A MINHA VIDA DE ONTEM
VAI
iros dez anos
res brinquedos de
como uma doce can
avam a liberdade
pais sabi
ncos tingido
rem ao pó da
cia a desfil
e e feliz g
.
um canto
e um córrego
de um sonho que
o que passa não
os dez anos no
OA EN
ra um recanto paradisíaco e proibido e, por isso nos atraía tanto. Somente os familiares e amigos do proprietário podiam ter acesso àquela maravilha. Mas, para nós, moleques
s que a mãe-natureza carinhosamente nos oferecia: pitangas rasteiras - grandes, saborosas -, muricis, gabirobas, bacuparis, marmelos e outras delícias. Volta e meia, parávamos para descansar debaixo
num cipó, revivendo peripécias do Tarzan das matinês, ora imitando "Dur
coisa de cinema e em cores, coisa que o cinema não tinha, porque os filmes eram em preto e branco, e a gente tinha que
esença, mas com a felicidade a pulsar no coração e na alma, livrávamos d
te aveludado que cobria todo o solo, e a tepidez da sua água, que j
nossa alegria e o nosso sonho enca
O DE
quena cidade, raramente se via passar um avião. Quando acontecia d
o seu amor e encantamento por aviões, se nunca tivera visto de perto ao menos um? Será que as nuvens a vagar no céu seriam para o avião um piso de algodão? Como seria lá em cima, bem mais perto de Deus?". Resposta
DE UMA VI
Esperava assim, que com a doença, sua querida mãe
onhava estar no picadeiro, ora sendo um intrépido trapezista, um equilibrista
dos os dias. No jardim da mãe, no lado direito da casa, bem à oeste, fazia experimentos nos troncos macios das dálias, aplicando-lhes injeções de poções de barro, com alguma mistura de outras substâncias que inventa
ara depois colocar em cada uma, cinco grãos de milho. Era um tempo mágico, cuja apoteose ora se resumia n
ro que cruzava ou naquele que ia à frente. Outras vezes, poderiam se encontrar nas várias balsas de travessia de rios que havia no
enas pelas lembranças que há nos sonhos.
DAS JAR
tempos, belos e
a Barra, e com minha querida mãe para lá íamos quinzenalmente. Lembro que eu ia contando os postes de madeir
mundo maravilhoso. Destacarei três, que considero terem sido importa
itas vezes se fantasiava de Durango Kid, de Zorro ou de outros heróis que povoavam o nosso pequeno mundo e que impulsionavam o nosso sonho infantil. Dão era o condutor da jardineira que nos levava a São Joaquim
ultava a pescaria. Sentado na barranca do rio, ouvi de repente um som que vinha de umas árvores que um pouco acima margeavam o rio e que cantava um trechinho de uma música que parecia conhecida. O rio de piracicá... O rio de piracicá... O rio de piracicá... Aquilo foi me deixando encabulado e então resolvi ver o que era, indo em direção do som. E cada vez que o vento aumentava o so
por hora. Mas, vamos à outra estória famosa do Sebastião Cacho: "No sítio de um compadre meu, tinha lá pelos fundos do pomar, uma roda d'água, toda de madeira e que para dar caída canalizaram ás águas de um pequeno córrego, numa altura de 1 a 2 metros do chão. As águas desciam com muita força e daí tocavam a roda d'água, que por sua vez, fazia funcionar um moinho. A coisa era tão an
r, num pequeno e velho ônibus, a São Joaquim da Bar
a velha jardineira perdeu os breques e mergulhamos numa vertiginosa velocidade rumo à rodovia. Naqueles instantes, o pavor tomava conta de todos e até uma colega queria pular do veículo, o que foi por nós impedida. Graças a Deus, o pior não aconteceu, pois seria um terrível desastr
rações
s e com bancos dispostos paralelamente, ocupando toda a largura do carro. As pessoas de mai
E TODOS OS TEMPO
erdadeiras: "Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém; seja
ei na existência deste ser querido até os 10 anos de idade, tempo que ficou tão distante e que tenho tentado visitar em vão, por mui
as alegrias, entre pescar e nadar nos córregos e nas lagoas, ir ao cinema nas matinês de domingo e jogar bola pelos campos e pelos pastos das ce
nesses tempos que antecediam esse dia maravilhoso, me transformando num menino bonzinho e comportado. Na véspera, arrumava
do. Só mais tarde, quando a magia do Natal se fora é que vim a saber que o Papai Noel era estrangeiro, originário de um país de neve eterna, e que era transportado com seu trenó por renas, presumidamente voadoras. Fiquei também sabendo que ele - com o auxíli
o colocava debaixo da minha cama. Logo, após o jantar,
ava cursando o Científico, na cidade vizinha de São Joaquim da Barra. Já chegava aos meus quinze an
esa e alegria, um trenzinho de metal, ou um jacaré de corda ou uma caixa de blocos de
quatro pequenos espetos de pau ou varetas de picolé tínhamos as vaquinhas e todos os animais. Perdi a conta para dizer quantas vezes chutamos bolas de meia, nos 'rachas' pelos campos de minha infância. Para comunicação à d
ava um brinquedo, ainda mais que o meu ani
no rio Sapucaí. Íamos, a pé, cortando caminho pelos campos, cerrados e matas. Como era delicioso aq
. A alegria se misturava à euforia e à peculiar curiosidade. Uma bola,
PES
ncia. Eu era um menino de, aproximadamente 4 a 5 anos, o caçula da família e
stiam estuques nos beirais. Ficávamos à mercê de tudo: clarões dos relâ
vam e a chuva forte caía. Pedindo-nos silêncio, ela ia até a cozinha e jogava "palha benta" ─ uma espécie de palmas de coqueiro, que trazia da missa do domingo de Ramos, ─ nas brasas do fogão de lenh
o quentinho das cobertas, entre rezas e trovões. E assim, ao passar aqueles momentos de
EI
e outro na fazenda dos Buranello, para passagem do gad
ar uma sua amiga, no sítio dos Quatrini. Pintada todinha de azul claro, ao pé do barranco do bueiro, aquela capela sugeria histórias e ao mesmo tempo um medo que só criança tem. O que ocorrera ali, num tempo que remontava
utomóveis entre outros veículos a motor eram raríssimos. Muitas vezes íamos pelo atalho, constituído por uma trilha no cerrado. Gostava quando chegava a hora de at
e doce beleza, semelhante a um conto i
udimentar para passagem de