A Vingança é Doce: Casar com Seu Pior Inimigo

A Vingança é Doce: Casar com Seu Pior Inimigo

Callista

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Capítulo

Eu encarava as duas linhas rosas no teste de farmácia, tremendo com a alegria aterrorizante de carregar o herdeiro da facção mais cruel do submundo do Rio de Janeiro. Então, o interfone tocou, e uma voz estilhaçou meu mundo. "A pequena estudante de artes realmente acha que eu vou casar com ela? Foi só um passatempo enquanto você estava na Europa, Estela." Eu congelei. Meu namorado, Heitor, estava na sala ao lado, rindo com a filha de seu rival. Ele explicou que eu era apenas uma "imagem limpa de bom moço" que ele precisava para fechar um negócio. Agora que o acordo estava assinado, ele estava dispensando a "vira-lata" para se casar com a "Rainha". Eu tentei fugir, mas a liberdade durou apenas quarenta e oito horas. Heitor não apenas partiu meu coração; ele transformou meu terror em entretenimento. Ele me sequestrou, me amarrou a uma cadeira na beira de um penhasco e me forçou a escolher entre minha vida e a de sua nova noiva. Então, ele me empurrou do penhasco. Enquanto a gravidade me puxava, eu o ouvi rindo. Caí em um colchão de ar de dublê. Era apenas um "experimento social". Uma pegadinha doentia para sua diversão. "Não seja tão dramática, Kênia", ele gritou lá de cima. "É só um jogo." Ele achou que eu estava destruída. Ele achou que eu era apenas um objeto em sua vida. Mas ele se esqueceu de que eu conhecia seus segredos. Arrastei meu corpo ferido até um orelhão e disquei o único número que Heitor me disse para temer - o chefão rival, Gael Sampaio. "É a Kênia", sussurrei, agarrando o fone como se minha vida dependesse disso. "Estou cobrando a dívida."

Capítulo 1

Eu encarava as duas linhas rosas no teste de farmácia, tremendo com a alegria aterrorizante de carregar o herdeiro da facção mais cruel do submundo do Rio de Janeiro.

Então, o interfone tocou, e uma voz estilhaçou meu mundo.

"A pequena estudante de artes realmente acha que eu vou casar com ela? Foi só um passatempo enquanto você estava na Europa, Estela."

Eu congelei.

Meu namorado, Heitor, estava na sala ao lado, rindo com a filha de seu rival.

Ele explicou que eu era apenas uma "imagem limpa de bom moço" que ele precisava para fechar um negócio. Agora que o acordo estava assinado, ele estava dispensando a "vira-lata" para se casar com a "Rainha".

Eu tentei fugir, mas a liberdade durou apenas quarenta e oito horas.

Heitor não apenas partiu meu coração; ele transformou meu terror em entretenimento.

Ele me sequestrou, me amarrou a uma cadeira na beira de um penhasco e me forçou a escolher entre minha vida e a de sua nova noiva.

Então, ele me empurrou do penhasco.

Enquanto a gravidade me puxava, eu o ouvi rindo.

Caí em um colchão de ar de dublê. Era apenas um "experimento social". Uma pegadinha doentia para sua diversão.

"Não seja tão dramática, Kênia", ele gritou lá de cima. "É só um jogo."

Ele achou que eu estava destruída. Ele achou que eu era apenas um objeto em sua vida.

Mas ele se esqueceu de que eu conhecia seus segredos.

Arrastei meu corpo ferido até um orelhão e disquei o único número que Heitor me disse para temer - o chefão rival, Gael Sampaio.

"É a Kênia", sussurrei, agarrando o fone como se minha vida dependesse disso. "Estou cobrando a dívida."

Capítulo 1

Kênia Ayres POV

Eu encarava as duas linhas rosas no teste de farmácia, minhas mãos tremendo com a alegria aterrorizante e frágil de carregar o herdeiro da facção mais cruel do submundo do Rio de Janeiro, quando o interfone tocou com uma voz que estilhaçou meu mundo.

"A pequena estudante de artes realmente acha que eu vou casar com ela, Estela. Foi só um passatempo enquanto você estava na Europa."

O piso frio do banheiro gelava meus pés descalços.

Deixei o teste escorregar de meus dedos dormentes.

Ele bateu contra a pia de porcelana, soando como um tiro no silêncio opressivo da cobertura.

Heitor Dantas.

O homem que me cortejou por três anos.

O homem que governava o porto da cidade e as delegacias de polícia com um sorriso que poderia desarmar um santo.

Ele estava no escritório ao lado, arrogante o suficiente para ser descuidado, sem saber que o sistema de interfone estava ligado.

Ouvi a risada de uma mulher.

Era aguda, como vidro quebrando.

Estela Duncan.

A filha do chefão rival.

"Você é terrível, Heitor", ela ronronou. "Ela está planejando o casamento há meses. Eu vi o vestido que ela desenhou. É patético."

"Não é um casamento, Estela. É a piada final de uma brincadeira de três anos", respondeu Heitor, sua voz escorrendo uma arrogância que revirou meu estômago. "Eu precisava de uma imagem limpa para garantir o acordo do porto. Uma civil doce e inocente no meu braço fez o Conselho confiar em mim. Agora que o acordo está assinado, posso dispensar a vira-lata e casar com a Rainha."

Olhei para meu reflexo no espelho.

Kênia Ayres.

O Canário na Gaiola.

Era assim que os jornais de fofoca me chamavam.

Coloquei a mão na minha barriga lisa.

Um herdeiro dos Dantas.

Uma criança nascida de uma mentira.

Se eu contasse a ele, ele me trancaria.

Ele me transformaria em uma reprodutora para um legado construído com sangue e engano.

Eu não deixaria um monstro criar uma criança.

Eu não traria uma vida a um mundo onde o amor era apenas uma manobra estratégica.

Saí do banheiro.

Não fiz as malas.

Não gritei.

Fui direto para o cofre no closet.

Peguei o rascunho do acordo de separação que eu havia preparado semanas atrás, quando suspeitei pela primeira vez de sua infidelidade, mas nunca tive coragem de assinar.

Assinei agora.

A tinta era preta e permanente.

Então peguei o vestido de noiva.

Era de seda e renda, bordado à mão com pérolas que eu economizei por anos para comprar.

Enfiei-o em uma caixa.

Peguei um marcador e rabisquei o endereço de Estela na frente.

Deixei a caixa na cama.

Saí da cobertura, passando pelos seguranças que acenaram para mim, pensando que eu estava apenas indo ao mercado.

Peguei um táxi para a clínica na Lapa.

O médico me perguntou se eu tinha certeza.

Olhei para o ultrassom, um pequeno ponto de miséria em potencial.

"Tenho certeza", eu disse.

Minha voz não tremeu.

Quando saí, uma hora depois, me senti oca.

Vazia.

Mas, pela primeira vez em três anos, eu estava livre.

Verifiquei meu celular.

Uma mensagem de Heitor.

*Jantar às 20h. Use o vestido vermelho. Tenho uma surpresa.*

Eu respondi.

*Eu sei sobre a aposta. Olhe na sua cama.*

Joguei o celular na lixeira mais próxima e desapareci na chuva cinzenta da cidade.

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