamberam o céu noturno, uma fera voraz consumindo o que um dia foi meu. Observei de longe, o calor um conforto estranho contra o frio em meus ossos. Ninguém sabia que eu estava grávida, ninguém me procuraria. Essa era minha fuga. Minha morte. Meu renascimento.

Cinco anos depois, o cheiro de pinho e fumaça de lenha encheu meus pulmões, um bálsamo familiar. O ar de Campos do Jordão era fresco, limpo, tão diferente dos verões úmidos de São Paulo. Minha pousada, "O Refúgio", era exatamente isso. Um santuário.

"Mamãe, olha!" A voz de Ema, doce e clara, me trouxe de volta ao presente. Ela apontou para um folder brilhante no balcão. "Os hóspedes chiques chegaram!"

Olhei para baixo e minha respiração falhou. Dante Rossi. Seu nome, seco e em negrito, me encarava no registro de hóspedes. Meu mundo, tão cuidadosamente reconstruído, se estilhaçou em um milhão de pedaços. Ele estava aqui. Com sua família.

Meu olhar disparou para a entrada do lobby. Ele estava lá, mais alto, mais largo, com um fio de cabelo prateado nas têmporas que não existia cinco anos atrás. Ele estava rindo, um som como uma lâmina enferrujada arranhando minha alma.

Seus olhos, aqueles olhos impossivelmente azuis, varreram o lobby e pousaram em mim. Ele congelou. O riso morreu em seus lábios, substituído por um olhar de pura incredulidade. O reconhecimento, um lampejo, passou por seus olhos.

Mantive meu rosto inexpressivo, uma máscara praticada.

"Bem-vindo ao O Refúgio, senhor", eu disse, minha voz firme, não traindo nada. "Como posso ajudar?"

Ele deu um passo à frente, depois outro, seu foco inabalável.

"Alina?" Sua voz era um sussurro, um fantasma de um passado que eu havia enterrado vivo.

"Desculpe", respondi, meu sorriso tenso e formal. "O senhor deve estar me confundindo com outra pessoa. Meu nome é Alice, Alice Ribeiro."

Ele piscou, a testa franzida.

"Mas... você é idêntica a ela."

"Um rosto comum, eu suponho", eu disse, meu olhar caindo propositalmente em sua família. Uma mulher estava ao seu lado, a mão entrelaçada em seu braço. Clara. Seus olhos, estreitos e avaliadores, encontraram os meus. Uma aliança de casamento brilhava em seu dedo.

"Desejo ao senhor e à sua família uma estadia agradável, Sr. Rossi", eu disse, minha voz pingando uma ironia que eu esperava que apenas ele percebesse. "Aproveitem Campos do Jordão."

Dante hesitou, seus olhos ainda me percorrendo, procurando por algo. Ele parecia incerto, perdido. Era um olhar que eu nunca tinha visto nele antes.

Então, um menino pequeno, não mais que cinco anos, saiu de trás de Clara, agarrando-se à sua perna.

"Mamãe, tô com fome!"

Clara sorriu, uma doçura açucarada que revirou meu estômago.

"Vamos pegar uns lanchinhos pra você, querido." Ela olhou para Dante, depois de volta para mim. Seu sorriso vacilou um pouco.

"Dante, querido?", ela incentivou, sua voz melódica. "Está tudo bem?"

Ele arrancou os olhos de mim, balançando a cabeça levemente.

"Sim, só... não é nada." Ele se virou para Clara, uma ternura cuidadosamente construída em seus olhos. Uma ternura que um dia eu pensei ser minha.

Clara olhou para mim novamente, sua expressão mudando de curiosidade para algo mais frio. Ela apertou o braço de Dante. Era um aviso, uma reivindicação.

Nesse momento, Ema, minha Ema de três anos, entrou saltitando no lobby vinda da sala dos fundos, sua mochila rosa brilhante balançando.

"Mamãe, podemos ir no parquinho agora?"

A cabeça de Dante se ergueu bruscamente. Seus olhos, fixos em Ema, se arregalaram. A cor sumiu de seu rosto. Ele olhou para Ema, depois para mim, e de volta para Ema, uma pergunta aterrorizante se formando naquelas profundezas azuis. Sua mandíbula se contraiu, e um tremor pequeno, quase imperceptível, percorreu sua mão.

"Quem... quem é ela?", ele perguntou, sua voz mal um sopro. As palavras pairaram no ar, densas de um terror não dito.

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