HOMEM DE AÇO - Parte 1

HOMEM DE AÇO - Parte 1

Liliene Mira

5.0
Comentário(s)
527.6K
Leituras
70
Capítulo

Ministro Dmitri Volkova um homem ciumento, possessivo e protetor. Dono de uma personalidade forte, ele é temido pelos homens e amado pelas mulheres, seu foco em resolver problemas e sua determinação inabalável o fizeram conhecido como o "HOMEM DE AÇO", o homem que não tem medo de nada. Elisa Maim uma jovem bailarina preta, que teve seus sonhos frustrados, ela perdeu a sua mãe cedo sendo obrigada a ficar com um pai que nunca a quis. Dona de uma beleza encantadora, a deusa, como a sua amiga Kátia tão carinhosamente a chama, nunca desistiu, a vida a ensinou a ser uma mulher forte e decidida e a nunca abaixar a cabeça para ninguém. Duas pessoas diferentes que terão um encontro inusitado. "Quando tentam machucar os seus, ele não perdoa!"

Capítulo 1 Prólogo

Rio de janeiro, 20 de abril de 2014.

__ PARA PAPAI, O SENHOR TÁ ME MACHUCANDO. __Grito tentando o fazer parar de me bater.

Eu não sei o que fiz para ele me castigar dessa forma.

Na verdade, nem sei o que fiz para ter um pai feito ele.

Desumano, mau, um monstro.

__ Te machucar sua ingrata? Eu devia era lhe espancar até a morte sua idiota. __ Ele diz batendo em meu rosto com seu cinto.

Por sorte não sangrou, mas doeu e muito.

Eu tentava não chorar, mas minhas tentativas nunca davam certo.

__ Você estragou tudo, assim como a sua mãe idiota. Duas insuportáveis, pior decisão que tomei foi seduzir aquela imprestável da Eloisa. Acreditei que iria me dá bem, mas me ferrei por sua causa. __ Apontou o dedo para minha face irritado. __ Ganhei uma deserdada e uma fedelha de quebra. Vida injusta. __ Ele reclama.

__O senhor queria que eu dormisse com aquele homem repugnante. __ Digo em meio às lágrimas, ignorando os insultos dele.

__ É só uma transa Elisa, eu ia ganhar um dinheiro alto com isso. O velho ia tirar sua virgindade e em troca, eu sairia dessa vida imunda.

__ Eu não quero...

__ Você não tem que querer, você me pertence.

__ Eu já tenho dezoito anos, tenho liberdade.

__ Você não ouse fugi de mim menina, eu vou atrás de você onde for, vou trepar com seu corpo até você sangrar e depois te mato. E quem vai sentir a sua falta?

A Kátia. Penso.

__ Co... como pode fa... Fazer isso? O senhor... É o meu pai. __ Declaro entristecida.

O choro silencioso virou um choro convulsivo.

Eu odiava a minha vida. Tenho sofrido essas agressões diariamente. A verdade é que eu não entendo o porquê o meu próprio pai tem agido assim comigo.

__ Trate de esconder esses machucados, amanhã você só vai sair desse quarto quando foder aquele velho. __ Ele ordenou sem paciência.

Antes de sair de meu quarto dá uma tapa em minha cara de aviso me fazendo ir ao chão outra vez.

Comecei a chorar de angústia, meu corpo doía pela surra que meu pai havia me dado a pouco.

O medo tomou conta de meu corpo e de minha mente.

O que eu vou fazer meu Deus? Não posso ficar mais aqui.

Levantei do chão com dificuldade, respirando fundo.

Afastei a cômoda da parede e tateei o buraco que fica atrás da mesma, em busca do celular que Kátia me deu. Pego o celular e coloco a cômoda no lugar. Vou à discagem rápida apertando o nome de Kátia.

O celular chama três vezes antes da mesma atender.

__ Amiga, até que fim uma notícia sua, faz três dias, três dias que tento falar com você. __ Kátia diz aparentando está chateada.

__ Kátia...

__ Elisa? O que foi? O que aquele monstro fez dessa vez? _ Sua chateação é substituída pela preocupação e a raiva.

__ Me ajude Kátia. __ Peço voltando a chorar outra vez. __ Ele quer que eu faça sexo com um velho em troca de dinheiro, se eu não fizer, ele vai me estuprar e me matar. Eu não posso mais ficar aqui. __ Completo com desespero.

__ Calma amiga, eu vou te ajudar. Arrume suas coisas, pegue só o necessário, tranque a porta de seu quarto e saia pela janela, vou estar a vinte minutos aí, vou com meu pai, caso o monstro te veja fugi, nos espere na esquina de sempre. __ Avisou apressada.

__ Certo, amiga, obrigada por me ajudar.

__ Não precisa agradecer deusa, eu te amo e farei sempre o possível e o impossível para te ajudar.

__ Eu... Eu sou muito grata em Deus ter colocado você e sua família no meu caminho e no caminho de minha mãe. Te amo Kátia.

__ Eu sei minha linda. __ Ela respondeu com voz de choro. __ Agora vai arrumar suas coisas. __ Completou com ternura.

__ Certo! Até logo!

Desligamos e eu fui arrumar minha bolsa. Mas antes fechei a porta de meu quarto. Não quero que o monstro apareça de repente e volte a me machucar.

É assim que eu e Kátia o chamamos quando estamos sozinhas.

Em cinco minutos, arrumo minhas coisas. Pego algumas mudas de roupas, a foto de mamãe, as joias que foram dela que escondo com o celular que Kátia me deu, atrás da cômoda, se não o velho pega tudo para vender outra vez, só me restaram um par de brincos de perola, um anel de formatura de ouro e uma corrente de ouro com um pingente de uma bailarina. É tudo que me restou de mamãe.

Calço o tênis e abro a janela com cuidado para não fazer barulho.

Jogo pela janela a bolsa de mão, na cor vermelha que pertencia à mamãe também. Em seguida foi à minha vez.

Consegui sair sem fazer barulho algum.

Respirei aliviada, pois uma etapa já havia se passado.

Corri o mais rápido que pude até a esquina que ficava a uns trinta metros de minha casa.

Moro no bairro de Santa Teresa que fica entre a zona sul e a região central da cidade do Rio de Janeiro. É um bairro cultural, pitoresco, com arquitetura histórica e que todo ano atrai milhares de pessoas, mas sofremos com o aumento da violência, por mais que o índice de morte seja menor que os outros bairros.

Moro na rua Paschoal Carlos Magno, uma rua muito bonita, mas a minha casa está caindo aos pedaços, odeio morar lá, odeio a minha vida.

Olhei no relógio do celular e havia se passado quinze minutos que eu falara com Kátia ao celular.

Cheguei na esquina e fiquei no beco de uma casa, tentando me ocultar caso o monstro de meu pai viesse atrás de mim.

Cinco minutos depois observo o carro do pai de Kátia chegando.

Corro até o carro e entro me acomodando no banco dos fundos, onde Kátia me esperava de braços abertos. A abracei chorando em seu ombro.

Continuar lendo

Outros livros de Liliene Mira

Ver Mais

Você deve gostar

A babá e o CEO - Reencontrando o amor

A babá e o CEO - Reencontrando o amor

Afrodite LesFolies
5.0

Livro 1: Dalila só queria esquecer. Em uma festa de máscaras, entregou-se a um desconhecido, acreditando que seria somente uma noite sem consequências. Um mês depois, descobriu que estava grávida e lutou para se manter sozinha. Após o parto, um grave acidente a separou do bebê e apagou qualquer rastro do passado. Anos mais tarde, ela tenta reconstruir a vida e aceita o emprego de babá na casa de Marcus Venetto, um empresário reservado e pai solo, que carrega as próprias cicatrizes e um olhar frio o suficiente para manter qualquer um à distância. Ele precisa de ajuda para cuidar da filha. Ela precisa de um recomeço. Nenhum dos dois imagina o quanto já estão ligados. A convivência desperta uma tensão que nenhum deles consegue explicar, uma mistura de atração, desconfiança e algo mais profundo que ambos se recusam a admitir. Detalhes começam a incomodar, coincidências se acumulam e o passado, que parecia esquecido, respira entre eles. Dalila quer respostas. Marcus quer manter o controle. Mas quando a verdade finalmente vier à tona, os dois terão que encarar a dor, o desejo e a culpa que os unem de uma forma que jamais poderiam prever. Porque há segredos que o tempo não apaga, e amores que o destino insiste em reescrever. 🔥 Um amor proibido, uma criança perdida, e uma verdade capaz de mudar tudo. +18 | Drama, Segredo de Maternidade, Romance Proibido, CEO & Babá Livro 2: Lucien Agnes Montclair sempre viveu no controle. Frio, poderoso e imune a sentimentos, ele construiu seu império mantendo todos à distância. Mas a tragédia da morte do irmão muda tudo. De repente, ele é responsável por Matteo, um menino em silêncio, quebrado pelo luto. Na tentativa de ajudá-lo, Lucien contrata uma babá. É assim que Valentina Marchesi surge em sua vida - determinada, firme e completamente imune à autoridade que ele está acostumado a exercer. A convivência entre eles é tensa. O embate entre personalidades fortes logo se transforma em algo mais intenso - algo que nenhum dos dois consegue explicar. Como se já houvesse algo entre eles, enterrado no tempo. Mas Valentina carrega marcas. E um passado que insiste em retornar. Com o desejo crescendo a cada dia e o perigo se aproximando, o que começou como um simples acordo profissional pode se tornar um jogo emocional fora de controle.

Vingança Silenciosa

Vingança Silenciosa

Xiao Liuzi
5.0

Clara estava sentada na beirada da cama, sua vida uma prisão de luxo imposta por Heitor, seu tutor e algoz. Após retornar da "escola de reeducação", um inferno disfarçado, ela reaprendeu a não sentir. A chegada de Sofia, a noiva de Heitor, transformou sua existência em um pesadelo ainda maior. Um "acidente" armado por Sofia, que derrubou suco em Clara - evocando memórias aterrorizantes de torturas com água gelada na instituição - foi o estopim. Heitor, cegado pela manipulação de Sofia, a puniu cruelmente, enviando-a de volta ao que ele chamava de "escola", um lugar onde ela quase não saiu viva da última vez. Semanas de tormento transformaram Clara em uma casca vazia, submissa, seu espírito esmagado. No entanto, uma pontinha de esperança nasceu: ela começou a guardar cada centavo para fugir. Sofia, percebendo seu plano, a encurralou na noite de uma festa, ameaçando revelar tudo a Heitor se Clara não colaborasse. Presa, humilhada e sem voz para se defender, Clara foi forçada a encenar a família feliz, culminando em uma farsa pública onde a manipulação de Sofia a colocou, mais uma vez, sob a ira de Heitor. As agressões e humilhações se tornaram a sua rotina, mas a cereja do bolo foi a descoberta da perda da voz, tirada por uma cirurgia orquestrada por Sofia. Naquela noite, depois de mais uma cena de manipulação por Sofia, Heitor, cego de fúria, a arrastou para fora da mansão e a jogou na rua como lixo. Desesperada e sem esperança, Clara caminhou em direção a uma ponte, onde a dor finalmente a libertaria. Sua morte brutal, no entanto, foi o catalisador para uma verdade ainda mais devastadora: Heitor descobriu que Clara foi estuprada, teve seu útero removido e deu à luz um filho seu, roubado por Sofia. A fúria de Heitor não conheceu limites. Impulsionado por uma culpa avassaladora e um desejo ardente de vingança, ele desvendou os segredos sombrios de Sofia e da instituição de reeducação. Agora, Heitor está determinado a pagar por sua cegueira e trazer Clara de volta, mesmo que para isso ele tenha que sentir toda a dor que ela suportou. Será que o preço da redenção será a sua própria destruição?

Capítulo
Ler agora
Baixar livro