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Não era nem seis da manhã quando Lumiar escutou o despertador gritar ao seu lado lhe informando que mais um dia havia amanhecido.
Seus olhos cor de mel se abriram com espanto, mas logo se fecharam obedecendo a sua mente em querer dormir mais um pouco. De todos os dias a qual ela sempre detestou se levantar da cama cedo, segunda-feira era o pior de todos.
Não se incomodou enquanto o despertador implorava por sua atenção, tão pouco quando a porta do quarto foi aberta e a voz de sua mãe soou por todo lugar. O frio lhe arrepiou quando as cobertas foram tomadas de si, antes de abrir olhos, sorriu de canto sentando-se na cama.
- Acorda agora - Ordenou a mulher mais velha a sua frente. - Se arrume e vá para a escola, eu não posso mais ficar vindo de acordar, Lumiar, você já vai fazer dezoito anos. - Bradou em frente à cama.
Lumiar soltou outro suspiro encarando a mulher mais velha, vestido outro de seus ternos o cabelo preso em um coque ridículo e até aquela cor de batom que não lhe favorecia... Onde foi parar sua mãe maravilhosa?
- Eu não preciso que você venha me acordar, sei a hora que tenho que me levantar. Acha que sou criança? - Cruzou as pernas na cama desviando o olhar para a cortina que fora empurrada para o lado dando luz ao quarto. - Não tem mais o que fazer?
- Eu tenho. - Se aproximou da cama entregando a menina uma pequena folha. Lumiar tornou a revirar os olhos quando encarou o titulo - Outra advertência por chegar atrasada, reprovar em duas matérias e de ser, ridiculamente, arrogante com os empregos daquela escola.
- Exatamente, mãe... São empregados, eu não tenho que respeitar pessoas que não fazem parte do meu ciclo social - Desceu da cama chamando ainda mais atenção da mulher incrédula. - Você mesmo trata sua assistente como uma idiota e vem querer me dar exemplos?
- Lumiar Sindel... - Se aproximou da filha trazendo o rosto da jovem para suas mãos. - Aqui dentro de casa, eu sou a dona de tudo, a sua mãe e a mulher que paga esses vermes para fazerem o que eu quiser. Fora dessa casa, eu sou a prefeita da cidade, uma cidadã do bem, que trata todos com alegria e educação e preso pela paz e a melhoria da sociedade...
- Qual é a vantagem de ser a filha da prefeita dessa cidade de merda se não posso fazer o que quiser? - Sorriu debochada.
- Você pode fazer o que quiser dentro dessa casa, mas fora dela, deve respeito às empregados, aos seus professores e pelo menos as suas notas que estão caindo cada vez mais. Você deve ser o exemplo de boa educação naquela escola, e não uma delinquente que via duas vezes para a detenção por dia.
- Se eles não conseguem lidar comigo, é só me expulsarem - Tânia encarou cada um dos olhos bonitos de sua filha antes de se afastar - O que foi? Desistiu?
- Melhores suas notas e pare de ir à detenção, ou eu vou cortar seu acesso ao meu cartão, a mesada, até ao motorista que te leva e trás e você o faz de empregado e carregador de sacolas quando vai as compras. - A menina ficou séria - Quero vê o que vai ser da filha da prefeita se não tiver dinheiro nem para comprar um lanche naquela escola de merda.
- Você não pode fazer isso - Declarou dando alguns passos à frente. Tânia era uma mãe radical, mas nunca mentiu ao delegar um castigo prometido.
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