A Babá do Bilionário: O Preço da Semelhança

A Babá do Bilionário: O Preço da Semelhança

Yana _ Shadow

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Capítulo

Cian Verran era um bilionário que se vestia de luto. Apesar de ser belo, usava uma máscara sombria, cujo pavor era a única coisa que inspirava em todos à sua volta. Evelyne Mendes era só uma funcionária que esfregava o piso da ala oeste da mansão até o dia em que ouviu o choro angustiado de uma criança e ousou entrar no quarto da filha do patrão. "Quem te deu permissão para entrar aqui?" O senhor Verran perguntou rispidamente. "Senhor, a sua filha só estava sentindo falta da mãe." Comentou Evelyne. "Ela só precisava de um pouco de carinho e atenção." A ousadia da funcionária o perturbou; mas quando a luz atingiu o perfil de Evelyne, a raiva foi substituída por uma fixação febril no segundo em que notou a semelhança da funcionária com a sua falecida esposa. Ele olhou de Evelyne para a filha que, magicamente, parou de fazer birras e dormiu no colo daquela mulher. Estranhamente, o senhor Verran mudou de atitude e tomou a sua decisão: "A partir de hoje, a senhorita Mendes será a babá da minha filha." Obviamente, ele não a contratou por gostar de seu trabalho, mas porque enxergou uma maneira de aliviar a dor da perda e um modo de acalmar a pequena Maya, que ainda sentia falta da mãe. Em meio a todo aquele luxo que escondia uma grande tragédia, Evelyne ficou presa sob o olhar obsessivo do bilionário. A babá contratada estava disposta a pagar o preço da semelhança só para se vingar da família Verran. Essa é uma história de poder, obsessão e segredos em um romance proibido.

Capítulo 1 A babá da minha filha

- Não, eu quero a minha mamãe! - Um berro infantil rompeu o silêncio da mansão Verran.

O som veio da ala privada, onde Evelyne Mendes não podia entrar. Ela continuou esfregando o piso da ala oeste, curvada sobre o esfregão e o balde.

- Me larga! - A voz chorosa ecoou, chamando sua atenção outra vez.

Fechando os olhos por alguns segundos, Evelyne disse para si mesma: "Calma, Evelyne, respira. Não se envolva nisso agora, temos um objetivo aqui". Ela forçou as mãos contra o cabo do esfregão e tentou focar na tarefa.

- Mamãe! - Desta vez, o grito desesperado da menina fez Evelyne engolir em seco.

Num impulso que unia a compaixão e a percepção de que aquela era sua brecha, Evelyne largou o esfregão ao lado do balde e correu. A porta do quarto de Maya estava somente encostada. O berro da menina era tão intenso que a governanta balançava a cabeça em frustração.

Maya era uma menina de cinco anos e estava jogada na cama, chutando os lençóis com fúria.

- Quero a mamãe! - A menina gritava a plenos pulmões.

Evelyne ignorou a governanta, que tentava acalmar a garotinha birrenta, passou por ela e entrou. A sua presença capturou a atenção da pequena Maya Verran no meio de um soluço.

- Querida, o que houve? - Evelyne se aproximou lentamente. Por dentro, seu coração martelava, mas ela suavizou a expressão, fitando o rosto vermelho e banhado pelas lágrimas da criança.

- Estava com saudades de você, mamãe... - Ao dizer, a menina a olhou por meio de uma cortina de lágrimas.

Maya passou as mãos pequenas no rosto. O choro não parou, mas diminuiu de intensidade quando a mulher se sentou na beirada da cama e deu um sorriso gentil - o tipo de sorriso que ela treinara exaustivamente no espelho para parecer dócil.

- Não sou sua mãe, querida - falando num tom manso, Evelyne pegou Maya no colo. - Sei que você está sentindo a falta dela, mas a sua mãe ficaria triste se visse você chorando assim, meu anjo.

Por um instante, o corpo da criança relaxou. Maya se inclinou para frente, encostando a cabeça em seu ombro. Os soluços diminuíram até virarem apenas ruídos respiratórios. Em minutos, a criança estava em silêncio, aninhada no colo de Evelyne. O sono veio como uma bênção.

Foi então que a porta se escancarou, revelando a silhueta de um homem alto. Cian Verran ainda usava o seu habitual terno preto feito sob medida e trazia o casaco pendurado no antebraço. Embora o rosto fosse belo, aquela cara fechada dava medo a todos que o encaravam.

Cian ficou ali no limiar enquanto os seus olhos cinzentos se fixaram no uniforme manchado que Evelyne usava. Sem se intimidar com o olhar condenatório do patrão, ela pôs a criança na cama antes de se afastar calmamente.

- Quem te deu permissão para entrar aqui? - A voz dele era baixa, porém ríspida.

O homem irritado agarrou o braço de Evelyne e a puxou para trás com força.

- Me solta! - Ela resistiu, tentando se desvencilhar.

Evelyne levantou a cabeça para o temido chefe. A luz do abajur, suave e amarelada, iluminou o rosto anguloso e as suas pupilas de um tom azul gelo.

Cian ficou imóvel diante da intensidade daquele olhar. Os seus lábios se separaram ligeiramente, e o semblante tenebroso rachou ao ver os traços de sua nova funcionária. Ele conhecia apenas uma pessoa dona daquele olhar enigmático. "Essa mulher se parece tanto com a..." - ele interrompeu o pensamento ao notar a governanta assistindo tudo.

- Senhor, a sua filha só estava sentindo falta da mãe - comentou Evelyne, sustentando o contato visual. - Ela precisava de um pouco de carinho e atenção.

A ousadia da funcionária o perturbou mais do que a insubordinação.

- Não preciso de conselhos de uma subalterna com esse uniforme todo sujo! - Soltando o pulso dela, Cian a empurrou ligeiramente. Foi então que a luz atingiu novamente o perfil de Evelyne.

O pavor nos olhos de Cian foi imediato. A raiva foi substituída por uma fixação febril quando ele admirou a curva da mandíbula dela. Aquela mulher era idêntica à sua falecida esposa.

- Diga seu nome - ordenou asperamente. - Agora.

- Evelyne Mendes - respondeu ela. Por dentro, ela gritava de satisfação ao ver o impacto que causava, mas por fora, manteve a face neutra.

Cian olhou da funcionária para a filha que, magicamente, dormia.

- Senhor, vou demitir essa folgada hoje mesmo... - A governanta se intrometeu.

- Não! - Cian mudou de atitude bruscamente. - A partir de hoje, a Srta. Mendes será a babá da minha filha.

- Mas a agência vai mandar outra babá amanhã! - insistiu a governanta.

- Pois ligue e avise que já contratei a babá da minha filha.

Os cílios de Evelyne batiam um contra o outro enquanto ela processava a decisão do chefe frio. Obviamente, ele não a contratou por competência, mas porque enxergou uma maneira de usar o rosto dela para aliviar a própria dor.

Pode vir, Cian. Você caiu direto na minha rede, ela pensou, sentindo um gosto amargo e vitorioso na boca.

- Vai dedicar todo o seu tempo à minha filha, senhorita Mendes. - Ele se inclinou, fazendo a exigência quente contra a orelha dela. - Se recusar a fazer o que mando, será demitida.

- Mas, senhor, a Evelyne trabalha na limpeza - disse a governanta.

Resignada apenas na aparência, Evelyne se virou para sair, mas o homem de quase um metro e noventa de altura bloqueou o caminho.

- A partir de amanhã, você vai trabalhar como a babá da Maya. - O patrão avisou num tom autoritário. - Aliás... você não vai sair daqui sem a minha autorização.

Após dar uma última olhada para o rosto dela, ele ajeitou o casaco e se virou para sair. Indignada com a prepotência, Evelyne sentiu a língua pressionar contra a bochecha. Ela manteve a cabeça erguida:

- Não!

O "Não!" de Evelyne foi como um estalo no silêncio, uma afronta direta à autoridade do poderoso Cian Verran.

- Como se atreve? - A expressão dele se transformou numa carranca sombria.

- O senhor não pode me manter presa nesta casa só porque me contratou como a babá da sua filha. - Ela projetou o queixo, desafiando o homem que todos temiam.

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