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CEO militar

Capítulo 2 Fios de cabelo

Palavras: 1274    |    Lançado em: 23/04/2024

AMIGO, NAo O O INTERESSE AMOROSO. Ah, claro, houve aquela vez em que me forcei a me vestir como uma versão piranhona da Hermione (o ponto fraco dele) para o Halloween e tentei seduzi-lo. Ian

e no final da semana e nós dois reprovamos. Aparentemente, foi um teste da Oak Hill. A prova é ridiculamente fácil se você tiver prestado o mıńimo de atenção. Tivemos de refazer a aula de orientação, e nossa amizade foi cimentada no embaraço e na vergonha compartilhados. No final da segunda semana, comemoramos nossa aprovação bebendo - ideia de Ian. Eu tentei não imaginar coisas com isso. Afinal, nós dois irıámos acompanhados. Foi quando conheci a garota com quem ele namorava na época: uma dermatologista tipo elegantona. No bar, ela nos presenteou com histórias interessantes da sala de exames. - Sim, as pessoas não percebem quantos tipos diferentes de pintas existem. Ela me deu conselhos não solicitados, como: - Devido à sua pele clara, você realmente deveria consultar um médico e fazer um exame de pele duas vezes por ano. A propósito, ela não tinha poros ou sardas visıv́eis. Quando nós dois nos levantamos para usar o banheiro no meio da noite, minhas inadequações se multiplicaram. Nossa diferença de tamanho era obscena. Eu poderia caber no bolso dela. Para quem estava assistindo, eu parecia a pré-adolescente de quem ela estava tomando conta durante a noite. O único lado positivo foi que eu a fiz dar uma olhada nas sardas em meus ombros enquanto esperávamos que as cabines fossem desocupadas. Tudo certinho. Na época, eu também estava saindo com alguém. Jerry era um banqueiro com trabalho voltado para fundos de investimentos que q p q conheci por meio de um amigo de um amigo. Aquele passeio foi nosso terceiro encontro, e eu não tinha planos de continuar a vê-lo, especialmente depois que ele passou a noite falando sobre como era a vida nas alfa-beta-gamas da Universidade da Pensilvânia. - Pois é, fui presidente de fraternidade no meu primeiro e último ano. UH-RÁ. Então ele começou a cantar bem alto o hino da fraternidade dele para todo o bar ouvir. Imagino que ele tenha achado engraçado, mas não senti que eu fazia parte daquela brincadeira. Eu só queria apertar um botão vermelho e ser ejetada pelo teto. Os olhos de Ian se fixaram nos meus do outro lado da mesa, e parecia que ele sabia exatamente o que eu estava pensando. Ele tinha percebido quão desconfortável eu estava, o quanto a situação me incomodava. Nós dois começamos a

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“podemos não sair vivos desta vez. Explosões ressoam no céu e nas minhas calças. Estou encharcada de suor. Ian, de inıćio, estava vestindo uniforme camulado, mas eu o arranquei com os dentes. E por isso que sei que estou sonhando - minha boca não é tão hábil assim. Na vida real, eu quebraria um dente no zıṕer dele. O despertador berra outra advertência. Minha mente despertando grita: Levanta ou vai se atrasar! Eu me envio mais ainda sob as cobertas, e meu inconsciente vence. Ian dos Sonhos me joga por cima do ombro, como se estivesse tentando ganhar uma Medalha de Honra, e então caıḿos em um beliche de metal. Outra indicação de que isso é um sonho é o fato de que a parte carnuda da minha bunda bate na quina do beliche, mas não dói. Ele se esfrega em mim e balança a cama. Eu arranho suas costas. - Nós vamos ser pegos, soldado - eu gemo. Sua boca cobre a minha, e ele me lembra: - Aqui é uma zona de guerra; podemos fazer quanto barulho quisermos. Uma saraivada de tiros de metralhadora soa do lado de fora. Botas pesadas fazem barulho rumo à porta trancada. - Rápido, precisamos fazer uma barricada! - eu imploro. - Mas como? Não há nada de útil aqui, apenas aquele chicote de couro e meus coturnos que vão até os joelhos! Ele me puxa contra a porta, e nós nos olhamos. A solução de repente se torna clara: teremos de usar nossos corpos como um bloqueio sexy. - Ok, toda vez que eles chutarem a porta, eu vou entrar em você, entendeu? No três: um, dois... Assim que meu sonho chega à parte boa, meu celular começa a tocar "Islands in the Stream", de Kenny Rogers e Dolly Parton. O country pop dos anos 80 soa no volume máximo. Ouço sintetizadores. Eu gemo e me forço a abrir os olhos. Ian mudou meu toque novamente. Ele faz isso algumas vezes por mês. A anterior era outra música boba de dois velhos malucos. Pego o celular e o puxo para baixo das cobertas comigo. - Tá, tá - eu respondo. - Já tomei banho e estou passando da porta. - Você ainda está na cama. A voz profunda e rouca de Ian dizendo a palavra "cama" faz com que coisas engraçadas aconteçam no meu estômago. Ian dos Sonhos está se misturando com o Ian da vida real. Um deles é um tenente bonitão com braços de aço. O outro é meu melhor amigo, cujos braços são feitos de um metal que nunca tive o prazer de sentir. - Dolly Parton desta vez? Sério? - pergunto. - Ela é um tesouro nacional, assim como você. - Como você arruma essas músicas? - Eu tenho uma playlist no celular. Por que você está respirando com tanta dificuldade? Parece que você daria conta de embaçar um espelho. Ai, meu Deus. Eu me sento e me livro dos resquıćios do sonho. - Adormeci vendo as reprises de M*A*S*H novamente. - Você sabe que há outros programas para ver, não sabe?! - Sim, sei, só que ainda não encontrei um homem que me excite como Hawkeye. - Você sabe que Alan Alda está na casa dos 80, certo? - Ele provavelmente ainda tá com tudo em cima. - Se você diz, Hot Lips... Eu gemo. Assim como acontecia com a Major Houlihan, esse apelido me irrita... um pouco. Afasto os cobertores e planto os pés no chão. - Quanto tempo eu tenho? - O primeiro sinal toca em trinta minutos. - Parece que vou ter que pular aquela corrida matinal de mais de dez quilômetros que estava pretendendo fazer. Ele ri. - Arram. Começo a vasculhar o armário, procurando um vestido e um cardigã que estejam limpos. Os requisitos de vestimenta dos funcionários da nossa escola me obrigam a me vestir como a versão feminina do sr. Rogers. Hoje, meu vestido de verão é vermelho-cereja, e meu cardigã é rosa-claro, apropriado para o primeiro dia de fevereiro. - Alguma chance de você ter enchido uma garrafa térmica extra com café antes de sair de casa? - pergunto, esperançosa. - Vou deixar na sua mesa. Meu coração palpita de gratidão. - Quer saber, eu estava errada - eu provoco, fazendo um tom afetado e apaixonado”
1 Capítulo 1 Quero isso2 Capítulo 2 Fios de cabelo 3 Capítulo 3 Muito perto 4 Capítulo 4 Verão passado 5 Capítulo 5 Fiel 6 Capítulo 6 Lembrar de tudo 7 Capítulo 7 Comprometido 8 Capítulo 8 Quatro ursos9 Capítulo 9 Equilíbrio10 Capítulo 10 Provocante 11 Capítulo 11 Icônico 12 Capítulo 12 Lubrificante 13 Capítulo 13 Me tocando 14 Capítulo 14 Intimidador15 Capítulo 15 Confusão