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LEONEL, REENCARNAÇÃO II

LEONEL, REENCARNAÇÃO II

lucystar

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12
Capítulo

Essa é a segunda parte desse livro que relata a trajetória de Leonel Marques, filho de Bruno Marques e Laís, sua esposa falecida. Bruno é filho de Gilda com Leo Torres, que todos já conhecem. Sigamos então...

Capítulo 1
LEO OU LEONEL

CAPÍTULO I – LEO OU LEONEL?

Quando Leonel acordou, Floyd estava sentado no tapete no chão, com o violão a tira colo, tocando e cantando baixinho “Revolution” uma canção dos Beatles. Ao vê-lo abrir os olhos, o rapaz parou de tocar e acenou para ele de leve e voltou a tocar.

Leonel sentou-se no sofá e esfregou o rosto e o pescoço que doía.

- Eu avisei que era duro...

- Que horas são?

- Pouco mais de seis.

- Desculpa ter invadido.

- Bobagem. Difícil foi convencer o Gil que você era um amigo desesperado em busca de abrigo.

- O Gil esteve aqui?

Floyd balançou a cabeça, confirmando.

- Ele mora aqui, esqueceu?

- Pensei que você já tivesse... parado com isso. Separado dele...

Floyd sorriu, mas não disse nada.

- Ele brigou com você?

- Não o suficiente pra pedir o desquite, brincou ele. – Mas como você está?

- Melhor... mas ainda perdido.

- Vai acontecer de você me contar o que houve ou eu vou ter que bancar o hóspede ignorante e solidário numa boa?

- Não me pergunta nada ainda não, tá, Floyd? Eu não quero falar sobre isso ainda... Tem paciência comigo.

- É um prazer. Com você é sempre um prazer, falou ele, dando de ombros, colocando o violão no chão e se levantando. – Fome?

- Não.

- Eu estou. Vou ver se arrumo um grude pra gente comer. Gosta de pizza?

- Quem não gosta? Você faz? Não sabia.

- Faço, com esse dedo, ele disse, mostr

ando o indicador.

Apanhou o telefone e pediu a pizza. Leonel riu.

Quando a pizza chegou, Leonel comeu só um pedaço. Como disse: não estava com fome, mas Floyd devorou todo o resto num piscar de olhos. Antes de comer o último pedaço, perguntou:

- Não quer mais mesmo?

Leonel balançou a cabeça, negando, não acreditando no que via. Como alguém tão magro podia comer tanto?

- Pra onde vai tudo que você come?

- Nem me pergunte, ele disse, mastigando com gosto e ao final lambendo os dedos. – Vai dormir aqui mesmo?

- Acho que vai te complicar, não é?

- Eu me viro.

- E o Gil?

- Ele não é macaco de um galho só. Fica frio. Tenho certeza de que ele tem outros ninhos para abrigá-lo. Ninhos bem mais quentes.

- Vale a pena isso, cara?

- Você vive uma vida normal e está aqui, desesperado por eu-não-sei-o-quê. O que é que vale a pena, Leo?

- Não me chama de Leo...

- Você sempre teve cara de Leo. Eu sempre achei que seu nome tinha umas letras a mais. O nome Leonel não tem nada a ver com você.

- Mas é meu nome! Para com isso! Minha tia de vez em quando me chama assim também.

Floyd sorriu um sorriso significativo e ergueu as sobrancelhas. Pegou os pratos e foi levá-los para a cozinha. Quando voltou, trazia duas latas de cerveja nas mãos. Jogou uma lata para Leonel e abriu a outra.

LEONEL (REENCARNAÇÃO) II – CAPÍTULO 1

“LEO OU LEONEL?”

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