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Princesa do Inferno Urbano

Capítulo 1 

Palavras: 784    |    Lançado em: 04/07/2025

rriso que eu não dava há anos. Ao meu lado, Maria, minha mãe biológica, segurava minha mão, seus dedos calejados eram um conf

m minha

"reconheceram" . Disseram que sentiam minha falta, que me amavam, que queriam compensar o tempo perdido. Eu acredit

isse Maria, sua voz soando doce, mas c

e os prédios comerciais estavam ficando para trás, dando lugar a vielas es

virando-se com um sorriso zombeteir

nha. Eu conhecia aquelas ruas, conhecia o cheiro de esgoto e fritura que pa

Símbolos de p

u jurei nunca mais pisar. Meu lar de infância, o lugar

parecendo do meu rosto. "Não aqui

rosto agora sem nenhum traço de bondade. "É

. Cada som, cada olhar das pessoas nas janelas, tudo me transportava d

portão para a comunidade. Duas cobras entrelaçadas form

ais ad

erno. Os traficantes de órgãos que comprava

não era um erro. Meus pais biológicos não me encontraram por ac

mando conta da minha voz. "Eles vão matar vocês

endo de novo. Eu tinha uns doze anos e um dos garotos da gangue, um pou

nunca mais o vi, mas os gritos... os gritos ecoaram na minha c

Ninguém toca no que é nosso." A voz dela era calma, qua

o deles, um amor p

e Maria, agarrando sua

sumo. Eu nunca mais apareço na vida de vocês.

o, limpando a mão na calç

. "Você acha que a gente te quis de volta por quê? Po

som cruel e ch

a gente ia deixar você ficar com a 'herança' ? Você não é na

nd

suspensa no ar,

sca por pertencimento, por amor, era uma piada. Eu era só um objeto, uma mercadoria, trocada por um punhado de dinhe

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Princesa do Inferno Urbano
Princesa do Inferno Urbano
“Minha vida era uma tela em branco, pintada com a solitude das ruas e a arte que escorria dos meus dedos. Então, eles surgiram: Maria e João, meus pais biológicos, e Pedro, meu irmão, com promessas de amor e redenção que pareciam curar o buraco em meu peito. Mas a estrada que nos levava a essa tal "surpresa" parecia estranhamente familiar, cheia do cheiro sufocante de esgoto e da sombra dos grafites que eu conhecia tão bem. O carro parou na entrada da favela que assombrava meus pesadelos, e o sorriso de Maria se desfez, revelando a verdade fria: "É aqui que você vai ficar, Sofia. É o seu lugar." Fui arrastada para fora, e entre o pânico e as lágrimas, vi a marca: duas cobras entrelaçadas, o símbolo deles, de Carlos e Ana, meus pais adotivos, chefes da gangue de tráfico de órgãos. Eles não me resgataram: eles me venderam de volta para o inferno, para as mãos que me chamavam de "princesa" enquanto comandavam um império de sangue. Tentei avisar, implorei, mas minhas palavras foram recebidas com tapas e risadas, enquanto negociavam meu preço como se eu fosse um pedaço de carne. Eles me desfiguraram, cortaram meu cabelo, me deram uma identidade falsa para que ninguém pudesse me reconhecer, nem mesmo Rato, o homem que um dia tremeu ao meu olhar. Quando Ana, minha mãe adotiva, finalmente me viu, meu rosto machucado e meu nome apagado me transformaram em uma estranha aos olhos dela. Mas quando Ana a encontrou, a fúria em seus olhos revelou a verdade por trás do "acidente". Naquele momento, enquanto as sombras se fechavam, a vingança acendeu uma chama fria em meu peito: eu não gritaria por socorro; eu seria a isca para arrastá-los para o abismo comigo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10